17/11/2006 09:01h
IMPRENSA AJUDOU A DERRUBAR JANGO EM 1964Para o historiado Rodrigo Patto Sá Motta, autor do recém-lançado livro “Jango e o golpe de 1964 na caricatura” (editora Jorge Zahar), qualquer semelhança entre o período de Jango e o momento político atual não é mera coincidência. Ele disse em entrevista a Paulo Henrique Amorim nesta quinta-feira, dia 16, que a imprensa contribuiu para a queda do presidente João Goulart em 1964 (aguarde o áudio).
“O contexto político atual é parecido com aquele que derrubou o presidente Goulart. A situação é semelhante. O Lula é um presidente de cor esquerdista, assim como Goulart era. Muitos setores da sociedade temiam Lula por razões semelhantes a que os jornais dos anos 60 temiam Goulart”, explicou Motta.
O historiador faz a seguinte análise no livro: “Embora não se possa responsabilizar a grande imprensa pela queda de Goulart, é inquestionável a contribuição dos jornais para o enfraquecimento do governo, ao divulgar imagens que ajudaram a disseminar insegurança e mesmo pânico entre setores influentes da sociedade brasileira. Como parte integrante do discurso jornalístico, as caricaturas concorreram para o estabelecimento do quadro de insegurança que alicerçou as bases para o golpe de Estado, não obstante a sua veia humorística implicasse, por vezes, abordagens menos dramáticas da crise política”.
E continua: “A grande imprensa, naturalmente com exceção do jornal Ultima Hora, recebeu bem o movimento civil-militar que derrubou Goulart – de fato, com indisfarçável sensação de alívio – e o teor da maioria das caricaturas acompanhou essa tendência.” (p.179)
Leia a íntegra da entrevista com o historiador Rodrigo Patto Sá Motta:
Paulo Henrique Amorim - Eu sei que o senhor está nos Estados Unidos, não é isso?
Rodrigo Patto Sá Motta - É. Estou fazendo aqui pós-doutorado.
Paulo Henrique Amorim - Pós-doutorado em que?
Rodrigo Patto Sá Motta - Na minha área, na área de história. Vou lecionar aqui no próximo semestre na Universidade de Maryland.
Paulo Henrique Amorim - O foco da sua atenção no momento qual é?
Rodrigo Patto Sá Motta - Minha pesquisa atual é o regime militar brasileiro, especialmente as políticas direcionadas às universidades brasileiras. No regime militar houve uma grande mudança no cenário das universidades. Houve um crescimento grande do sistema universitário e, ao mesmo tempo, uma repressão muito grande, uma vigilância, uma perseguição, uma política paradoxal. Mais investimento, mais dinheiro e mais repressão.
Paulo Henrique Amorim - E isso vai se transformar em um livro também?
Rodrigo Patto Sá Motta - Provavelmente sim, mas vai demorar um pouco mais porque estou começando praticamente. Então, isso demora dois ou três anos para gerar um livro. Vamos ver.
Paulo Henrique Amorim - Esse trabalho sobre a caricatura também é no âmbito de uma tese acadêmica?
Rodrigo Patto Sá Motta - Não, ele foi, depois que eu terminei minha tese de doutorado, em 2000, eu comecei essa pesquisa das caricaturas. Mas se somou também quatro anos de trabalho, entre pesquisa.
Paulo Henrique Amorim - Quatro anos? É muito tempo, né?
Rodrigo Patto Sá Motta - É, na verdade a gente fala quatro anos, isso não quer dizer que eu trabalhei quatro anos, oito horas por dia. Ao mesmo tempo eu estava dando aula, estava fazendo outras coisas. Entre o início e o fim do projeto, foram quatro anos.
Paulo Henrique Amorim - Agora vamos falar sobre o livro. Eu vou pular para as considerações finais e ler um trecho aqui sobre o qual eu gostaria que o senhor pudesse aprofundar, discutir, até onde for necessário. Diz assim: “Embora não se possa responsabilizar a grande imprensa pela queda de Goulart, é inquestionável a contribuição dos jornais para o enfraquecimento do governo, ao divulgar imagens que ajudaram a disseminar insegurança e mesmo pânico entre setores influentes da sociedade brasileira”. No parágrafo seguinte: “A grande imprensa, naturalmente com exceção do jornal Ultima Hora, recebeu bem o movimento civil-militar que derrubou Goulart – de fato, com indisfarçável sensação de alívio”. Professor, a minha perplexidade ao ler o seu livro – e foi o motivo pelo o qual eu tomei a iniciativa de importuná-lo e conversarmos um pouco – o fato de que acabamos de viver um problema muito parecido e praticamente com os mesmos personagens, com os mesmos órgãos de imprensa, com a exceção, é claro, daqueles que sumiram, com a “Última Hora”, o “Correio da Manhã”, mas se notabiliza nessa sua pesquisa o jornal “O Estado de S. Paulo”, que tinha naquela época uma admirável caricaturista, que tinha uma qualidade que eu compartilho da sua opinião, que é a Hilde, que era uma grande caricaturista. Mas o fenômeno político é o mesmo, não é isso, professor?
Rodrigo Patto Sá Motta - O contexto político atual é parecido. Você propõe uma comparação entre a figura de Lula com a figura de Goulart.
Paulo Henrique Amorim - E o papel da imprensa.
Rodrigo Patto Sá Motta - É, e o papel da imprensa. A situação é semelhante. O Lula é um presidente de cor esquerdista, assim como Goulart era. Muitos setores da sociedade temiam Lula por razões semelhantes a que os jornais dos anos 60 temiam Goulart. Alguns jornais têm posições muito parecidas como o “Estado de S.Paulo”, que você mencionou. Aliás, o “Estado de S.Paulo” é impressionante pela coerência das posições dele, um liberalismo algo elitista que muitas vezes se aproxima de soluções autoritárias, como ter apoiado o golpe. Mas, ao mesmo tempo, o “Estado de S.Paulo” se opôs ao regime militar quando a censura ao próprio “Estado de S.Paulo” começou a ficar pesada. Ele, como então, continua a liberal até hoje, continua tendo as mesmas posições, é um caso bastante interessante de coerência ao longo do tempo. Tem semelhanças em relação àquele contexto. Mas há diferenças também porque hoje não existe, como naquela época, o mesmo medo a esquerda, o mesmo temor de mudanças sociais grandes podem acontecer. Então, o comportamento da imprensa em relação ao Lula na eleição anterior como nesta, não tem o mesmo grau de, vamos dizer assim, de agressividade que teve a imprensa com Goulart 40 anos atrás. Há uma ligeira diferença. O curioso e paradoxal é que o Lula tem um compromisso com a esquerda muito mais forte que o Goulart tinha naqueles anos.
Paulo Henrique Amorim - Ah, sim. Até pela origem: um é proletariado, o outro é latifundiário.
Rodrigo Patto Sá Motta - Exatamente. E o Lula com a origem em um partido de esquerda, que tem muitos militantes marxistas, tinha uma aliança com o Partido Comunista, mas era uma aliança, mas era uma aliança meio ambígua, não era tão fiel a elas. Mas na época o medo era tão grande que bastava um presidente ser próximo da esquerda para isso gerar a reação que gerou com o golpe de 64. Considerar o contexto internacional, a questão da Guerra Fria, havia a sensação de que o mundo estava dividido, então, o governo brasileiro aliado à esquerda era visto como um problema para os Estados unidos. A situação hoje é diferente porque não há mais esse grande medo da esquerda, e nem os Estados Unidos tem mais esse papel de jogar contra governos reformadores. É claro que os Estados Unidos não apreciam governos reformadores como os do Chávez, na Venezuela, mas um governo moderadamente reformador para o governo americano não é problema nenhum. Não é algo que vai gerar oposição.
Paulo Henrique Amorim - Mas o senhor não acha interessante que essa hostilidade ou essa animosidade ainda que em termos diferentes ou intensidade diferente entre um presidente de inclinação esquerdista ou trabalhista e a mídia conservadora brasileira, que isso é um fenômeno que ultrapassa... São 42 anos. Parece que estamos vendo um videoteipe levemente alterado, distorcido.
Rodrigo Patto Sá Motta - Certamente há semelhanças.
Paulo Henrique Amorim - Por que há semelhanças? Por que isso não muda?
Rodrigo Patto Sá Motta - Bom, porque os setores que você está mencionando são setores ligados a interesses dos status quo que tem medo de uma reforma, que tem medo de que um governo de esquerda comece a interferir na livre iniciativa, aumente a presença do Estado na economia, enfim, são os temas que afetam a visão de mundo liberal, interesses dos liberais. Então, há o temor de o governo Lula, pro ter uma ala na esquerda, por ter o pé na esquerda, venha a propor políticas que vão se chocar com os interesses desses grupos. Então, está aí essa preocupação. A questão é saber se o governo Lula vai de fato afrontar algum desses interesses, e tem que se portar de forma muito moderada. Aliás, eu acho que a moderação do governo Lula, em grande parte, é para não encontrar com as expectativas desses grupos que temem reformas. Eu acho que é mais moderado do que seria em outras circunstâncias. Quando tomaram posse em 2002, muitos líderes do governo do Lula deram essa impressão, que temiam os fantasmas de 64, afrontar demais as forças conservadoras.
Paulo Henrique Amorim - O senhor acha que o Jango está no inconsciente do Lula?
Rodrigo Patto Sá Motta - Ah, com certeza. Pelo menos em 2002 ele estava. Eu me lembro de algumas pessoas escrevendo na imprensa, em 2002, prevendo uma possível derrubada do Lula como a do Jango, o que foi um pouco precipitado. Mas eu acho que esse tipo de análise influenciou a atuação do governo na busca de se mostrar confiável, para não mostrar que era realmente perigoso. Mas, ao mesmo tempo, tentando manter o compromisso com sua ala à esquerda.
Paulo Henrique Amorim - O senhor acha que a caricatura ainda tem a força que tinha neste papel de enfraquecer um governo de esquerda?
Rodrigo Patto - Eu não fiz pesquisa sobre caricaturas atuais, minha resposta é especulativa. Acho que o impacto hoje é menor por causa da explosão do mundo das imagens. Tem internet, uma série de visuais que não havia nos anos 60. E a própria imprensa escrita, a importância do jornal de papel era muito maior do que é hoje. Não tinha aí, como é seu caso, um jornalismo na internet, ágil, de qualidade. Acho que a caricatura não tem o mesmo impacto que tinha, embora também a caricatura esteja entrando nestas novas mídias. Mas o impacto é menor, embora isso tenha de ser melhor pesquisado.
Paulo Henrique Amorim - O senhor encontra hoje na caricatura brasileira alguém com o talento da Hilde?
Rodrigo Patto - Existem caricaturistas extraordinariamente talentosos. O Brasil, aliás, em termos de talento tem uma bela tradição. Como os irmãos Caruso, por exemplo. Agora, os anos 60 foi um período muito interessante por causa da radicalização política, uma polarização muito aguda, maior que a que nós vivemos hoje. E isso estimulou muito a produção, estimulou uma agressividade muito grande, e combinado com um quadro de liberdade de imprensa que estimulou a capacidade criativa dos artistas. Foi muito marcante aquele período.Outra coisa que eu gostaria de comentar também é que no nosso imaginário sobre a imprensa este período pré-64 foi muito apagado. As pessoas não conhecem a Hilde, o Augusto Bandeira, elas se recordam do pessoal do Pasquim...
Paulo Henrique Amorim - O Lan, muito bom...
Rodrigo Patto - O Henfil... penso que pelo resultado de 64. A imprensa apoiou o golpe de 64 e hoje ela tenta se desvencilhar...
Paulo Henrique Amorim - Finge que não lembra... (risos)
Rodrigo Patto - Pois é, não lembra... as pessoas esquecem. A imprensa neste aspecto tem contribuído para construir uma outra memória, de quem resistiu, combateu. Mas se esquece que ajudou a desenvolver o golpe. Se bem que boa parte dos meios de comunicação não desejava a ditadura, mas eles apoiaram nos primeiros anos. Algumas apoiaram o tempo todo. As Organizações Globo nunca deixaram de apoiar. Alguns se chocaram de alguma maneira, como o JT, o Estadão... esta memória da imprensa com relação ao golpe é problemática, e da mesma forma a memória caricatural. Ficou no nosso imaginário os caricaturistas de esquerda e nos esquecemos que havia antes uma produção mais próxima do pensamento liberal e conservador que teve muita influência e gerou trabalhos muito criativos.
Paulo Henrique Amorim - Eu, embora não concorde com as idéias e as mensagens que estão ali, acho a Hilde uma caricaturista inesquecível.
Rodrigo Patto - Ela era brilhante. Eu acho que a posição ideológica dela atrapalhou um pouco a preservação do seu trabalho, porque ela ficou muito ligada a esta direita liberal, e isso atrapalhou, enquanto outros artistas com posição mais à esquerda tiveram mais fortuna.
Paulo Henrique Amorim - Agora, o senhor não explorou muito o Corvo do Lavradio, o Lacerda, que era magnificamente caricaturado pela Última Hora. Até o senhor diz que os lacerdistas, os lanterneiros, como eram chamados pelo pessoal do PDT, tentaram transformar o corvo num pássaro simpático. Mas seu livro não trata muito do corvo, me permita a intimidade.
Rodrigo Patto - É verdade. Porque o foco do livro era tentar entender por que o governo Goulart foi derrubado. Lacerda é uma figura que merece uma pesquisa a parte. Daria facilmente um livro sobre a produção cultural dedicada a ele. É muito interessante. Focalizando os jornais mais à esquerda, como Última Hora, Semanário...
Paulo Henrique Amorim - Como era o nome daquele jornal do partidão...
Rodrigo Patto - Novos Rumos. Era um semanário da época. Os mais interessantes estão na Última Hora e no Semanário, que era da Frente Nacionalista, tinha um caricaturista muito bom. Mas acabei deixando um pouco de lado, coloquei umas três imagens do Lacerda.
Paulo Henrique Amorim - Tem uma muito boa, o Lacerda de Nero colocando fogo no país.
Rodrigo Patto - É uma referência também ao famoso caso dos incêndios nos cortiços do Rio.
Paulo Henrique Amorim - Ah, uma coisa horrível. Ele tirou as favelas do centro do Rio com um incêndio.
Rodrigo Patto: Exatamente.
Paulo Henrique Amorim - Mas esta do Nero, do Augusto Bandeira, é inesquecível.
Rodrigo Patto - Ele era extremamente talentoso. Na história da caricatura ele foi esquecido, deixou de fazer caricaturas e se dedicou à pintura.
Paulo Henrique Amorim - É verdade, um grande pintor.
http://conversa-afiada.ig.com.br/materias/400501-401000/400620/400620_1.html
DIOGO MAINARDI PERDE PATROCÍNIO VISUAL DA SULAMÉRICA E FICA ZANGADO COM OS PETISTAS DO ORKUT. OUÇA O ÁUDIO ABAIXO
Veja no trecho de texto abaixo, qual a intenção do projeto:
(...)Lobby
O relator do projeto é o senador Eduardo Azeredo (PSDB), ex-governador de Minas Gerais. Os especialistas do setor dizem que o mentor das mudanças é o assessor de Azeredo José Henrique Portugal, ex-dirigente do Serpro, estatal federal de processamento de dados.
O presidente da ONG Safernet diz que, por trás da identificação e da certificação prévias dos usuários da internet, está o lobby das empresas de certificação digital, espécie de cartórios virtuais, que atestam a veracidade de informações veiculadas pela internet.
De acordo com ele, o projeto está na contramão da democratização do acesso à internet, ou inclusão digital, pretendida pelo governo.
Leia abaixo essa matéria na íntegra.
http://www1.folha.uol.com.br/folha/informatica/ult124u20908.shtml
Esse assossor do Azeredo, o José Henrique Portugal, na década de 80, já foi presidente da PROBAM (Processamento de Dados Bancários de Minas Gerais), que era mantida pelos grandes bancos. Ele é muito ligado aos bancos, cartões de crédito e com as empresas de certifição digital.
É claro que existe, também, um lobby das grandes mídias que estão desorientadas com os seus fracassos, graças à Internet, de suas manipulações antes de durantes as eleições.
Vamos levantar os dados desse José Henrique Portugal e do Azeredo e disponibilizar na Internet.
Vejam abaixo que o Antônio Alberto Tavares, conselheiro do CGI.br (Comitê Gestor da Internet) é contra esse projeto que "contém erros crassos" e deixa claro que por trás do projeto existe um lobby dos bancos e empresas de certificação digital, o que causará segregação:
Terça-feira, 03 de outubro de 2006, 17h07
Projeto de Lei que coíbe crimes na internet teria erros crassos
No dia 19 de setembro deste ano, o InfomediaTV noticiou uma entrevista exclusiva com o Dr. José Henrique Portugal, assessor técnico do polêmico Projeto de Lei 76/2000 do Senado, que pretende regular a repressão a crimes de informática e àqueles cometidos na Internet. O projeto, que tramita na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania do Senado, tem como um dos principais críticos o Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br), órgão que tem entre as suas determinações auxiliar na segurança da rede e no combate aos cibercrimes.
Para obter uma segunda opinião acerca do projeto, entrevistamos Antônio Alberto Tavares, conselheiro do CGI.br representante dos provedores de acesso e conteúdo da Internet, setor que deve absorver grande parte do impacto da Lei.
Embora Tavares tenha deixado claro que as respostas são de sua inteira responsabilidade e que não obrigatoriamente devem ser consideradas como a opinião oficial do Comitê, a entrevista evidencia um bom número de posicionamentos discutidos dentro do órgão. Entre eles, os lados positivo e negativo do PLS 76/2000, o perigo de segregar a Internet entre ricos e pobres, o papel do CGI.br no que tange ao combate a crimes na rede, o preço que os usuários podem pagar com a implantação da lei, e mais.
ITV: Qual o posicionamento do Comitê Gestor da Internet no Brasil acerca da eficácia da atual legislação no que tange à verificação e punição de crimes eletrônicos?
AT: Nós acreditamos que muitos dos projetos de Lei que tem surgido no Congresso Nacional são extemporâneos e freqüentemente carecem de informações técnicas de base. Em especial sobre o funcionamento das redes que formam a Internet criando, entre outros, o risco de eventualmente acabar legitimando algo que seja condenável. Por isso entendemos que Deputados e Senadores deveriam ter como compromisso antes da elaboração do projeto, buscar aperfeiçoar conhecimentos para bem elaborar os ditos PL's.
ITV: Considerando a grande abrangência do novo projeto de lei, quais são os pontos positivos e quais aqueles que devem ser mais bem discutidos dentro do PLS 76?
AT: O PLS 76 tem a pretensão de reunir a maior parte dos Projetos de Lei em tramitação no Congresso e fazer dele um PL efetivo e uma Lei notável. De positivo nota-se a intenção de se buscar soluções para reduzir a já elevada quantidade de crimes e fraudes praticados através da Internet. Nesse aspecto é positivo. Já na forma, em diferentes campos que o projeto tem sido estudado e discutido, encontram-se erros crassos e de tal gravidade que podem chegar a inibir o desenvolvimento tecnológico. No seio do projeto pode perceber-se uma preocupação muito grande com os processos de validação dos dados cadastrais de usuários - não apenas de Internet, mas também de celulares, de telefones (este é um dos erros) e por outro lado se induz a certificação digital como a fórmula salvadora para todos os males da Internet. Ora, mesmo reconhecendo a eficiência e importância da certificação digital, ao se aprovar tal projeto e ao olhar para os preços elevadíssimos praticados hoje, nós corremos o risco de iniciar um processo de segregação - A Internet do Bem (dos ricos, certificados) e a Internet geral ou dos pobres. Ora, isso é imperdoável.
ITV: Quando você fala em segregar a internet entre ricos e pobres, quer dizer que há o risco de o ônus final pela certificação digital acabar ficando para o bolso dos usuários? Não seria de se esperar que as empresas obrigadas pela lei a realizar os cadastros tenham de arcar com os encargos financeiros?
AT: Não há dúvidas de que os usuários serão os responsáveis por adquirir e pagar por sua certificação digital. Este é o grande ponto. O resto é negociável. Mas os preços praticados hoje para ter, por exemplo, um CPF digital, é algo pouco acessível a certos bolsos. As empresas que você se refere são os Bancos! There is no free launch!
ITV: Um dos pontos polêmicos da nova Lei é a imposição de que os provedores de acesso arquivem por três anos dados como nome completo, data de nascimento, senha e endereço físico dos usuários, além do IP. Como deve ser realizado este registro no caso de cibercafés, telecentros comunitários e universidades, garantindo que estes dados não serão utilizados para outros fins?
AT: O tempo de guarda de dados cadastrais não é o problema. O problema era (espero que já esteja corrigido), que eles não queriam apenas os dados de acesso e os dados cadastrais básicos por si referidos, eles queriam que o provedor guardasse também todo o histórico da navegação e por suposição talvez até as mensagens dos usuários. Acho quem tal desejo não necessita de comentários. No mínimo se induzia a censura, a invasão de privacidade etc.
ITV: As possíveis dificuldades de ordem técnica no armazenamento de dados pessoais de usuários podem gerar dificuldades no cumprimento da lei?
AT: Se fosse como pretendiam, cada provedor ou operadora precisaria de data centers gigantescos para guardar tudo isso e de equipamentos de storage caríssimos.
ITV: Qual o papel do Comitê Gestor da Internet no Brasil no que tange aos cibercrimes? Como o CGI.br tem ajudado a diminuir a incidência de delitos na internet e quais são os instrumentos que o órgão tem à disposição para efetivar este combate?
AT: O Comitê Gestor tem uma missão claramente definida na Portaria que o criou, reafirmada no Decreto Presidencial que lhe alterou a forma. Segurança de redes está contida nessa missão e o CGI.br tem um grupo altamente especializado - CERT.br que estuda e atua no sentido de gerar mais segurança na rede. Evidentemente que seus Conselheiros e seu órgão operacional, o NIC.br, são extremamente preocupados e sempre estão na defesa da Internet e dos usuários, seja individual ou coletivamente. Mas não se pode esquecer que o "ladrão" sempre está um passo à frente da polícia - efeito surpresa.
ITV: Ainda com relação ao papel do CGI.br no combate aos crimes virtuais; o órgão não deveria ser consultado e servir de suporte técnico na confecção da Lei? Se sim, por que há tantos pontos conflituosos entre o posicionamento do Comitê e o projeto que tramita agora no senado? Quais foram as contribuições do CGI.br ao PLS 76?
AT: Concordo que o CGI.br deveria sim ser consultado e, certamente, está pronto para oferecer suporte técnico sempre que solicitado. Os pontos conflituosos resultam das imprecisões e dos riscos criados nesse projeto que está sendo liderado , em nossa opinião de forma equivocada. O CGI.br já encaminhou um aconselhamento com algumas sugestões de ordem técnica ao autor do projeto. Não me cabe, por razões evidentes divulgar publicamente esse documento, inclusive porque tem sugestões de processo investigativo.
ITV: Tendo em vista o que já foi dito na entrevista, há como adiantar o conteúdo de ao menos algumas das sugestões encaminhadas pelo CGI.br ao autor do projeto?
AT: Prefiro que não para não expor nem o Senador e nem o CGI.br, mas muito do que lhe respondi na entrevista foi comunicado ao preposto do Senador.
ITV: Considerando a lentidão do processo de tramitação da Lei e as sucessivas atualizações às quais o texto foi submetido, vocês estão surpresos com o texto final do projeto? Ou as críticas atuais dos representantes do CGI.br ao PLS 76 já datam do período de confecção do projeto?
AT: Esse projeto tem tido uma forma, para nós, leigos nos trâmites nos corredores do Congresso Nacional, incorreta, exatamente porque ele nos surge no caminho, já empacotado, praticamente pronto para ser aprovado e pior, aprovado por lideranças sem ser exposto ao voto individual (neste momento) fazendo com que se perpetuem eventuais erros contidos, como já referi, no contexto do mesmo. Não somos contra o projeto de Lei, somos contra a forma como está sendo conduzido e também contra parte de seu conteúdo.
ITV: Segundo José Henrique Portugal, existe a necessidade de levar mais a sério as denúncias de crimes cometidos na Internet. Na prática, este deve ser um papel dos provedores de acesso e conteúdo ou de órgãos fiscalizadores do governo? E como proceder neste requerimento sem ferir a privacidade dos usuários?
AT: Recentemente a Associação que representa os provedores, alguns dos maiores provedores e o Comitê Gestor da Internet, assinaram convênios de entendimento sobre a obrigatoriedade de fornecimento de dados cadastrais básicos ao Ministério Público sempre que este solicitar, a Polícia ou a Justiça. Este é um ponto tão bem resolvido que se desenvolve intensa cooperação entre as partes referidas e já resultou entre outras ações, na publicação de livro que contém material sobre procedimentos investigativos no combate aos crimes cibernéticos e a Cartilha de Segurança da Internet, de autoria do CERT.br. Estes livros foram distribuídos para Promotores, Procuradores, Juízes, Polícia federal, etc.
No que tange à defesa da privacidade dos usuários, acho que dispensa mais comentários por tudo o que já foi dito acima e porque esta sempre foi uma das principais preocupações dos provedores.
ITV: Em entrevista concedida ao IDG Now em 28 de agosto, Demi Getschko afirma que é preciso ao mesmo tempo combater crimes que acontecem na rede e evitar que se transformem em censura indiscriminada contra os valores que a rede construiu. Na prática, como isso deve ser feito?
AT: Da forma acima exposta, juntando as partes em um todo, definindo claramente objetivos, tempos e especialidades para elaborar corretamente as propostas e submeter à opinião de gente qualificada e avalizada como é o nosso amigo, Professor Demi.
ITV: Quem fala oficialmente pelo CGI.br ? Ou, mais precisamente, já que este é um assunto da alçada do Comitê, por que a dificuldade de obter um pronunciamento oficial do Comitê Gestor da Internet acerca do tema?
AT: Este é um Comitê muito sui generis, bem formado, bem legitimado e bem representativo. Em princípio uma decisão de posicionamento do CGI.br deveria ser feita pelo coordenador, porém, neste caso, ainda estamos em fase de discussão e não há um posicionamento final. Podem mudar os posicionamentos, concordar quanto ao que fazer, ou mesmo optar por outras estratégias. Por isso você obtém uma opinião individual e não um posicionamento.
http://infomediatv.terra.com.br/infomediatv/?section=10&article=140
06/11/2006 - 09h08
Projeto quer controlar acesso à internetELVIRA LOBATO
da Folha de S.Paulo, no Rio
A Comissão de Constituição e Justiça do Senado votará, na próxima quarta-feira, um projeto de lei que obriga a identificação dos usuários da internet antes de iniciarem qualquer operação que envolva interatividade, como envio de e-mails, conversas em salas de bate-papo, criação de blogs, captura de dados (como baixar músicas, filmes, imagens), entre outros.
O acesso sem identificação prévia seria punido com reclusão de dois a quatro anos. Os provedores ficariam responsáveis pela veracidade dos dados cadastrais dos usuários e seriam sujeitos à mesma pena (reclusão de dois a quatro anos) se permitissem o acesso de usuários não-cadastrados. O texto é defendido pelos bancos e criticado por ONGs (Organizações Não-Governamentais), por provedores de acesso à internet e por advogados.
Os usuários teriam de fornecer nome, endereço, número de telefone, da carteira de identidade e do CPF às companhias provedoras de acesso à internet, às quais caberia a tarefa de confirmar a veracidade das informações.
O acesso só seria liberado após o provedor confirmar a identidade do usuário. Para isso, precisaria de cópias dos documentos dos internautas.
Críticas
Os provedores de acesso à internet argumentam que o projeto vai burocratizar o uso da rede e que já é possível identificar os autores de cibercrimes, a partir do registro do IP (protocolo internet) utilizado pelos usuários quando fazem uma conexão. O número IP é uma espécie de "digital" deixada pelos internautas. A partir dele, chega-se ao computador e, por conseguinte, pode-se chegar a um possível criminoso.
Principais alvos do cibercrime, os bancos e os administradores de cartões de crédito querem a identificação prévia dos internautas. O diretor de Cartões e Negócios Eletrônicos da Febraban (Federação Brasileira de Bancos), Jair Scalco, diz que não adianta criar leis para punir as fraudes na internet se não houver a identificação obrigatória de todos os internautas. Ele defende que os registros de todas as conexões sejam preservados por pelo menos três anos.
O projeto recebeu muitas críticas. "É uma tentativa extrema de resolver a criminalidade cibernética, que não surtirá efeito. O criminoso vai se conectar por meio de provedores no exterior, que não se submetem à legislação brasileira, ou usará laranjas [terceiros] e identidade falsa no Brasil", afirma o presidente da ONG Safernet (Central Nacional de Denúncias de Crimes Cibernéticos), Thiago Tavares. A entidade é dirigida por professores da Universidade Federal da Bahia e da PUC daquele Estado.
Para Tavares, o projeto, se aprovado, irá burocratizar e restringir o acesso à internet. "Não se pode acabar com a rede, em nome da segurança, porque ela nasceu com a perspectiva de ser livre e trouxe conquistas muito grandes, como a liberdade de informação e de conexão", afirma.
Para ele, os provedores tenderão a dificultar o acesso das pessoas à rede mundial de computadores, com medo de serem responsabilizados criminalmente por atos dos usuários.
LobbyO relator do projeto é o senador Eduardo Azeredo (PSDB), ex-governador de Minas Gerais. Os especialistas do setor dizem que o mentor das mudanças é o assessor de Azeredo José Henrique Portugal, ex-dirigente do Serpro, estatal federal de processamento de dados.
O presidente da ONG Safernet diz que, por trás da identificação e da certificação prévias dos usuários da internet, está o lobby das empresas de certificação digital, espécie de cartórios virtuais, que atestam a veracidade de informações veiculadas pela internet.
De acordo com ele, o projeto está na contramão da democratização do acesso à internet, ou inclusão digital, pretendida pelo governo.http://www1.folha.uol.com.br/folha/informatica/ult124u20908.shtml06/11/2006 - 09h20
Senador quer responsabilizar professores pelo uso da internet em escolas
da Folha de S.Paulo no RioO senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG) --autor do projeto que criminaliza o acesso indevido à internet-- sugeriu que as professoras sejam responsáveis pelo uso que os alunos fazem da internet nas escolas.
Uma das críticas ao substitutivo do senador é a de que estaria na contramão da inclusão digital pretendida pelo governo Lula, que tem projeto de interligar as escolas com rede de acesso em banda larga.
Eduardo Azeredo disse que não adianta definir os crimes cometidos via internet, os chamados cibercrimes, se não houver obrigatoriedade de identificação dos usuários. "Hoje, o internauta pode navegar com nome fantasia. Pode, até, enviar e-mail com identificação de asteriscos. A quem interessa o anonimato?", indagou.
Azeredo disse que já discutiu o projeto com o Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República e que o Ministério das Comunicações ainda não se manifestou oficialmente sobre o caso.
O senador rejeita a proposta de auto-regulamentação, defendida pelos provedores de acesso à internet e pelas empresas de telefonia. "Seria muito bonito --e talvez funcionasse-- na Suécia. No Brasil, as experiências de auto-regulação não foram exitosas", declarou.
O advogado Renato Ópice Blum, estudioso dos crimes via internet, defende que os provedores sejam obrigados a armazenar os registros das conexões por pelo menos três anos, como previsto no texto do senador.
O delegado da Unidade de Repressão a Crimes Cibernéticos da Polícia Federal Cristiano Barbosa Sampaio apóia o ponto de vista dos bancos em relação à exigência de certificação prévia dos usuários da internet.
Ele defende que o acesso de menores seja registrado em nome dos pais, os quais seriam responsabilizados pelos atos dos filhos. O delegado lembra que os menores não são imputáveis criminalmente, o que se estenderia aos crimes que viessem a cometer no ciberespaço.
Sampaio diz que os crimes pela internet explodiram nos últimos anos e que o projeto tem o mérito de tipificar crimes novos, decorrentes da internet, que ainda não estão previstos em lei. Cita, como exemplo de crimes ainda não tipificados, a difusão de vírus e o roubo de identidade na internet.
De acordo com o delegado, não há definição legal para o crime de captura de senha, por exemplo. A polícia tem indiciado os suspeitos por furto mediante fraude e por estelionato, que, segundo Barbosa Sampaio, são "legislação emprestada".
Segundo ele, o roubo de senha levou a PF a prender 25 pessoas em 2001, 55 em 2003, 77 em 2004, 213 em 2005 e 199 de janeiro a setembro deste ano. Só neste ano, foram registradas 112 prisões por clonagem de cartões de crédito pela internet e 81 por pirataria, comercialização de músicas, softwares e vídeos sem pagamento de direito autoral.
http://www1.folha.uol.com.br/folha/informatica/ult124u20909.shtml06/11/2006 - 09h24
Uso indevido de internet prevê pena de reclusão
da Folha de S.Paulo no Rio
O projeto de lei que obriga a identificação dos usuários da internet altera os códigos Penal e Militar e obriga os provedores de acesso à internet a manter o registro de todas as conexões realizadas pelo prazo de, no mínimo, três anos. O texto é a fusão de três projetos de lei sobre crimes cibernéticos, um da Câmara e dois do Senado, um deles de autoria do presidente da Casa, Renan Calheiros.
Foi aprovado, em junho último, pela Comissão de Educação, onde Azeredo também foi o relator. Se passar na CCJ, irá para votação pelo plenário do Senado e, daí, voltará para nova votação pela Câmara dos Deputados, em razão de ter sofrido alterações no Senado.
O projeto passa a considerar crime acessar indevidamente a internet por computador, por telefone celular e até por intermédio da televisão. O advogado Luiz Guilherme Porto, de São Paulo, diz que ele pune mais quem simplesmente acessa sem autorização do que quem entra na rede e destrói arquivos ou rouba dados.
O texto propõe a inclusão do artigo 154-A no Código Penal, que estabelece pena de reclusão de dois a quatro anos, mais multa, para quem "acessar indevidamente rede de computadores, dispositivo de comunicação ou sistema informatizado", e ainda o artigo 154-B, que determina detenção pelo mesmo período por obtenção indevida de dado ou informação em rede de computadores, e o artigo 154-D, com detenção de um a dois anos, para violação ou divulgação indevida de informações obtidas em bancos de dados.
A diferença entre reclusão e detenção é que, na primeira, o acusado fica preso até que o juiz estabeleça a fiança, o que pode levar vários dias, enquanto na detenção o próprio delegado estabelece a fiança, o que permite que o preso fique livre imediatamente. "As penas são absurdas, maiores do que a prevista no Código Penal para o crime doloso", afirma Porto.
http://www1.folha.uol.com.br/folha/informatica/ult124u20910.shtml
06/11/2006 16:41h
NÃO CONFIE EM URNA ELETRÔNICAPaulo Henrique Amorim - Site Conversa-Afiada"Começou a ficar claro que o nossos sistema eleitoral está em perigo. Um relatório de 230 páginas encomendado pelo condado de Cuyahoga ... revelou precupações generalizadas sobre a confiabilidade das máquinas eletrônicas de votar da empresa AccuVote. 'Ô, cara', me disse um aluno, formado em ciência do computador. 'Nós discutimos essas máquinas na sala e eu acho que ninguém se dá conta de que como essas máquinas estão ferradas'.
Foi o mesmo que disse Vicki Lovegren, professor de matemática ... , que se tornou defensor da lisura eleitoral: 'Se você for especializado em ciência do computador, é bom ficar nervoso... Quando você tem tem urnas eletrônicas, não é necessária uma conspiração de muitas pessoas. Uma única pessoa pode alterar o resultado da eleição, sem que ninguém perceba.'"
Esse é um trecho de um artigo publicado ontem na edição eletrônica do
New York Times (
clique aqui), com o título "A campanha que jamais existiu".
O autor é o romancista Don Chaon, que descreve as apreensões dos eleitores do estado de Ohio (amanhã, terça-feira 7, há eleição para a Câmara e o Senado, nos Estados Unidos), onde, na última eleição presidencial, só faltou George Washington votar. E especilmente com as urnas eletrônicas, que, como se sabe, não merecem nenhuma confiança, caso não sejam acompanhadas de uma contra-prova física do voto do eleitor. Sem a contra-prova, não há como recontar os votos.
Sobre isso há uma respeitável literatura no Brasil e até um fórum que luta pela integridade do voto do eleitor (
http://www.votoseguro.org/).
No Brasil, corre a lenda de que a nossa urna eletrônica é a maior das maravilhas. E não é. No dia em que houver uma eleição quase "empatada", vai dar a maior confusão, como acabou de acontecer no México. Não foi o caso desta vez, em que Lula, segundo o
New York Times - nenhum jornal brasileiro chegou a tal exagero - Lula ganhou de forma "esmagadora".
Entre os vários truismos com que nos presenteou no artigo de ontem, no
Estadão e no
Globo, FHC celebrou "... o sucesso da apuração eletrônica, o aspecto festivo do dia das eleições e a legitimidade dos resultados" (
clique aqui, somente para assinantes do
Estadão).
A festa e a legitimidade teriam ido para o beleléu se dependessem de uma recontagem de votos ...
http://conversa-afiada.ig.com.br/materias/398501-399000/398707/398707_1.html
METADE DA CAMPANHA DE RORIZ FOI PAGA POR CONSTRUTORASEnviar por Agência BrasilO senador eleito pelo Distrito Federal Joaquim Roriz (PMDB) pagou metade de sua campanha com doações de construtoras. O ex-governador distrital declarou à Justiça Eleitoral uma arrecadação de R$ 1,6 milhão. Desse total, R$ 866 mil foram doados por construtoras, algumas com contrato com o governo distrital.
As maiores doações foram da JM Terraplanagem e Construções, somando R$ 700 mil. O ex-governador Roriz também recebeu doações de R$ 150 mil da Torc -- Terraplanagem, Obras Rodoviárias e Construções Ltda, e de R$ 16 mil da Elifran Construção e Terraplanagem Ltda.
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) publicou em sua página eletrônica a prestação de conta de 18 dos 27 senadores eleitos por cada estado no primeiro turno das eleições deste ano. Os dados completos podem ser vistos em
www.tse.gov.br.
http://g1.globo.com/Noticias/Politica/0,,AA1338214-5601,00.html
PSB ACUSA GABEIRA DE FAZER DENÚNCIA PARA GANHAR VOTO
Deputado afirma que vai provar ligações do partido com a máfia dos sanguessugas em relatório que será entregue em dezembro
Do G1, em São Paulo
O PSB divulgou nota nesta segunda-feira (6) em que critica o deputado Fernando Gabeira (PV-RJ) de ter acusado o partido de envolvimento com a máfia dos sanguessugas para se beneficiar eleitoralmente da exposição obtida com as denúncias.
Em agosto, Gabeira acusou parlamentares do PSB de ter envolvimento com a máfia, que vendia ambulâncias superfaturadas a prefeituras e órgãos públicos. As ambulâncias eram pagas com recursos públicos, por meio de emendas apresentadas por parlamentares
ao Orçamento da União.
O PSB interpelou judicialmente o deputado, que em setembro foi notificado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a apresentar prova da acusação contra o partido. Como só agora o deputado respondeu à notificação do STF, o partido o acusa de interesse exclusivamente eleitoral sobre o caso.
“Ele aproveitou-se da boa fé de parte da imprensa e de eleitores, dizendo-se paladino da ética e da moral que, comprovadamente, ele não é”, diz, na nota, o advogado do partido, José Antônio de Almeida.
Ao G1, Gabeira disse que mantém as acusações feitas ao partido. “O relatório (da CPI) sai em dezembro e vou provar o que disse”, afirmou. O deputado disse ter informado ao STF que continua a trabalhar na investigação do caso. “Esse negócio de aproveitamento eleitoral é o que eles (dirigentes do PSB) disseram antes e que continuam a dizer agora”, afirmou.
http://g1.globo.com/Noticias/Politica/0,,AA1339606-5601,00.html
06/11/2006 - 15h29
Serra viaja e não deve comparecer à CPI dos Sanguessugas
da Folha Online
O ex-ministro da Saúde e governador eleito de São Paulo, José Serra (PSDB), não deve comparecer à CPI dos Sanguessugas nesta terça-feira, apesar de ter sido convidado a prestar depoimento. Outros três ex-ministros --Barjas Negri (PSDB), Humberto Costa (PT) e Saraiva Felipe (PMDB)-- também serão ouvidos.
Segundo sua assessoria de imprensa, o tucano está em Washington (EUA) para renegociar empréstimos para o metrô de São Paulo. Ele só deve voltar ao Brasil por volta do dia 15.
Pelo cronograma proposto, a CPI pretendia ouvir Serra e Barjas ainda nesta terça-feira. Os depoimentos de Costa e de Felipe foram marcados para quarta-feira. Como os quatro foram convidados a depor, e não convocados, eles não são obrigados a comparecer.
A comissão quer esclarecer as denúncias de envolvimento de funcionários do Ministério da Saúde no esquema de compra superfaturada de ambulâncias --que ficou conhecido como a máfia dos sanguessugas.
Serra e Barjas estiveram à frente do Ministério entre 1998 e 2002, no governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB). Costa e Saraiva chefiaram a pasta entre janeiro de 2003 e julho de 2005, já no governo de Luiz Inácio Lula da Silva.
Dossiê
A CPI remarcou para o dia 21 de novembro os depoimentos de Gedimar Passos, Valdebran Padilha e Jorge Lorenzetti, acusados de envolvimento na compra do dossiê antitucano. Os três foram ao Senado Federal na última terça-feira para serem ouvidos, mas depois de acordo firmado entre parlamentares do governo e da oposição, a reunião acabou suspensa e remarcada para o final do mês.
A expectativa é que a comissão crie uma sub-relatoria para investigar especificamente a compra do dossiê. Os parlamentares temem desviar o foco inicial das investigações --a compra superfaturada das ambulâncias-- para a compra do dossiê.
O relator da CPI, senador Amir Lando (PMDB-RO), deve apresentar ainda nesta segunda-feira a formalização do pedido de criação da sub-relatoria, que pode ficar sob responsabilidade dos deputados Fernando Gabeira (PV-RJ) e Vanessa Grazziotin (PC do B-AM).
http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u86362.shtml
Senador defende projeto para identificar internautas
Publicada em 06/11/2006 às 13h42m
Agnes Dantas, O Globo Online
RIO – Esta semana o Senado Federal será palco de um debate polêmico. Nesta quarta-feira, a Comissão de Constituição e Justiça decide se aprova ou não o projeto de lei que prevê a identificação dos usuários de internet em ações que envolvem interação, como uso de e-mails e de mensagens instantâneas, compras virtuais e a troca de arquivos.
Pelo relatório do projeto, os provedores de acesso à internet seriam responsáveis pela coleta, validação e armazenamento dos dados dos internautas, como endereço, identidade e CPF. Os usuários continuariam livres para consultar a internet, como notícias, portais de buscas e enciclopédias - sites classificados como informativos -, mas precisariam autenticar sua navegação com senha e confirmar dados pessoais para a troca de mensagens eletrônicas, o compartilhamento de arquivos, o uso de cartões de créditos ou o acesso a serviços bancários.
De posse destes dados, os provedores poderiam ser acionados por órgãos de segurança e Justiça e, uma vez comprovadas fraudes, infrações online ou práticas ilícitas, o internauta estaria sujeito a passar de dois a quatro anos na prisão.
Nesta segunda-feira, em entrevista ao Globo Online por telefone, o senador Eduardo Azeredo (PSDB - MG) defendeu o projeto. Segundo ele, a identificação obrigatória de usuários é apenas "uma parte necessária" da proposta já aprovada pela Comissão de Educação do Senado e que pretende coibir práticas suspeitas e incluir os crimes cibernéticos na legislação penal brasileira.
- O projeto é mais amplo do que a simples identificação do usuário porque prevê o 'disciplinamento' do uso das novas tecnologias, a inclusão dos crimes digitais no Código Penal para coibir o uso indevido de dados, clonagem de celulares e de cartões de crédito. Para punir o mau uso é preciso identificar este usuário.
O senador reconhece a polêmica gerada em torno do projeto, mas afirma que a proposta coloca o Brasil entre as principais nações que discutem atualmente segurança em internet.
- É realmente polêmico porque é um assunto novo, mas este projeto tem mais de dez anos e vem sofrendo alterações para se adequar. Uma convenção de segurança em Budapeste, assinada e apoiada por 43 nações da Comunidade Européia, terá a adesão dos Estados Unidos a partir de janeiro de 2007. Vão aplicar estas regras. É uma preocupação mundial e este projeto mostra que o Brasil deve se adaptar a esta demanda - finalizou Azeredo.
Se aprovado pela Comissão de Constituição e Justiça do Senado, o projeto segue para votação em Plenário. Se novamente aprovado, será encaminhado à Câmara, onde o projeto foi originalmente criado, e deverá passar pelo crivo do presidente Lula.
http://oglobo.globo.com/tecnologia/mat/2006/11/06/286542724.asp
Grifo meu:
Por que será que o PSDB, PFL, PPS e PV são contra a liberdade de expressão na Internet ?
Será porque na Internet não ficamos passivos à manipulação das mídias tradicionais que são aliadas desses partidos ?
Acho que a comunidade do Orkut pró-Lula incomodou, está incomodando e incomodará bastante.
Será porque a Internet ajudou a desacreditar essas mídias partidarizadas ?
Será que, a partir dessa notícia, os sites desses partidos e o site pessoal do Senador Azeredo, o pai do mensalão, receberão visitas de hackers e crackers revoltados com mais essa tentativa de censura ?
Para que quiser mandar um email para o Senador Eduardo Azeredo sobre o projeto, envie para este endereço: eduardo.azeredo@senador.gov.br.
Stanley.
PSDB é líder em arrecadação para campanhasGustavo Krieger
Do Correio Braziliense04/11/2006
11h36-O PSDB foi o campeão de arrecadação nas eleições gerais de outubro. Os tucanos quebraram uma tradição: o partido que estava no poder central sempre tinha campanhas mais abastadas. Eles arrecadaram no total R$ 203 milhões contra R$ 127 milhões do PT. Antes da legenda do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, aparece ainda o PMDB com R$ 179 milhões e o PFL com R$ 137 milhões. Os dados divulgados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) não levam em conta as disputas que foram para o segundo turno em 10 estados, além da eleição presidencial. As prestações de contas desses candidatos deverão ser feitas até o dia 28 de novembro.
A farta arrecadação dos tucanos é explicada em parte pelo bom desempenho, eleitoral e financeiro, dos candidatos do partido aos governos de São Paulo, José Serra, e de Minas Gerais, Aécio Neves. Juntos, eles receberam R$ 45 milhões em doações. Considerando todos os aliados do governo Lula, porém, a arrecadação superou à da oposição. Foram R$ 492 milhões dos governistas contra R$ 467 milhões dos oposicionistas.
Na corrida para Câmara dos Deputados, as três campanhas mais ricas saíram do Paraná. Alfredo Kaefer (PSDB) foi o primeiro da lista e conseguiu arrecadar para sua campanha R$ 2,95 milhões em doações. Empresário de 50 anos, Kaefer é dono de uma empresa do grupo de avicultura voltado principalmente para exportação e bancou quase toda a sua campanha. Segundo dados do TSE, ao menos R$ 2,5 milhões foram doados por sua empresa ou por ele mesmo. Kaefer teve sucesso nas urnas e recebeu 158.659 votos. O custo médio do seu voto foi de R$ 18. O deputado eleito Rodrigo da Rocha Loures (PMDB), que é presidente da Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep), e Wilson Picler (PDT-PR), derrotado nas urnas, fizeram, respectivamente, a segunda e a terceira campanha com mais recursos do país.
Quatro das 15 campanhas mais ricas não conseguiram cumprir seu objetivo. Como a de Márcio Fortes (PSDB-RJ), que angariou R$ 2,64 milhões, mas não conseguiu uma vaga. Entre os que conseguiram a eleição, estão Walter Feldman (PSDB-SP), que obteve R$ 2,72 milhões de doações, e Carlos Roberto Massa Júnior (PPS-PR), com R$ 2,62 milhões.
Na disputa pelo Senado, os dois candidatos que obtiveram as maiores doações não foram eleitos. Teresa Jucá (PPS-RR), candidata derrotada por Roraima, conseguiu R$ 5,5 milhões. Desse total, R$ 5,1 milhões foram doados pelo empresário José Abdala Filho. Em Minas Gerais, o ex-governador Newton Cardoso (PMDB) saiu derrotado com uma campanha de R$ 4,4 milhões. Foi eleito seu adversário Eliseu Resende (PFL) com R$ 2,5 milhões. Entre os eleitos, destacam-se o ex-governador de Goiás Marconi Perillo (PSDB), que arrecadou R$ 3,5 milhões e o empresário João Vicente, do PTB do Piauí, com R$ 3,2 milhões.
FINANCIAMENTO POR PARTIDOS
Partido - Valor (R$ milhões)
PSDB - 203
PMDB - 179
PFL - 137
PT - 127
PPS - 54,3
PTB - 52,2
PDT - 48,3
PP - 46.9
PL - 37
PSB - 34,5
PV - 24,8
PCdoB - 15,7
Uma disputa bilionária
As campanhas eleitorais deste ano devem superar em pelo menos 20% (já considerada a inflação do período) as campanhas de 2002. Há quatro anos, os partidos arrecadaram um total de R$ 938 milhões (em valores corrigidos monetariamente) para as campanhas de deputados estaduais e federais, senadores e governadores. Neste ano, mesmo com dados parciais, os custos já alcançam R$ 1 bilhão. Ainda falta computar as campanhas dos candidatos aos governos nos estados onde houve segundo turno.
As campanhas que mais consumiram recursos neste ano foram as dos candidatos a deputados estaduais: R$ 383,6 milhões. Em seguida, vieram as campanhas dos candidatos a uma vaga na Câmara dos Deputados: R$ 373 milhões. Só em São Paulo, os candidatos a deputados federais arrecadaram R$ 99 milhões. As doações para os candidatos aos governos estaduais já atingiram R$ 176,8 milhões, mas podem ter um acréscimo de mais de R$ 100 milhões.
Na divisão do bolo por estados, São Paulo ficou na frente, mais uma vez, com R$ 230 milhões, seguido por Minas, com R$ 110 milhões. (LV)
http://noticias.correioweb.com.br/materias.php?id=2689281&sub=Política
06/11/2006 - 08h03m - Atualizado em 06/11/2006 - 13h00m
MINISTRO DA SAÚDE FALA EM NOVO ESCÂNDALODa Agência Estado, com G1, em São Paulo
O Ministério da Saúde e o Ministério Público Federal investigam novo escândalo de corrupção na saúde. A informação é do próprio ministro Agenor Álvares, que se negou a dar detalhes do caso no domingo (5). “Não vamos comentar porque há investigação em curso”, disse, ao desembarcar em Genebra para reunião na Organização Mundial da Saúde.
Vampiros
No governo Lula, foram descobertos dois escândalos na área da saúde: superfaturamento na compra de hemoderivados e de ambulâncias. O primeiro caso, que ficou conhecido como máfia dos vampiros, envolve fraudes na compra de produtos para hemofílicos. O esquema foi descoberto em 2004, mas, segundo a Polícia Federal, já
funcionava pelo menos desde o governo anterior, de Fernando Henrique Cardoso.
A fraude era operada por lobistas que ofereciam vantagens a servidores para obter contratos de empresas farmacêuticas com o Ministério da Saúde. O pagamento, muitas vezes, era transportado em espécie. A empresa pagava aos lobistas que faziam o saque e contratavam pessoas para levar o dinheiro em malas até os destinatários. Os grupos que atuavam no esquema disputavam, entre si, poder e vantagens.
Desde que o caso foi revelado, 33 pessoas já foram denunciadas pela Procuradoria da República no Distrito Federal, entre elas o ex-ministro da Saúde e candidato derrotado do PT ao governo de Pernambuco, Humberto Costa, e o ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares. Segundo a PF, eles comandavam “braços” rivais do esquema.
Sanguessugas
A máfia das ambulâncias, ou das sanguessugas, por sua vez, consistia na venda de ambulâncias superfaturadas para prefeituras e órgãos públicos por meio da empresa Planam, dos empresários Luiz Antonio Vedoin e seu pai, Darci Vedoin. As ambulâncias eram pagas com dinheiro de emendas parlamentares, apresentadas por parlamentares ao Orçamento da União, que recebiam propina dos empresários.
A CPI das Sanguessugas já abriu processo de quebra de decoro parlamentar contra 67 deputados acusados de se beneficiarem do esquema. Outros três senadores são investigados por envolvimento com o caso.
O caso das sanguessugas deu origem a pelo menos mais um escândalo, o do dossiê antitucano, que tentava ligar políticos do PSDB com a máfia das ambulâncias Os documentos do suposto dossiê foram negociados com petistas pelo empresário Luiz Antonio Vedoin.
No dia 15 de setembro, na reta final do primeiro turno das eleições, a Polícia Federal prendeu os petistas Valdebran Padilha e Gedimar Passos com R$ 1,7 milhão em um hotel de São Paulo. O dinheiro supostamente seria usado para pagar o dossiê.
http://g1.globo.com/Noticias/Politica/0,,AA1339158-5601,00.html
Escola Base: Folha faz o primeiro acordoTiago CordeiroFonte:
Consultor Jurídico Março de 1994. A imprensa veicula um suposto caso de abuso sexual na Escola Base, em São Paulo. As informações são baseadas em fontes oficiais e em depoimentos de pais e alunos. Após investigações, os acusados foram considerados inocentes, mas já era tarde para a escola. Depredada e falida, a situação ainda gerou ameaças anônimas para seus donos Icushiro Shimada e Maria Aparecida Shimada e para o motorista Maurício Monteiro de Alvarenga. Dez anos depois, as indenizações ultrapassam os R$ 8 milhões para réus como Estado de S. Paulo, TV Globo e IstoÉ e ainda tramitam no Supremo Tribunal de Justiça (STJ).
As vítimas ganharam em todas as instâncias contra o governo paulista. Em 2002, o STJ condenou o Estado de São Paulo a pagar R$ 250 mil a cada um dos autores. No total, com juros e correções, a indenização passa de R$ 1 milhão - que ainda não foi pago. Os jornais Folha de S. Paulo e Estado de S. Paulo também foram condenados a pagar a mesma quantia. A Folha fechou o primeiro acordo do caso para pagar R$ 880 mil
“O processo já havia sido julgado em segunda instância e como a condenação estava confirmada, mesmo com os requisitos mais difíceis, optamos pelo acordo”, afirmou Mônica Filgueira Galvão, que defendeu a Folha com a advogada Taís Gasparian. Os desembargadores não aceitaram o argumento da defesa de que os repórteres usaram informações oficiais. Ao site Consultor Jurídico, Taís afirmou que a denúncia já fora divulgada pela TV Globo e o jornal publicou apenas a informação da mesma autoridade. Porém na sentença, a justiça afirmou que "o direito de informação e a liberdade de imprensa se sustentam no cuidado com a honra e dignidade das pessoas".
A rádio e a TV Bandeirantes tiveram suas sentenças favoráveis anuladas pelo STJ. Já o SBT terá seu julgamento em novembro, mas seu caso não foi para o STJ. Em agosto, a TV Globo de São Paulo não conseguiu se livrar da indenização aos proprietários da escola. A justiça de São Paulo manteve a sentença fixada em R$ 1,35 milhão.
A Editora Abril também teve sua sentença confirmada. A IstoÉ deve pagar R$ 120 mil, mais juros e correção, para cada um dos autores da ação. No julgamento, um do desembargadores considerou que as reportagens não tinham nenhum exagero e que o erro foi da autoridade policial, mas os demais magistrados discordaram.
Kalil Rocha Abdalla, advogado do casal Shimada e de Alvarenga, ainda tenta conseguir que os juros e correções contem a partir de 1994, ano em que ocorreram as denúncias, e não a partir das condenações, que foram sentenciadas, em média, após dez anos. Se o recurso for aceito, os valores das indenizações subirão além de R$ 1 milhão. Procurado pelo Comunique-se, o advogado não foi encontrado.
http://www.comunique-se.com.br/index.asp?p=Conteudo/NewsShow.asp&p2=idnot%3D32485%26Editoria%3D8%26Op2%3D1%26Op3%3D0%26pid%3D32411881089%26fnt%3Dfntnl
População critica cobertura; Globo faz abaixo-assinado pra se defender
Protestos contra atuação da mídia nas eleições saíram das críticas na internet e chegaram às ruas, como nas manifestações durante a festa da reeleição de Lula (foto). Para defender sua cobertura, chefia da Globo colocou abaixo-assinado "à disposição" dos jornalistas.
Bia Barbosa – Carta MaiorVEJA ÁLBUM DE FOTOSSÃO PAULO –
A cena foi das mais curiosas da festa em comemoração à vitória do presidente Lula na Avenida Paulista, na noite do último domingo (29): postado em frente ao palco onde discursava o presidente reeleito, o repórter da TV Globo não conseguia fazer sua passagem (no jargão jornalístico, o trecho da matéria em que o repórter aparece no vídeo) porque a população, do lado de trás da grade, não parava de gritar: “Fora, Rede Globo! Fora, Rede Globo!”. Horas depois, o carro da emissora saiu vaiado do local da festa. Eleitores de Lula carregavam cartazes que diziam: “Lula de novo, para a tristeza da Globo e alegria do povo”; “Lula, nós estamos com você. Veja e Globo, nós estamos de olho em vocês. 3o turno não!”; “FHC, Veja, Kamel, Globo: terroristas da democracia. Parem com o golpismo. Quem manda no meu voto sou eu” e “Viva as informações via internet”.
Junto com vários amigos, o professor Sebastião Alves de Oliveira Júnior encomendou uma grande faixa para o dia do segundo turno. Os dizeres “O povo venceu a mídia” atravessaram toda a pista esquerda da Avenida Paulista. E os aplausos de quem passava não foram poucos.
“Fizemos a faixa porque estamos indignados com a ditadura do quarto poder. Resolvemos fazer uma homenagem aos injustiçados. A mídia tentou influenciar muito nesta eleição. Não é possível ter quatro famílias mandando na opinião pública de um país de 180 milhões de pessoas. Temos que criar mecanismos para democratizar a mídia”, disse Oliveira.
Um pouco mais a frente, o servidor público Airton De Grande também era aplaudido por carregar o cartaz que dizia “Recado aos patrões da impren$a desonesta: Civitas, Marinhos, Mesquitas & Frias, vocês perderam!!! Agora só em 2010... antes é golpe”. Segundo De Grande, o cartaz representava um desabafo contra os quatro grandes veículos que “foram desleais ou no mínimo ineficientes do ponto de vista do bom jornalismo”. Apesar disso, avalia, o povo conseguiu fazer uma leitura adequada da mídia e saber quem errou.
Na segunda-feira, as críticas contra a atuação da grande imprensa continuaram em Brasília, quando militantes que se reuniram para receber o presidente Lula de volta à capital protestaram contra a imprensa. Nesta quarta (1/11), a relação da mídia com o governo está estampada na grande maioria dos jornais, em matérias que vão do programa de comunicação para o segundo mandato às repercussões das reclamações dos jornalistas da revista
Veja após seu depoimento à Polícia Federal.
O aspecto positivo deste momento é que em poucos períodos da história recente do Brasil se discutiu tanto a atuação da imprensa nos processos eleitorais. O negativo é que tamanho debate é resultado concreto de um ultrapassar de limites da grande imprensa nas últimas eleições – o que ficou comprovado, inclusive, por meio das diversas análises realizadas pelo Observatório Brasileiro de Mídia ao longo da campanha (clique
aqui para consultar os estudos).
Um dos episódios mais recentes deste embate foi o abaixo-assinado produzido por funcionários da Rede Globo em resposta às reportagens da revista
Carta Capital acerca da omissão e manipulação de fatos durante o processo eleitoral por parte da grande mídia. O texto, assinado por 172 jornalistas, foi divulgado na internet dois dias antes do segundo turno e inicia falando da “revolta, perplexidade e pesar” que sentem os jornalistas da Globo, que se viram no “dever de denunciar a insistente tentativa de atingir nossa honra e nossa correção profissional por alguns supostos colegas nestes dias que antecedem o encerramento das eleições 2006”.
Em artigo publicado nesta terça na página do Observatório da Imprensa (Clique aqui e leia “Abaixo-assinado frustrado da TV Globo”), Marcelo Salles afirma que, se a idéia da Globo era deslocar o eixo das críticas à empresa para o campo da ofensa pessoal, como faz entender este primeiro parágrafo, o resultado não foi o esperado.
“Em nenhum momento houve tentativa de calúnia ou ofensa à honra dos profissionais envolvidos na apuração, como tenta fazer parecer o abaixo-assinado. Basta pegar a revista e reler. Raimundo [Pereira, autor das reportagens de
Carta Capital] inclusive chega a afirmar, na mesma página 23, que a 'questão da divulgação das fotos mobilizou a cúpula do jornalismo da tevê dos Marinho'”, escreveu Salles.
O documento continua, explicando a posição da reportagem da Globo sobre a divulgação, no Jornal Nacional, do acidente com o vôo 1907 da Gol na véspera do primeiro turno. Na verdade, o documento responde aos questionamentos feitos por
Carta Capital sobre o fato da Globo não ter noticiado, naquele dia, o desaparecimento do avião da Gol, focando o jornal na divulgação das fotos do dinheiro apreendido durante a tentativa de compra do dossiê contra o PSDB.
O abaixo-assinado termina dizendo que os jornalistas não toleram que sua postura “correta de cautela e busca da precisão seja transformada numa mentira covarde e desonesta de um certo grupo de detratores. Estes, sim, traidores de um compromisso ético do jornalismo – porque nos acusam sem o menor pudor, sem conhecimento nenhum de nossos procedimentos. Em nome de nossa honra, nós, jornalistas da Rede Globo, registramos publicamente nosso repúdio às calúnias que têm sido feitas contra nosso trabalho na cobertura das eleições 2006. Somos jornalistas compromissados com a nossa profissão. Confiamos cada um no trabalho do colega ao lado. Jamais tomaríamos parte de complôs de natureza partidária, ou de qualquer outra, que, na verdade, têm vida apenas na cabeça daqueles que, dominados pela paixão política, não se envergonham de caluniar profissionais honestos”.
Na verdade, o abaixo-assinado, ao focar nas explicações da emissora acerca da cobertura do acidente da Gol, indiretamente tenta desqualificar toda a reportagem feita por
Carta Capital sobre a cobertura da Globo nas eleições. Usa de um sofisma, tentando induzir o leitor a acreditar que, já que a postura da Globo estava correta em não noticiar o acidente naquele momento – e que, portanto, errados estavam os que criticaram essa opção –, também estava correta, por tabela, no que se refere ao restante da cobertura.
Não se trata, portanto, de fazer um abaixo-assinado para discutir se a emissora tinha ou não as informações completas sobre o desaparecimento do avião da Gol e, se tinha, por que resolveu não colocá-las no ar. Trata-se de uma defesa quase incondicional da postura do jornalismo da Rede Globo nas eleições – considerado imparcial –, assinada por 172 de seus profissionais.
Segundo declaração de Mônica Maria Barbosa, chefe de reportagem do Jornal Nacional, ao site
Comunique-se, que divulgou o abaixo-assinado, o documento teria sido uma atitude “absolutamente espontânea dos profissionais”. Foi assim que o texto foi “vendido” para as praças da Globo, para facilitar a adesão dos colegas.
Não é isso, no entanto, o que contam os jornalistas da emissora que conversaram com a reportagem da Carta Maior.
Segundo eles, o abaixo-assinado foi escrito a pedido da cúpula do jornalismo da emissora e teria circulado pronto na redação para a coleta de assinaturas. A responsável pelo texto seria a própria Mônica Maria Barbosa. No dia em que as assinaturas estavam sendo coletadas, houve um princípio de discussão sobre o assunto na redação de São Paulo. Diante dos questionamentos dos jornalistas, Mariano Boni, um dos chefes da reportagem, rebateu dizendo que “quem não estiver satisfeito com a cobertura da Globo que pegue o chapéu e vá para a Record”. Do Rio de Janeiro, a editora-chefe do Globo Repórter, Sílvia Sayão, ligou para sua equipe em São Paulo dizendo que “seria bom se os jornalistas assinassem o documento”.
O texto não circulou entre os repórteres-cinematográficos, considerados uma parcela da categoria mais avessa a essas atitudes da chefia. Alguns profissionais que antes tinham assinado o documento pediram a retirada de seus nomes – o que criou um forte constrangimento interno. Como vários jornalistas descreveram à Carta Maior, estava aberta ali a “caça às bruxas” dentro da Globo. “Não se trata de demitir quem não colocou o nome no abaixo-assinado, mas assim eles ficam sabendo com quem podem contar ali dentro”, disse um repórter. “Foi um jeito de colocar o guizo no rabo de alguns gatos”, disse outro.
Em alguns comentários de profissionais da Globo deixados nas páginas da internet que publicaram o abaixo-assinado fica claro como muitos realmente assinaram de forma espontânea o texto. Outros, no entanto, confessaram depois não ter percebido que isso seria usado como instrumento político pela empresa. Funcionaram como escudo para a chefia do jornalismo da Globo, principalmente para Ali Kamel, que ficou bastante exposto depois das reportagens de Carta Capital.
No dia 19 de outubro, depois da publicação da primeira capa de
Carta Capital sobre a cobertura da imprensa do caso da compra do dossiê – que trazia uma página com as questões formuladas e não respondidas por Kamel –, a Globo soltou um comunicado interno aos seus funcionários, enviado a todos os usuários de email do Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte, Brasília e Recife. Um trecho do texto dizia o seguinte:
“A revista
Carta Capital publicou uma denúncia generalizada contra a chamada grande mídia e um ataque direto contra a TV Globo. Antes dessa veiculação, a revista enviara um questionário à Central Globo de Jornalismo, cujo teor não deixava dúvida de que estava mal-intencionada: as perguntas partiam sempre de premissas falsas e se referiam a episódios que nunca existiram. Preferimos dar uma resposta geral, reafirmando nossa convicção de que estamos realizando uma cobertura isenta das eleições. Era mesmo uma armadilha, já que os principais ataques da revista à TV Globo sequer constavam do questionário enviado”. Em anexo ao comunicado, a Central Globo de Pesquisa e Recursos Humanos enviou duas páginas escritas por Kamel rebatendo as acusações.
O texto, pago pela Globo, foi publicado na Carta Capital da semana seguinte.
“Em vez de adotar uma postura humilde e se explicar, a direção da TV Globo insiste em se fazer de vítima e ainda contra-ataca, sem dar nomes, a todos os que 'não se envergonham de caluniar profissionais honestos'. Em outras palavras, todos os que questionaram a manipulação da Globo às vésperas do primeiro turno.
Triste a empresa que não consegue justificar suas práticas condenáveis e se esconde atrás de 172 funcionários”, escreveu Marcelo Salles no Observatório da Imprensa.
Na semana em que o comunicado interno foi enviado, um repórter da emissora que trabalha no Rio de Janeiro viu Ali Kamel chorando na redação.Na semana passada, a Rede Globo enviou um representante a Brasília para conversar com o governo Lula. Se isso se mostra necessário, sinal de que o receio da perda da credibilidade junto à população não é nada fictício.
Fotos: Bia Barbosa – Carta Maior http://agenciacartamaior.uol.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=12733
04/11/2006 13:47h
A CPI QUE FALTA: RONALDO E A GLOBO
Paulo Henrique Amorim
Máximas e mínimas 5
. O jornal espanhol ABC.es publicou nesta sexta-feira, dia 3, uma entrevista com o jogador Ronaldo, “o Fenômeno” (clique aqui), em que ele diz:
1) “... depois de superar uma contusão de quase dois anos, lutar para ser titular me parece algo normal...”
2) “Venho de uma temporada meio contundido, de uma Copa do Mundo em que joguei com tendinite e de uma operação para acabar com a tendinite.”
3) “Estou igual ao que estava antes de me contundir ano passado contra o Atlético”.
. Ou seja, Ronaldo jogou a Copa do Mundo contundido.
. E estava contundido há dois anos.
. (Sem falar que estava – e está – acima do peso.)
. A minha modesta proposta seria instalar-se uma CPI para fazer a pergunta: Quem escalou Ronaldo – a Nike ou a Globo ?
. O primeiro convidado a depor (convidado, não intimado) seria o Galvão Bueno.
. A CPI poderia ser composta pelos seguintes campeões de CPI:
. ACM e ACM neto, que perderam a eleição na Bahia
. Rodrigo Maia, cujo pai perdeu a eleição no Rio.
. Tasso Jereissati, que perdeu a eleição no Ceará.
. Antero Paes e Barros, que perdeu a eleição em Mato Grosso.
. Eduardo Paes, que perdeu a eleição no Rio.
. Raul Jungmann, candidato a superintendente da PF num Governo Alckmin, cujo partido não ultrapassou a clausula de barreira.
. Garibaldi Maia, que perdeu a eleição no Rio Grande do Norte.
. Jorge Bornhausen, que busca na Justiça os votos que não tem na urna.
NÃO COMA GATO POR LEBRE
O Conversa Afiada é um site de informação e opinião. Nesses tempos de intensa polêmica sobre o papel (lamentável) da mídia na campanha presidencial que passou, é importante fazer as seguintes observações para que o internauta não se deixe enganar. O Conversa Afiada não gosta de:
1) FHC
2) Daniel Dantas
(1 e 2 são fenômenos da mesma natureza, como breve se demonstrará).
3) Rede Globo
4) Imprensa farisaica
(3 e 4 são fenomenos da mesma natureza, como ficou luminosamente demonstrado na última eleição).
5) O Corvo do Lavradio
6) Ronaldo dito “o fenômeno”
7) C. R. Flamengo
8) Quem fala mal do Rio
8) Quem fala mal de nordestino
9) Brasília
10) Pós-moderno
11) Dry Martini com uma gota a mais de Martini
12) SUVs
13) Filme de terror
14) Amsterdam Avenue
LIBERDADE DE IMPRENSA? INDIGNAÇÃO, QUANDO CONVÉM
Diferenças na repercussão da suposta intimidação aos repórteres de Veja e da condenação de Emir Sader
Por Redação CartaCapital
Há várias formas de impedir avanços democráticos em uma sociedade. Um deles, talvez o mais eficiente do ponto de vista de quem defende determinados privilégios, é bloquear a discussão sobre certos temas. No Brasil, os donos da mídia decretaram ser proibido debater seus erros e excessos, desnudar seus interesses ou apresentar, sobre o papel dos meios de comunicação, uma visão diferente.
A respeito, vale citar declaração recente do deputado federal Ciro Gomes, eleito com mais de 600 mil votos no Ceará e um dos políticos mais demonizados pela imprensa justamente por ter idéias próprias. Em entrevista ao blog Conversa Afiada, do jornalista Paulo Henrique Amorim, sediado no portal iG, Ciro refletiu: “Precisamos ter clareza de que não temos de ter medo de avançar em uma questão substantiva, que é a questão da democratização dos meios de comunicação. Quando a gente discute esse tema, os que têm o monopólio da mídia vão sempre inventar que isso é autoritário. Não é”.
Dois casos exemplares da última semana mostram como levantar a bandeira da liberdade de imprensa é uma questão de conveniência dos veículos de comunicação.
A suposta intimidação de três repórteres da Veja, convidados a depor na Polícia Federal por causa de uma reportagem, produzida pela própria revista, que revelava um hipotético encontro às escondidas entre Freud Godoy e Gedimar Passos, mereceu editoriais indignados e alentados textos nos principais jornais e emissoras de tevê. Instituições de classe e a sempre atenta OAB lançaram notas a repudiar a “truculência” da PF e a exaltar a liberdade de imprensa. Como de costume.
Sutileza não faz parte da personalidade de policiais. Não há aqui defesa de ilegalidades por parte do aparelho de Estado. Nem se descarta a possibilidade de o delegado que ouviu os jornalistas ter cometido excessos injustificáveis contra cidadãos, qualquer que seja a profissão ou posição social, durante o depoimento.
Mas a situação está no seguinte pé. Em nota oficial, a direção da revista diz que seus profissionais foram intimidados. Também em nota, a Superintendência da PF em São Paulo nega. Em uma terceira correspondência, a procuradora Elizabeth Mitiko Kobayashi, escalada para acompanhar os depoimentos por ser representante de um órgão independente, afirmou que, no seu entendimento pessoal, não houve “qualquer ato de intimidação por parte da PF, o que teria provocado imediata reação de minha parte”.
A repercussão do episódio relativiza, porém, as versões fornecidas pelas partes. Enquanto editoriais e textos tratam as acusações de Veja como expressão da verdade absoluta, as negativas da PF e da procuradora são colocadas no condicional, desde sempre tratadas com salutar espírito crítico e distanciamento. Pergunta: Por que não proceder da mesma maneira em relação às declarações da revista? Por ora, interpretemos a reação em cadeia ao que teria sido um “ataque à liberdade de imprensa” na conta do viés corporativista tão recorrente. Corporativista, diga-se, quando, de certa forma, está em jogo a credibilidade das empresas de mídia.
A mesma solidariedade ou indignação não se nota, por exemplo, no caso da condenação do sociólogo Emir Sader, em processo movido pelo senador pefelista Jorge Bornhausen. Sader, em artigos na imprensa, havia chamado Bornhausen de “racista” por causa da famosa declaração do senador em que ele anunciava “o fim dessa raça”, ao se referir ao PT e a esquerdistas em geral.
O juiz auxiliar da 22ª Vara Criminal de São Paulo, Rodrigo César Muller Valente, condenou Sader a um ano de detenção, em regime aberto, e à perda do cargo de professor na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj). Cabe recurso.
Inaudita a decisão de Muller, pela tipificação do suposto crime, injúria, que teria sido cometido por Sader. Além do mais, é difícil negar que a frase do senador tenha sido racista, apesar de suas justificativas posteriores. Raras, porém, foram as manifestações de indignação diante do claro excesso do magistrado e da pena desproporcional. Em geral, deram-se em sites e blogs na internet. Nem uma linha em editoriais dos maiores jornais. Não houve sequer um colunista que tenha se comovido. Estes sempre vigilantes quando se trata não de defender um princípio, mas uma companhia. Ou um grupo delas.
MINO CARTA
A OPINIÃO PÚBLICA DERROTA A MÍDIA
Aqui está um dos significados da reeleição do presidente Lula
A liberdade de imprensa no Brasil é a das grandes empresas midiáticas deitarem e rolarem no esforço concentrado de servir o poder, ou, por outra, a si próprias. Assistimos neste momento ao lamentável espetáculo encenado pela mídia, ainda e sempre disposta a esconder o seu ódio de classe, o seu facciosismo, o seu golpismo, por trás do biombo da neutralidade.
Tenho a forte impressão de que o biombo está a ficar transparente. A eleição de Lula é a derrota da mídia. Patético é o esforço de insistir na idéia da eqüidistância e da isenção, como faz, por exemplo, o diretor de jornalismo da TV Globo, Ali Kamel. Diz ele que tal é a tradição global. Os porta-vozes de outras empresas de comunicação diriam o mesmo, impavidamente.
A tradição, de verdade, é aposta àquela pretendida, ainda que o tom da mídia, em 2002, tenha seguido pauta diferente daquele de 2006. Quando, há quatro anos, a eleição de Lula se desenhou como inevitável, o comportamento foi muito mais cauteloso, comedido, brando, do que desta vez. Pelo contrário, há um ano e meio, a mídia postou suas baterias e abriu fogo sobre Lula, o governo e o PT. Corrente para frente. E lá pelas tantas, concluído o primeiro turno, iludiu-se que a vitória de Alckmin seria possível.
Antes de chegar à encruzilhada da minha vida profissional, há quase 31 anos, para ser obrigado a partir de então a inventar meus empregos, tive patrões e sei que os homens se detestam. Não excluo exceções, mas, em geral, no plano pessoal e empresarial, um não tem o menor apreço pelo outro. Unem-se, porém, compacta e indissoluvelmente, sempre que divisam o risco comum.
Exemplos clássicos, que envolvem todos, e para não remontar aos sumérios, comecemos pela renúncia de Jânio Quadros e pela posse na Presidência do vice João Goulart. Ali começou a fermentar a idéia do golpe, já aflorada durante o governo constitucional de Getulio Vargas, e, logo após, o de Juscelino Kubitschek. A mídia implorou pela intervenção dos gendarmes, e ao se dar, enfim, a avançada grotesca dos tanques, saudaram-na como revolução, a redentora.
Depois da escravidão, o golpe de 1964 é a maior tragédia brasileira consolidada, digamos, pelo golpe dentro do golpe em dezembro de 1968. A ele os senhores da mídia não regatearam apoio em uníssono. Hoje alguns, com a extraordinária desfaçatez que os caracteriza, falam em anos de chumbo. Não para a maioria. Folha, Globo e Jornal do Brasil nunca foram censurados. O Estado foi, teve, porém, a regalia de preencher os cortes censoriais com versos de Camões. E assim, vale acentuar que uma briga entre golpistas convocou as tesouras, a mesma disputa capaz de condenar Carlos Lacerda à cassação.
A UDN de São Paulo queria mais poder do que o concedido pela ditadura. Mais esperto, Roberto Marinho entendia-se às mil maravilhas com o ministro Armando Falcão. Unidos, novamente, os donos da mídia, na oposição à campanha das Diretas Já, com a única exceção da Folha de S.Paulo. A equipe da Globo foi escorraçada pelos manifestantes durante o comício da Praça da Sé, dia 25 de janeiro de 1984.
E unidos a favor da candidatura Collor, o fio desencapado da vez, necessário, entretanto, para evitar Lula, em 1989. E unidos no apoio deslumbrado a Fernando Henrique Cardoso, para o primeiro e para o segundo mandato, aquele que resultou no maior engodo eleitoral da história da incipiente democracia brasileira. Foi quando Roberto Marinho confiou nos artigos de Miriam Leitão, a qual garantia que o real não seria desvalorizado.
Entre muitos lances da cobertura da campanha eleitoral neste ano, chamou-me atenção o espaço dado ao ex-presidente FHC na sua bem-sucedida exumação de Carlos Lacerda. Sem qualquer gênero de maravilha, ou surpresa, ou mesmo espanto, observo a atuação de inúmeros jornalistas que se prestam a fazer o jogo do patrão. Mas não é que o chamam de colega?
Leia, nesta edição, o artigo de Marcos Coimbra sobre a vitória da opinião pública contra a mídia que, como de hábito, tentou manipulá-la, desta feita em vão. De minha parte, apresso-me a homenagear os colegas que se recusaram a assinar o documento encaminhado às redações da Globo em todo o País pela chefe de produção do Jornal Nacional, Mônica Maria Barbosa. Não foram poucos, e alguns que subscreveram de imediato o texto que lhes apresentava o redator-chefe, acabaram por retirar suas assinaturas. Ora viva, nem todos são sabujos.
http://www.cartacapital.com.br/index.php?funcao=exibirSecao&id_secao=13
Para a Globo somos “Homer Simpsons”

Somos todos Homer simpsons? Talvez seja essa a idéia inconfessável de William Bonner quando compara os telespectadores do Jornal Nacional a idiotas como Homer Simpson! Definitivamente a Rede Globo pensa que o povo é burro. Só isso explica a manipulação visível, no Jornal Nacional de hoje a noite.
A repórter abre sua matéria dizendo: “Em Brasília, os vôos estão com atraso nada mudou para os passageiros”. “Para tentar garantir o embarque, o advogado Julio Cezar comprou mais de uma passagem”. Em seguida entrevista o passageiro que fala: “Reservei três vôos distintos em três companhias. Em alguma delas eu embarco para Porto Alegre”, disse ele.
Porém a repórter esqueceu de dizer o sobrenome e a outra profissão do passageiro (Se é que ele é mesmo advogado). O Advogado era ninguém mais que
Julio Cézar Redecker deputado do PSDB-RS. (
Veja aqui) E veja a cara do advogado no vídeo do Jornal Nacional clicando na foto
aqui. Agora me diga. É ou não é o deputado?.
Sempre desconfio das pessoas que desconfiam da inteligência do povo. Porque o povo, as platéias, os espectadores de qualquer arte, de qualquer emissão coletiva podem ser incultos, podem às vezes nem saber ler, podem não compreender palavras difíceis ou mensagens complexas, mas não podem nunca ter desdenhada a sua percepção das coisas.
Blog Os Amigos do Presidente LulaSOBRE HOMER
Personagem dos Simpsons cria polêmica entre editor-chefe do Jornal Nacional e professor da USP Por Redação CartaCapital
O relato de Laurindo Lalo Leal Filho, professor da ECA-USP, publicado na última edição de CartaCapital, seção Brasiliana, provocou alvoroço. No texto, ele descreve uma reunião comandada pelo editor-chefe do Jornal Nacional, William Bonner. E revela que Bonner compara o espectador-padrão do JN a Homer, o simpático mas obtuso pai de família da série Simpsons. A revelação foi notícia durante a semana nos principais jornais e sites noticiosos do País. Na seção de cartas da revista (na edição impressa), publicamos uma amostra das manifestações dos leitores a respeito da Brasiliana. Abaixo, um texto que Bonner enviou a CartaCapital, falando de Homer e com considerações a respeito do texto de Leal Filho:
O último 23 de novembro me será inesquecível por dois motivos colossais. O primeiro é de conhecimento dos que ouviram meu celular tocar durante a reunião do Jornal Nacional naquela manhã. O segundo é o texto do professor Laurindo Leal Filho sobre aquele encontro.
Era um dos professores convidados para a reunião “de caixa”, às 10h30, hora em que produtores e editores da Rede prevêem rapidamente um cardápio com a agenda do dia e as pautas pré-aprovadas.
Às 3 da tarde, editores e produtores iniciam a reunião de pauta. Temas são propostos por toda a Rede para edições futuras – e podem ser aprovados com muita ou pouca discussão, num processo que pode envolver todos os níveis da Central Globo de Jornalismo. Aprovada, a pauta será produzida, editada, transmitida para o Rio e avaliada por toda a equipe do JN. Trabalho para dezenas de cabeças.
No dia 23, os professores assistiram à primeira reunião, a “de caixa”. Mas o professor Laurindo a trata como se fosse a “de pauta”. No erro, ele conjetura sobre a superficialidade das discussões e fantasia uma situação desabonadora para todos, na qual não se contraria o chefe. Como se um Jornal Nacional se subordinasse aos caprichos de um único sujeito.
O JN se abre à academia editorialmente, divulgando a pesquisa científica brasileira. E fisicamente – em visitas semanais de estudantes e professores de jornalismo. A eles, menciono, em palestras, o desafio delicadíssimo de levar informação a tantos milhões de pessoas, de distintos níveis de escolaridade e situações socioeconômicas. O compromisso é mostrar os fatos mais importantes do dia no Brasil e no mundo de forma compreensível. Precisamos ser claros para quem tem a formação acadêmica mais refinada e para quem não pôde ter educação nenhuma – sem que o didatismo irrite o primeiro, nem que a sofisticação excessiva afaste o segundo. Em algumas ocasiões, citei Homer Simpson, de Matt Groening, ou Lineu, de A Grande Família, criado por Oduvaldo Viana Filho, para ilustrar como temos de estar atentos ao público médio. Os personagens são trabalhadores, chefes protetores da família, perfil conservador, sem curso superior, que assistem à tevê à noite, depois do trabalho. Esta imagem é a que guardo deles. O professor Laurindo tem imagem diferente da minha.
No texto, o professor insinua erroneamente que desprezaríamos a posição dos grevistas numa reportagem sobre a paralisação de peritos do INSS – por eu não ter pedido que fossem ouvidos. No JN, uma recomendação dessas a um editor seria galhofa ou insulto – por sua obviedade. Ouvir o “outro lado” é pressuposto de qualquer reportagem do JN. O que me leva a duas questões de raiz ética.
Uma: ao classificar como “crônica” aquele texto, o autor estaria dispensado do dever jornalístico de me ouvir, para me defender, na mesma edição, das críticas?
E outra: por que nosso convidado se calou durante minhas explanações e só expôs sua crítica dez dias depois, na CartaCapital? Laurindo participou de um encontro cujo propósito era discutir abertamente as práticas do JN. Silenciar, naquele instante, sem ao menos checar as suas hipóteses, sem ao menos me dar a chance de me expressar melhor, é uma atitude que não entendo, num professor universitário.
Vozes surgiram em minha defesa, nesses dias – e lhes sou grato. Mas persiste, em mim, a frustração dolorosa de não ter conseguido, naquele encontro, aquilo a que me proponho todos os dias, como editor: ser absolutamente claro para todos, indistintamente.
William Bonner
Resposta de Laurindo Lalo Leal Filho: “Não se trata de questão ética. Nem há hipóteses a checar, apenas fatos. Assistimos a uma reunião interna da empresa onde não havia espaço, nem clima, para questionamentos mais aprofundados. Mas mesmo se houvesse, seriam desnecessários para o meu texto. Escrito como relato pessoal, o que vi e ouvi na ocasião do editor-chefe foi mais do que suficiente”.
http://www.cartacapital.com.br/index.php?funcao=exibirMateria&id_materia=3639
Resposta do Marco Aurélio Garcia ao Diogo MainardiLeia abaixo troca de e-mails ontem entre o colunista da revista Veja Diogo Mainardi e Marco Aurélio Garcia, assessor da campanha do Presidente Lula..
Diogo Mainardi:
Prezado Marco Aurélio Garcia,
Eu gostaria de entrevistá-lo por cerca de quatro minutos para um podcast da Veja. O assunto é a imprensa. Eu me comprometo a não cortar a entrevista. Ela será apresentada integralmente.
Muito obrigado, Diogo Mainardi.
Marco Aurélio Garcia
Sr. Diogo Mainardi,
Há alguns anos - da data não me lembro - o senhor dedicou-me uma coluna com fortes críticas. Minha resposta não foi publicada pela VEJA, mas sim, sua resposta à minha resposta que, aliás, foi republicada em um de seus livros. Desde então decidi não mais falar com sua revista. Seu sintomático compromisso em não cortar minhas declarações não é confiável. Meu infinito apreço pela liberdade de imprensa não vai ao ponto de conceder-lhe uma entrevista.
Marco Aurélio Garcia.
Blog Os Amigos do Presidente Lula
Veja e Globo, a informação em forma de chantagem
Todo o processo que cercou a semana que antecedeu o primeiro turno das eleições presidenciais foi visivelmente montado por três grupos de comunicação, dentre eles o maior do Brasil. O grupo GLOBO. Jornais, tevês e rádios.
A farsa do dossiê.
A informação, deixada de lado; enquanto os interesses dos grupos que representam, transformados em verdades absolutas. Passado o momento de glória do golpe midiático, todo o esquema se mostrou falso. O delegado a serviço da GLOBO. VEJA contrariada nos negócios dos livros escolares. FOLHA a reboque da FIESP (Federação das Indústrias de São Paulo), o grupo empresarial mais poderoso e perigoso do País. Ainda vivem no tempo da monarquia e supõem que o fim da escravidão foi um retrocesso. O JORNAL NACIONAL, porta-voz da GLOBO, "denunciou" em sua edição de terça-feira, 31 de outubro, que a Polícia Federal ouviu jornalistas da VEJA em "desacordo com os direitos individuais de cada um". Ameaça à liberdade de imprensa?
A má fé é tanta que lá pelo meio da notícia Bonner (há dúvidas sobre se é robô ou boneco mesmo) disse que "foram impedidos de consultar a advogada". Num interrogatório ninguém em lugar nenhum pode consultar advogado. O depoimento dos esbirros do grupo CIVITA foi tomado dentro das normas legais. Valem para qualquer acusado ou testemunha. Ser da VEJA, da GLOBO ou da FOLHA não exime ninguém de ser tratado dentro do que determina a lei. Desde quando liberdade de imprensa é poder mentir e chantagear? GLOBO, VEJA e FOLHA DE SÃO PAULO são imprensa marrom.
O caso específico da GLOBO, surgiu com capital de grupos estrangeiros, na esteira da investida do governo dos EUA para controlar a mídia e impedir eventuais vitórias de forças de esquerda na América Latina. Estávamos, então, sob o impacto da revolução cubana. O Brasil vivia sob o governo democrático de João Goulart. O IBAD (Instituto Brasileiro de Ação Democrática) fora constituído com capitais estrangeiros e da FIESP (além dos braços da entidade) para eleger deputados, senadores, prefeitos, isso em 1962, amparando candidatos comprometidos com a entrega do Brasil.
O processo de recolonização.
Veio com o golpe de 1964 e sustentou-se na ditadura. A GLOBO foi o principal porta-voz do regime de terror. Ali Kamel, o tal diretor executivo de jornalismo, não foi capaz de explicar à revista CARTACAPITAL, independente, por que a GLOBO ignorou a queda do avião da GOL e deu prioridade ao dossiê, ao esquema montado à tarde nas dependências da Polícia Federal por um delegado transgressor da lei.
Mentiu e isso está provado.
A GLOBO acolhe jornalistas comprometidos com o esquema de torturas da ditadura - Alexandre Garcia -, demitido do próprio governo militar de João Figueiredo por assédio sexual. Miriam Leitão, que montou a mentirada que precedeu o golpe fracassado de 2002 contra Chávez, em série perpetrada pelo JORNAL NACIONAL. Foi William Bonner quem, diante de estudantes de comunicação e professores da Faculdade de Comunicação da UNICAMP (Universidade de Campinas), excluiu fatos jornalísticos de uma das edições do JORNAL NACIONAL, por "desagradar aos nossos amigos americanos". GLOBO, VEJA e FOLHA DE SÃO PAULO são imprensa marrom. Vivem de chantagear governos.
Têm que responder pela chantagem de cada dia. O grito do robô William Bonner por liberdade de imprensa é outra chantagem. Soa como dizer que ou continuam a pagar ou vamos dar um jeito de tornar o País ingovernável. A discussão de um novo desenho para as concessões de canais de rádio e tevê (moeda de troca por voto de políticos) é uma realidade que se impõe. É a democratização da comunicação. Não interessa a chantagistas. A golpistas. São vários, inúmeros, os episódios, na história de cada um desses veículos que ilustram, comprovam e atestam o caráter venal e podre dessa mídia.
Falta o repórter da GLOBO ir explicar como foi o acerto com o delegado para a divulgação da foto. A verdade, sim, é liberdade de imprensa. Opinião, sim, é liberdade de imprensa. Não é o caso dessa gente. São chantagistas. Sofisticaram a chantagem. Só isso.
Laerte Braga é jornalista
Blog Os Amigos do Presidente Lula
NÃO DEIXEM DE OUVIR O ÁUDIO ABAIXO ONDE O GOVERNADOR REELEITO PELO PARANÁ, ROBERTO REQUIÃO, DETONA O GLOBO, FOLHA DE SÃO PAULO, TV GLOBO, JORNAL DA GLOBO, CBN, PEDRO BIAL, MÍRIAM LEITÃO, ETC. EXCELENTE. O REQUIÃO LAVOU NOSSA ALMA. FALA, INCLUSIVE, NOS INTERESSES DA GLOBO NO PORTO DE PARANAGUÁ.
Clique aqui para ouvir http://www.cbncuritiba.com.br/arquivo/download/Requiao%203.wma?PHPSESSID=5acd7aed57771a43aafb026a03aa76c3
01/11/2006 ¦ 17:17
Procuradora nega que repórteres tenham sido intimidados por delegadoNota divulgada pela procuradora da República Elizabeth Mitiko Kobayashi, que acompanhou ontem o depoimento de três jornalistas da revista VEJA na sede paulista da Polícia Federal:
"Como procuradora da República presente aos depoimentos que são alvo de contestação da revista VEJA e da réplica da Polícia Federal, cumpre esclarecer que:
1) Sobre a nota da revista VEJA, não é correto afirmar que os jornalistas prestaram depoimentos para uma investigação interna da corregedoria da Polícia Federal. Os jornalistas foram ouvidos como testemunhas em inquérito policial para apurar se houve conduta indevida de policiais no interior da PF em São Paulo. A PF ainda não instaurou procedimento administrativo interno sobre os episódios narrados na revista;
2) No caso específico, as irregularidades verificadas foram prontamente apontadas e sanadas no curso dos depoimentos, da maneira detalhada na nota da revista VEJA;
3) O papel do MPF no caso é certificar que as declarações tomadas no inquérito policial sejam as mais fiéis possíveis aos depoimentos das testemunhas, fazer perguntas de interesse da investigação não realizadas pela PF, bem como buscar outras provas e evidências para esclarecer o caso, determinando e sugerindo a realização de oitivas, perícias, etc, para chegar ao resultado almejado por todos: a verdade.
4) Embora as imperfeições ocorridas durante a redução a termo dos depoimentos tenham sido corrigidas e que no meu entendimento pessoal não tenha havido qualquer ato de intimidação por parte da PF, o que teria provocado imediata reação de minha parte, o MPF está aberto para receber qualquer comunicação formal por parte da revista VEJA."
Enviada por: Ricardo Noblat
01/11/2006 às 12:58
Prestação de contas de Antero vai para análise do TRE/MT com ressalva
O senador tucano Antero Paes de Barros está entre os 119 candidatos que não entregaram a prestação de contas da campanha eleitoral de 2006 dentro do prazo e terão que solicitar a Justiça Eleitoral a regularização de sua condição. A análise das contas irá para votação do pleno do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso com ressalva.
Segundo coordenadora da Unidade de Controle Interno do TRE/MT, Denize Aparecida Souza de Mello, o candidato derrotado ao Palácio Paiaguás arrecadou R$ 610.311,25 para sua campanha – o valor máximo estabelecido foi de R$ 6 milhões. Denize destacou que, desse valor, R$ 100 mil vieram do fundo partidário: “Doação do fundo partidário é legal, mas eu nunca vi isso com candidatos em Mato Grosso”, disse.
Ela explicou que o uso de recursos do fundo partidário é rigidamente controlado e a análise das contas de Antero deve esclarecer como esse montante foi utilizado, já que, dos R$ 100 mil, R$ 63 mil estão dentro do montante registrado apenas como “doação financeira a outros candidatos e/ou comitê”. Denize também atentotu para os R$ 40 mil que o candidato colocou "do próprio bolso" na campanha.
O comitê financeiro de campanha de Paes de Barros informou que a doação não é usual porque os valores disponíveis pelo fundo partidário são muito baixos e geralmente destinados à despesas ordinárias fora do período eleitoral, como pagamento de aluguel, funcionários, combustível, entre outros. A utilização desse recurso só foi possível porque o PSDB é um partido de grande porte e, portanto, dispõe de mais recursos do que partidos com menor representatividade.
Do total arrecadado, foram utilizados R$ 609.854, 81. Os itens mais dispendiosos na campanha do pessedebista foram a “doação financeira a outros candidatos e/ou comitês” (R$ 378.900); "produção de programas radiotelevisivos" (R$ 56.464,25) e "combustíveis e lubrificantes" (R$ 38.310).
Entre os principais candidatos ao governo do Estado, governador reeleito Blairo Maggi (PPS) e a senadora Serys Slhessarenko (PT) entregaram o relatório ontem e anteontem, respectivamente. Maggi declarou arrecadação de R$ 9,4 milhões, dos quais gastou R$ 9,3 milhões. A quantia máxima prevista era de R$ 15 milhões. Serys arrecadou R$ 435,5 mil dos R$ 3 milhões estabelecidos como máximo. Em sua campanha, a senadora gastou 435.454,94.
Atualizada 13h53
Mais informações em instantes.
Da Redação / Fabíola Cunha
http://www.olhardireto.com.br/noticias/noticia.asp?cod=16824
01/11/2006 - 16h07
Gedimar nega encontro com Freud para abafar investigação sobre dossiê
GABRIELA GUERREIRO
da Folha Online, em Brasília
O ex-policial federal Gedimar Passos negou hoje que tenha se encontrado com o ex-assessor da Presidência Freud Godoy na superintendência da PF em São Paulo, conforme reportagem da revista "Veja" sobre uma suposta "operação-abafa" contra as investigações do "dossiegate". Gedimar foi ouvido por cerca de 4 horas pelo delegado Moysés Eduardo Ferreira, responsável pela investigação interna da PF sobre a suposta operação.
Segundo a revista "Veja", Gedimar teria se encontrado com Freud, que supostamente o coagiu o ex-policial para recuar em suas declarações de que o dossiê seria comprado a mando do ex-assessor da Presidência.
O encontro seria parte de uma "operação" da cúpula da PF para tentar abafar o caso do dossiê, que envolvia membros do comitê eleitoral do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e de Aloizio Mercadante, então candidato do PT ao governo paulista, na compra de documentos contra candidatos tucanos.
Gedimar disse ao delegado que somente deixou a cela em dois momentos: o primeiro, enquanto esteve preso em São Paulo uma vez para a acareação com Freud; o segundo, quando foi transferido para a superintendência da PF em Cuiabá.
http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u86284.shtmlLeia também:Revista, delegado e Polícia Federal divulgam notas sobre depoimentos
Lacerda rebate críticas de jornalistas à PF Bastos diz que revista pode fazer representação para apurar abuso
Zé Dirceu: Mídia brasileira se pretende acima da lei
01/11/2006 ¦ 14:47
Prêmio de consolação
Começou a disputa por uma nova eleição no Congresso Nacional. Os derrotados nas eleições de outubro buscam um emprego para não saírem da vida pública e não ficarem à míngua sem salário.
O cargo mais cobiçado do momento é do de ministro do Tribunal de Contas da União (TCU). O salário é praticamente o dobro dos vencimentos de deputado: R$ 23.750,00, tendo como benefício adicional o fato de o cargo ser vitalício e a aposentadoria integral.
Já estão na disputa Luiz Antônio Fleury Filho (PTB-SP), Moroni Torgan (PSDB-CE), Aroldo Cedraz (PFL-BA) e Robson Tuma (PFL-SP) - nenhum conseguiu se reeleger. E nos próximos dias, novos nomes de derrotados vão surgir, inclusive de petistas.
O plenário da Câmara votará as indicações na semana seguinte ao feriado de 15 de novembro. Até lá, as conversas seguem.
http://noblat1.estadao.com.br/noblat/visualizarConteudo.do?metodo=exibirPosts&data=01/11/2006#post27894
Lacerda rebate críticas de jornalistas à PF
Plantão Publicada em 01/11/2006 às 11h21m
Jailton de Carvalho - O Globo
BRASÍLIA - O diretor da Polícia Federal (PF), Paulo Lacerda, reagiu nesta quarta-feira às criticas da "Veja" ao delegado Moysés Eduardo Ferreira. Segundo Lacerda, não caberia à revista escolher as perguntas que um delegado pode ou não pode fazer durante um interrogatório. Em nota divulgada ontem, a diretoria da revista "Veja" protestou contra perguntas que teriam sido feitas a três repórteres em depoimento ao delegado Moysés, na superintendência da PF em São Paulo.
- A PF deve ser censurada em seus questionamentos? Isso pode perguntar, aquilo não pode perguntar? - questionou Lacerda, depois de participar da solenidade de asteamento da bandeira em frente à sede da PF em Brasília.
Segundo ele, a PF abriu inquérito para investigar uma denúncia feita pela própria revista. Em matéria publicada há duas semanas, "Veja" acusou policiais federais de facilitar um encontro entre Freud Godoy, ex-assessor especial da presidência, e o advogado Gedimar Passos, um dos petistas acusados de envolvimento na compra de dossiê contra políticos tucanos.
- Após ouvir os policiais, a PF haveria de ouvir também a contribuição daqueles que têm o compromisso com o fato, com a verdade. Foi isso que a PF fez, intimou as pessoas que são repórteres e foi ouví-las na presença de uma advogada e do Ministério Público - disse Lacerda.
Lacerda afirmou que, no entanto, se a revista fizer uma representação formal apontando eventuais transgreções das normas internas, a Polícia Federal abrirá uma outra investigação para apurar a denúncia. Segundo ele, a polícia fará uma investigação isenta e desapaixonada:
- A PF tem um compromisso com a apuração da verdade, assim como a imprensa também tem. Sem partido e sem paixão.
http://oglobo.globo.com/pais/mat/2006/11/01/286488243.asp
01/11/2006 10:54h
LEMBO: "IMPEACHMENT É BOBAGEM" (Íntegra do texto postado hoje, mais abaixo)
O governador de São Paulo, Cláudio Lembo, disse em entrevista a Paulo Henrique Amorim nesta quarta-feira, dia 01, que não há a possibilidade de a oposição partir para um movimento de impeachement contra o presidente Lula (aguarde o áudio). “Isso é bobagem. Impeachment por quê? O presidente Lula está fora de qualquer problema”, disse o governador.
Segundo o governador, que é do PFL (partido aliado do PSDB na última eleição), o PSDB tem traços udenistas . “O PSDB tem tudo de UDN e está aí o problema”, disse Lembo.
A UDN foi um dos partidos determinantes da política brasileira entre as décadas de 40 e 60, de caráter fortemente conservador. Carlos Lacerda foi um dos principais expoentes da UDN. O partido passou a maior parte de sua vida na oposição com um discurso caracterizado pelo moralismo. “A UDN era um partido de pequenos e estreitos segmentos da sociedade”, explicou Cláudio Lembo.
O governador de São Paulo disse que o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso contribui para que o PSDB tenha as características da UDN. “Ele contribui muito, foi ele quem lembrou a imagem de Carlos Lacerda. E só lembra a imagem de Carlos Lacerda quem tem na alma um espírito udenista”, disse Lembo.
Segundo Cláudio Lembo, Geraldo Alckmin, que disputou a presidência pelo PSDB também tem traços udenistas.
Para Lembo, a oposição, tanto o PFL quanto o PSDB, devem “atravessar a rua” e dialogar com o presidente Lula. “PSDB e PFL devem atravessar a rua e dialogar com o presidente. O Brasil é maior do que as situações transitórias e o embate político”, defendeu Cláudio Lembo.
Leia a íntegra da entrevista do governador Cláudio Lembo:
Paulo Henrique Amorim: A primeira coisa que eu gostaria que o senhor nos ajudasse a entender é o que significa essa vitória do presidente Lula com essa margem que o New York Times chamou de esmagadora.
Cláudio Lembo: Eu creio que é muito simples, Paulo Henrique, está clara a motivação: é a onda social que corre todo o mundo. Se toda a gente defendeu a necessidade de uma mudança visando aspectos sociais da vida, nós não podíamos aqui no Brasil estar diferentes. Ganha o banqueiro dos pobres, o Yunus, ganha por toda parte a necessidade de uma cláusula nos contratos internacionais social. Por que o Lula não ganharia se ele tem essa mensagem, esse discurso? Eu acho que a vitória do presidente Lula é uma coisa absolutamente clara, nítida e precisa. A UDN foi vencida pelo PSD urbano.
Paulo Henrique Amorim:
PSD ou PTB?
Cláudio Lembo: O PTB era um partidinho, agora, o PSD era um partidão. E ele sempre ganhava as eleições com seus candidatos: Juscelino Kubitschek, Tancredo Neves, e assim vai. E o Lula, no fundo, conseguiu captar essa vontade urbana, muito presente no Brasil, em que 70% vivem em áreas urbanas.
Paulo Henrique Amorim: E por que não foi possível a oposição colar no presidente Lula a questão das denúncias de corrupção, dossiê, mensalão, isso tudo?
Cláudio Lembo: Esse é um problema muito interessante que teria que se analisar com mais profundidade, o aspecto ético não foi levado a sério. Talvez a diminuição da classe média, talvez uma visão mais pragmática da sociedade. Todas essas situações eram marginais ao governo, não era o presidente Lula. Eram figuras amiga ou próximas, ou até longínquas da estrutura do PT. Talvez isso... a sociedade fez uma reflexão muito mais inteligente que as elites acadêmicas.
Paulo Henrique Amorim: Por que o senhor chama a oposição de UDN? O senhor se inclui nisso, o PFL e o PSDB?
Cláudio Lembo: Eu acho que o PFL nem seria a UDN. Eu diria que o PFL é hoje um partido conservador sem a coragem de ser. Tem que deixar claro que é conservador. Eu digo firmemente: é preciso ter um partido conservador no Brasil. E o PSDB é uma UDN, isso é inevitável. Depois de oito meses aqui dentro como governador e quatro anos como vice eu tive um contato direto, e tem tudo de UDN o PSDB e está aí o grande problema.
Paulo Henrique Amorim: Por que o senhor, depois de quatro anos como vice e agora como governador, se convenceu que o PSDB é a UDN?
Cláudio Lembo: Porque eu tive um contato direto e percebo as mensagens. E sou velho. Então, o velho pode comparar o que era UDN do passado com o PSDB do presente. Os moços como você não podem, mas eu posso. E percebo no PSDB um traço de UDN que ele tem que deixar. Porque a UDN era um partido de pequenos e estreitos segmentos da sociedade.
Paulo Henrique Amorim: O senhor diria que o Fernando Henrique contribui para isso?
Cláudio Lembo: Muito. Muito. Foi ele que lembrou a imagem do Carlos Lacerda. E só lembra a imagem de Carlos Lacerda quem tem na alma o espírito udenista.
Paulo Henrique Amorim:
E o Alckmin é udenista?
Cláudio Lembo: Tem traços. É um homem bom, honrado. Você recorda o brigadeiro Eduardo Gomes, um homem bom, honrado, sério. Mas tinha traços que não chegavam até a massa, até o grande movimento social. O famoso caso dos marmiteiros, a frase do [empresário Hugo] Borghi contra o brigadeiro: “ele não gosta de marmiteiro”. Hoje o operário não usa nem mais marmita. Veja que a coisa ficou hoje mais complicado.
Paulo Henrique Amorim: Mas no fundo, no fundo, o senhor acha que o PSDB não gosta de marmiteiro ainda?
Cláudio Lembo: Eu acho que tem que aprender a gostar. Ele até fez o Bom Prato, você veja que é uma marmita bem agradável, a R$ 1, muito sadia. Mas tem que ter cara de marmiteiro, não basta de gosto de marmiteiro.
Paulo Henrique Amorim: E o Serra, é udenista?
Cláudio Lembo: Não, o Serra rompe um pouco essa imagem do udenista, ele não é não. Você vê que o Serra tem coragem de fazer afirmações, o Serra é um homem desenvolvimentista, o Serra é um homem que tem raiz muito popular, é um italianinho, isso muda muito as pessoas.
Paulo Henrique Amorim: E o que o senhor acha que a oposição deve fazer daqui para frente? O que o PFL vai fazer?
Cláudio Lembo: Eu não sei o que o PFL vai fazer porque acho que o PFL está num momento muito difícil depois dos resultados amargos ele se reúne e baixa uma nota de oposição etc. Acho que o PFL tem que parar os seus líderes nacionais, devem voltar para seus Estados, descansar, e voltar a falar só lá para dezembro, quando tiver o horário de verão, porque aí eles perderam uma hora. Porque, agora, é bobagem falar. Agora, depois dessa vitória notável do presidente Lula, falar que não atravessa a rua é bobo, é uma coisa ingênua. Vamos atravessar a rua sim e se o presidente Lula vier a São Paulo vou recebê-lo porque é o presidente, foi eleito pelos brasileiros e nós temos que respeitá-lo.
Paulo Henrique Amorim: E o que o senhor acha que o PSDB deveria fazer?
Cláudio Lembo: O mesmo. Atravessar a rua e dialogar com o presidente. O Brasil é maior que as situações transitórias do embate político.
Paulo Henrique Amorim: E qual é a avaliação que o senhor faz do papel da mídia nessa eleição?
Cláudio Lembo: A mídia portou-se normalmente. Fez críticas, apresentou fatos, ofereceu tudo sobre a corrupção, até de uma forma bastante ampla, e acho, portanto, que se portou como deve ser a mídia: transparente, clara e instrumentalizar a verdade. Claro que a verdade é a verdade de cada um, e cada veículo teve a sua verdade.
Paulo Henrique Amorim: O senhor acredita que vai ser possível fazer uma agenda única ou mínima, de aprovar medidas que sejam do interesse da sociedade, como a reforma política?
Cláudio Lembo: Primeiro eu acho que o Brasil não é um país suicida, muito pelo contrário. É o país da conciliação, portanto, essa agenda mínima vai ser construída. Porém, na pauta, não coloca a reforma política, como disse o José Serra ontem, como ponto prioritário. Eu acho que isso é cortina de fumaça. Ponto prioritário: reforma tributária, reforma da estruturação da dívida interna das unidades federadas. Como está, os estados federados brasileiros vão todos eles para a insolvência. Já estão praticamente, é só uma questão de tempo.
Paulo Henrique Amorim: São Paulo está insolvente?
Cláudio Lembo: Não está insolvente, mas está numa posição de extremo perigo. Se São Paulo que está em situação de desequilíbrio, não tem como investir no futuro, imagina nos Estados mais fracos economicamente, financeiramente. Dramático, né? Então, a dívida interna os Estados tem que ser repensada. Depois, a reforma previdenciária. Eu não ouvi uma palavra da reforma previdenciária em toda a campanha. E é uma coisa catastrófica. Em quaro lugar eu colocaria a problemática da segurança urbana, a segurança interna, também não se falou nada. E eu que vivi aqui, nesse lugar, como governador, com a problemática, a questão do PCC, sei como isso é grave. E nunca escondi da sociedade. E o último ponto que eu levantaria são os aglomerados urbanos brasileiros, são 70, são explosivos. Só na Grande São Paulo são 2.798 favelas. Se isso não for examinado com cuidado, não se fizer um grande projeto nacional de urbanização, dos grandes grupos aglomerados urbanos, nós vamos ter situações muito difíceis no futuro.
Paulo Henrique Amorim: O senhor acha que a oposição vai para o impeachment?
Cláudio Lembo: Não, que nada! Que ingenuidade! Impeachment por quê? O presidente está fora de qualquer problema. Isso é ingênuo.
Paulo Henrique Amorim: E o senhor vai abandonar a política?
Cláudio Lembo: Vou. Vou para casa, Paulo Henrique!
Paulo Henrique Amorim: Fazer o que, governador?
Cláudio Lembo: Vou assistir Paulo Henrique Amorim todos os dias. Olha que coisa boa. E vou falar: ‘o Paulo acertou, o Paulo errou’. Vou ser crítico.
Paulo Henrique Amorim: Quem sabe o senhor venha ser analista político?
Cláudio Lembo: Já fui uma vez na vida, está vendo? Mas eu vou ficar no PFL, tentar ajudar quem for, mas quero estar à distância um pouco.
Paulo Henrique Amorim: E vai continuar dando aula?
Cláudio Lembo: Ah, vou, preciso, né? Preciso. Gosto e é bom porque também tem a remuneração.
http://conversa-afiada.ig.com.br/materias/398001-398500/398006/398006_1.html
01/11/2006 - 10h49
Bastos diz que revista pode fazer representação para apurar abuso
LUIZ FRANCISCO
da Agência Folha, em Salvador
Depois de participar da abertura do 50º Congresso da União Internacional dos Advogados, o ministro Márcio Thomaz Bastos (Justiça) disse ontem à noite, em Salvador, que a revista "Veja" pode fazer uma representação ao ministério para apurar se houve abuso de autoridade cometido por um delegado da Polícia Federal contra jornalistas da Editora Abril.
"Ainda bem que nós temos liberdade de imprensa no Brasil. Eu falei com o editor-chefe da "Veja", disse a ele que, se houvesse qualquer abuso, que o delegado nega, bastava que fizesse uma representação ao próprio ministro da Justiça que a gente iria apurar isso com o máximo cuidado", afirmou.
Segundo o ministro, a liberdade de imprensa "é um valor muito alto e prezado por este governo". "O presidente Lula é um produto da imprensa livre."
Márcio Thomaz Bastos disse que conversou duas vezes com o presidente do PSDB, senador Tasso Jereissati, sobre o tema. "Não pode haver quebra de sigilo de fonte. O sigilo de fonte é um sigilo forte, é como o sigilo do advogado, do padre, e nem foi questionado se se quebrava ou se se não quebrava. O que a PF está fazendo é investigar uma acusação da própria revista "Veja", não contra os repórteres", disse o ministro, que negou sua eventual permanência no segundo mandato do governo do presidente Lula. "Não existe hipótese", disse.
http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u86265.shtml
Antes de acontecer Serra já sabia
Pouco antes da prisão de Valdebran Padilha e Gedimar Passos, o agora governador eleito de São Paulo, José Serra (PSDB), telefonou para um deputado petista. Serra disse ao parlamentar, naquela oportunidade, ter informações de que representantes do PT estariam por trás de uma armação contra ele e ainda disse os detalhes.
Um petista, amigo de Serra, teria negado veementemente. Garantiu que a direção do partido não tinha informações sobre aquela operação e não a endossaria. Após a prisão de Padilha e Passos, no entanto, Serra voltou a ligar e a afirmar: Não falei que eles estavam por trás?.
Nos bastidores, petistas agora revelaram o contato telefônico de Serra e ressaltaram que a ação dos aloprados do PT — ainda vai dar muito pano pra manga .
01/11/2006 10:31
Mídia brasileira se pretende acima da leiNa
Folha (para assinantes), um retrato ampliado do que é nossa grande mídia e como ela se pretende acima da lei e da Constituição. Com a chamada de primeira página “Jornalistas dizem ter sido intimidados ao depor na PF”, a matéria e começa descaradamente ligando o convite a repórteres da Veja com as declarações do presidente reeleito e do presidente do PT. Lula disse que pretendia mudar sua relação com a imprensa. Marco Aurélio Garcia, que ela precisava fazer uma auto-reflexão. Leiam e confiram.
Essa mesma mídia, que apoiou e aplaudiu todo tipo de arbitrariedade das CPIs, do Ministério Publico e da Polícia Federal quando se tratava do PT, agora, sem nenhuma razão, levanta-se contra uma medida corriqueira de um inquérito policial, o depoimento. A
PF diz que não houve nenhuma irregularidade e que os depoentes não “manifestaram contrariedade ou discordância”.
Essa mídia, acostumada com a impunidade e com a violação da lei, quer ficar acima da lei e da Constituição. Quer carta livre de corso, para atingir a honra alheia e violar os direitos individuais.
enviada por Zé Dirceu
01 de novembro de 2006 - 09h32
PF vai investigar compra de dólares por mendigos em SP
São Paulo - A Polícia Federal afirmou que irá investigar o esquema de operações fraudulentas de câmbio, revelado na terça-feira com exclusividade pelo Jornal da Tarde. Ontem, o Procurador da República Carlos Renato Silva e Souza, coordenador do núcleo criminal do Ministério Público Federal, recebeu todo o material colhido pela reportagem e deverá encaminhá-lo hoje a um dos procuradores que cuidam de crimes contra o sistema financeiro para apuração.
No material entregue há fotos de outros aliciadores e de casas de câmbio onde são realizadas as operações. O esquema funciona há pelo menos dois anos no Centro de São Paulo. Nele, centenas de moradores de albergues são aliciados e recebem R$ 10 para emprestar seus RGs, CPFs e assinaturas em processos de compra e envio de dólares para o exterior.
As transações ocorrem em pelo menos seis casas de câmbio da Cidade e são feitas da seguinte maneira: o albergado recebe do aliciador uma senha e a entrega na casa de câmbio; o funcionário do local, então, solicita a ele seu RG e CPF. Em seguida, o caixa emite um boleto de câmbio com os valores da transação e pede ao laranja para assiná-lo. O albergado assina o papel e o entrega ao funcionário. Ele guarda o documento e devolve ao laranja a senha carimbada. A senha, então, é entregue ao aliciador que paga R$ 10 ao morador de albergue.
Cada aliciador tem uma cota de laranjas por casa de câmbio. Dependendo do valor da transação financeira, a cota aumenta ou diminui. Há dias em que os moradores de albergues fazem filas nas casas para servirem de laranjas no esquema. Eles não levam ou saem com o dinheiro, apenas assinam o boleto de câmbio e vão embora, atrás do aliciador para receber o combinado.
Os integrantes do esquema pagam até táxis para levar os laranjas até as casas de câmbio mais distantes do Centro. O JT apurou que há pelo menos sete pessoas que passam o dia arrumando laranjas. Um deles, parente de um funcionário da Câmara Municipal, afirmou ter aliciado mais de 100 pessoas.
As investigações iniciadas pela PF devem apontar quem está por trás do esquema e volume de dinheiro envolvido. Anteontem, antes da publicação da matéria, o JT solicitou à PF entrevista com um delegado. A assessoria de imprensa não respondeu à solicitação e ontem enviou um e-mail dizendo que os policiais irão investigar o caso, apesar de ele já estar prejudicado por conta da publicação da reportagem. A PF não informou o nome do delegado responsável pelas investigações.
Anteontem, o diretor financeiro de uma das casas de câmbio se disse surpreso com a notícia das operações fraudulentas . A instituição em questão possui filiais em todo o Brasil. Os nomes das casas estão sendo preservados para não atrapalhar as investigações. (Mariana Pinto)
http://www.ae.com.br/institucional/ultimas/2006/nov/01/1032.htm
01/11/2006 - 09h25
Revista, delegado e Polícia Federal divulgam notas sobre depoimentosda Folha de S.PauloLeia as íntegras das notas da revista "Veja", do delegado Moysés Ferreira e da PF.
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Nota da revista "Veja"
A pretexto de obter informações para investigação interna da corregedoria sobre delitos funcionais de seus agentes e delegados, a Polícia Federal intimou cinco jornalistas de "Veja" a prestar depoimentos.
Eles foram os profissionais responsáveis pela apuração de reportagens que relataram o envolvimento de policiais em atos descritos pela revista como "uma operação abafa" destinada a afastar Freud Godoy, assessor da Presidência da República, da tentativa de compra do dossiê falso que seria usado para incriminar políticos adversários do governo.
Três dos cinco jornalistas intimados Júlia Duailibi, Camila Pereira e Marcelo Carneiro foram ouvidos na tarde de terça pelo delegado Moysés Eduardo Ferreira.
Para surpresa dos repórteres, sua inquirição se deu não na qualidade de testemunhas, mas de suspeitos. As perguntas giraram em torno da própria revista que, por sua vez, pareceu aos repórteres ser ela, sim, o objeto da investigação policial. Não houve violência física. O relato dos repórteres e da advogada que os acompanhou deixa claro, no entanto, que foram cometidos abusos, constrangimentos e ameaças em um claro e inaceitável ataque à liberdade de expressão garantida na Constituição.
Ao tomar o depoimento da repórter Julia Duailibi, o delegado Moysés Eduardo Ferreira indagou os motivos pelos quais ela escrevera "essa falácia". A repórter de "Veja", então, perguntou ao delegado Moysés qual era o sentido de seu depoimento, uma vez que ele já chegara à conclusão antecipada de que as informações publicadas pela revista eram "falácias". Ao ditar esse trecho do depoimento para o escrivão, o delegado atribuiu a palavra à repórter, no que foi logo advertido pela representante do Ministério Público Federal, a procuradora Elizabeth Kobayashi. A procuradora pediu ao delegado que retirasse tal palavra do depoimento porque tratava-se de um juízo de valor dele próprio e que a repórter nunca admitira que escrevera falácias.
Embora a jornalista de "Veja" estivesse depondo na condição de testemunha num inquérito sem nenhuma relação com a divulgação das fotos do dinheiro do dossiê, o delegado Moysés Eduardo Ferreira a questionou sobre reportagem anterior, assinada por ela, que tratava do tema. O delegado exigiu, então, da repórter que revelasse quem lhe dera um CD com as fotos. A repórter se recusou a revelar sua fonte.
Durante todo o depoimento da repórter Julia Duailibi, o delegado Moysés Eduardo Ferreira a questionou a sobre o que ele dizia ser uma operação de "Veja" para "fabricar" notícias contra a Polícia Federal. Disse que a matéria fora pré-concebida pelos editores da revista e quis saber quem fora o editor responsável pela expressão "operação abafa". O delegado disse que as acusações contra o diretor-executivo da Superintendência da PF, Severino Alexandre, eram muito graves. E perguntou: "Foi você quem as fez? Como vieram parar aqui?" Referindo-se à duração do depoimento, o delegado Moysés Eduardo Ferreira disse: "Se você ficou duas horas, seu chefe vai ficar quatro".
Indagada sobre sua participação na matéria, a repórter Camila Pereira disse ter-se limitado a redigir uma arte explicativa, a partir de entrevistas com advogados, sobre como a revelação da origem do dinheiro poderia ameaçar a candidatura e/ou um eventual segundo mandato do presidente Lula. O delegado perguntou quais advogados foram ouvidos. A repórter respondeu que seus nomes haviam sido publicados no próprio quadro. O delegado, então, perguntou se "Veja" pagara pela colaboração dos advogados. Diante da resposta negativa, o delegado ditou para o escrevente que a repórter respondera que "normalmente a revista não paga por esse tipo de colaboração". A repórter, então, o corrigiu, dizendo que a revista nunca paga para fontes.
Embora os repórteres de "Veja" tenham sido convocados como testemunhas, o delegado Moysés Eduardo Ferreira impediu que eles se consultassem com a advogada que os acompanhava, Ana Dutra. Todo e qualquer aparte de Ana Dutra era considerado pelo delegado Ferreira como uma intervenção indevida. Em determinado momento, Ferreira ameaçou transformar a advogada em depoente. Ele também negou aos jornalistas de "Veja" o direito a cópias de suas próprias declarações, alegando que tais depoimentos eram sigilosos. A repórter Júlia Duailibi foi impedida de conversar com o repórter Marcelo Carneiro.
A estranheza dos fatos é potencializada pela crescente hostilidade ideológica aos meios de comunicação independentes, pelas agressões de militantes pagos pelo governo contra jornalistas em exercício de suas funções e, em especial, pela leniência com que esses fatos foram tratados pelas autoridades. Quando a imprensa torna-se alvo de uma força política no exercício do poder deve-se acender o sinal de alerta de modo que a faísca seja apagada antes que se torne um incêndio. Nunca é demais lembrar: "Pior do que estar submetido à ditadura de uma minoria é estar submetido a uma ditadura da maioria".
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Nota do delegado Moysés Ferreira"Senhor delegado chefe,
Com a finalidade de instruir os autos do IPL (inquérito policial) acima referenciado, informo a Vossa Senhoria que iniciei os trabalhos de oitivas de repórteres da revista "Veja" no dia de hoje, na sala 906, do 9º andar, no prédio da SR/DPF/ SP, por volta das 10h, tendo procedido à oitiva em declarações dos repórteres Júlia Duailibi de Mello Santos e Camila Cardoso Pereira, acompanhadas das dras. Ana Rita de Elizabeth Mitiko Kobayshi, procuradora da República, e quando iniciava a oitiva em declarações do repórter Marcelo Theodoro Carneiro, também acompanhado da advogada e da procuradora acima mencionadas, fui procurado nesta sala por Vossa Senhoria, que indagou se havia acontecido algum problema com alguma das repórteres ouvidas, tendo em vista que havia notícias em Brasília de que esta autoridade havia tratado com grosseria a repórter.
No que esta autoridade tem a informar que os três repórteres ouvidos nesta manhã foram tratados com toda a cortesia e urbanidade possíveis sendo indagados somente sobre suas participações na reportagem da revista "Veja", edição nº 1.978, ano 39, nº 41, de 18/10/ 2006, páginas 44 a 51, tendo cada um dos ouvidos declarado o trabalho realizado na reportagem mencionada. Inclusive esta autoridade, quando retornou para a sala indagou à advogada drª Ana Rita e à Procuradora da República drª Elizabeth se havia acontecido algo estranho, as mesmas responderam que não, e que todo o trabalho estava transcorrendo dentro da normalidade, tendo esta autoridade dado seqüência aos seus trabalhos.
Acrescento ainda que estavam presentes na sala de audiência os escrivães que auxiliam esta autoridade, Carlos Henrique Santos Rosa, mat. 2.431-065, e Ralph Gomes, mat. 10.102, que também assinam a presente informação.
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Nota da Polícia FederalEm virtude de notícias veiculadas a partir de discurso proferido na tribuna do Senado Federal, o Departamento de Polícia Federal informa:
1. Com o objetivo de investigar possíveis crimes praticados no âmbito da Superintendência Regional da Polícia Federal em São Paulo, denunciados pela revista "Veja" na edição nº 1.978, ano 39, nº 41, a Polícia Federal instaurou o inquérito nº 2-4672-Delefaz/SR/DPF/SP e ouviu hoje, 31 de outubro, em São Paulo, os jornalistas Marcelo Theodoro Carneiro, Julia Dualibi de Mello Santos e Camila Cardoso Pereira;
2. Os depoimentos foram tomados com o acompanhamento da procuradora da República Elizabeth Mitiko Kobayshi e da advogada da revista "Veja", Ana Rita de Souza Dutra. Estavam presentes ainda o delegado de Polícia Federal que preside o inquérito e dois escrivães de Polícia Federal;
3. Os questionamentos às testemunhas foram feitos normalmente pelo delegado e em seguida pela procuradora da República e versaram exclusivamente sobre os fatos constantes da matéria da "Veja", como seria cabível em semelhante apuração;
4. Em nenhum momento os repórteres, ou sua advogada, manifestaram às referidas autoridades contrariedade ou discordância com a condução do depoimento, causando surpresa a este órgão a conotação de suposta arbitrariedade que vem sendo dada ao procedimento em questão;
5. É objetivo do Departamento de PF o rápido e total esclarecimento dos fatos relacionados à operação sanguessuga e seus desdobramentos;
6. A PF aguarda manifestação formal dos jornalistas para tomar as providências apuratórias cabíveis.
http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u86267.shtml01/11/2006 - 09h38
Presidente da OAB diz considerar "inaceitável" atitude de delegado da PFda Folha de S.PauloO presidente nacional da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), Roberto Busato, disse ontem considerar "inaceitável" o comportamento do delegado da Polícia Federal Moysés Ferreira durante depoimento dos jornalistas da revista "Veja".
"O comportamento do delegado, pelo relato dos jornalistas, foi inaceitável dentro de um Estado democrático e quando estamos saindo de uma eleição. Nós, da OAB, temos denunciado constantemente esses meios truculentos utilizados às vezes pela Polícia Federal contra jornalistas e também contra advogados, enfim, contra os cidadãos brasileiros", disse Busato por meio de nota.
Busato disse esperar que o ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos, apure os fatos denunciados pelos jornalistas.
"A liberdade de imprensa deve ser preservada, pois esse é um ícone do estado democrático de direito e não pode de forma nenhuma ser arranhado", diz trecho da nota, que finaliza.
O presidente da Federação Nacional dos Jornalistas, Sérgio Murillo de Andrade, disse que a assessoria da PF informou à entidade que o depoimento de jornalistas da "Veja" foi "um procedimento de rotina em investigação sobre a "operação-abafa'".
"Segundo a Polícia Federal, não houve nenhum abuso de autoridade, os jornalistas foram acompanhados por advogados da revista e pela OAB", disse o presidente da Fenaj.
http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u86266.shtml
01/11/2006 - 09h16
Falso padeiro diz à Justiça que mentiu por ter recebido promessa de pagamento RUBENS VALENTE
da Folha de S.Paulo
O padeiro Luiz Armando Silvestre Ramos, 32, que na semana passada se fez passar por outra pessoa e prestou um falso depoimento à Polícia Federal sobre o caso do dossiê contra tucanos, afirmou ontem à Justiça Federal de Pouso Alegre (MG) ter sido orientado --por alguém que ele não identificou-- a mentir, sob a promessa de pagamento em dinheiro.
No início da noite, Ramos foi detido pela Polícia Militar da cidade, sob acusação de ter contra si um mandado de prisão antigo, por não-pagamento de pensão alimentícia.
Por Ramos já ter falseado o próprio nome e inventado uma história sobre saques de R$ 250 mil que teriam sido entregues em São Paulo para a compra do dossiê, a PF vê as novas declarações com total ceticismo.
"Uma pessoa me chamou, me fez uma proposta, que eu ia ganhar muito dinheiro, que não ia precisar trabalhar mais. Eu fui para ver o que era, eu peguei e aceitei e entrei nessa com eles", disse ele em entrevista à EPTV.
Segundo seu advogado, Rovilson Carvalho, Ramos também negou que a secretária-executiva do PSDB municipal, Rosely Pantaleão, tenha participado da farsa. O padeiro afirmou que não conhece e nunca esteve com Rosely.
Nas entrevistas, Ramos se recusou a dizer quem teria encomendado a farsa. Mas numa fita de vídeo, gravada ontem pela manhã por Carvalho, ele teria citado um nome --o conteúdo da fita não foi revelado.
Segundo Ramos, a "pessoa" pediu que ele gravasse um vídeo para o "Jornal do Estado" com a promessa de que não seria divulgado. O jornalista autor da entrevista, Fernando Lima, disse que Ramos novamente mentiu. "Se ele não quisesse que a entrevista fosse divulgada, não procuraria um jornal."
http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u86262.shtml
01/11/2006 08:01
Nesta quarta, a ampliação do acesso gratuito à internetRelatos da imprensa hoje:
1. O governo quer mais do que dobrar o programa Governo Eletrônico - Serviço de Atendimento ao Cidadão (Gesac). Por meio dele, são instalados pontos de conexão à internet banda larga (alta velocidade) que podem ser acessados gratuitamente pela população. Os 3.258 pontos (antenas) do Gesac serão ampliados para 7.100. O ministro das Comunicações, Hélio Costa, anunciou que será realizada uma nova licitação para a contratação de empresas que vão fornecer o serviço. [O Globo]
2. O governo federal resolveu dar mais uma força para o setor naval brasileiro, o que pode beneficiar diretamente Pernambuco, que vai abrigar o maior estaleiro do País. Ontem, cerca de 30 representantes do setor se reuniram com o ministro dos Transportes Paulo Sérgio Passos para definição de uma política integrada, que contemple tanto a construção naval quanto a marinha mercante. A idéia do ministro é formular uma política para o setor naval dentro do Plano Nacional de Logística e Transporte, que vem sendo desenvolvido. [Jornal do Commercio]
enviada por Zé Dirceu
01/11/2006 às 07:02
Desinteresse mútuoPassada a eleição, a oposição sinaliza que não tem mais a urgência de fustigar o governo federal com o episódio do dossiê. Tampouco tem interesse que a investigação avance para a suposta participação do PSDB no esquema, que se daria a partir da atuação do empresário Abel Pereira. Ele é apontado como facilitador na liberação de verbas do Ministério da Saúde, na gestão do tucano Barjas Negri, que sucedeu José Serra no posto.
Da Redaçãohttp://www.olhardireto.com.br/colunas/coluna.asp?cod=3676
01/11/2006 09:52h
LEMBO: “O PSDB É UMA UDN”Paulo Henrique Amorim
O governador de São Paulo, Cláudio Lembo (PFL), disse em entrevista a Paulo Henrique Amorim nesta quarta-feira, dia 01, que o PSDB tem traços udenistas (aguarde o áudio). “O PSDB tem tudo de UDN e está aí o problema”, disse Lembo.
A UDN foi um dos partidos determinantes da política brasileira entre as décadas de 40 e 60, de caráter fortemente conservador. Carlos Lacerda um de seus mais fortes expoentes da UDN. O partido passou a maior parte de sua vida na “oposição” com um discurso caracterizado pelo moralismo. “A UDN era um partido de pequenos e estreitos segmentos da sociedade”, explicou Cláudio Lembo.
O governador de São Paulo disse que o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso contribui para que o PSDB tenha as características da UDN. “Ele contribui muito, foi ele quem lembrou a imagem de Carlos Lacerda. E só lembra a imagem de Carlos Lacerda quem tem na alma um espírito udenista”, disse Lembo.
Segundo Cláudio Lembo, Geraldo Alckmin, que disputou a presidência pelo PSDB também tem traços udenistas.
Apesar de identificar traços udenistas no PSDB, Lembo descarta a possibilidade de um impeachement. “Isso é bobagem. Impeachment por quê? O presidente Lula está fora de qualquer problema”, disse o governador.
Para Lembo, a oposição, tanto o PFL quanto o PSDB, devem “atravessar a rua” e dialogar com o presidente Lula. “PSDB e PFL devem atravessar a rua e dialogar com o presidente. O Brasil é maior do que as situações transitórias e o embate político”, defendeu Cláudio Lembo.
Aguarde a íntegra da entrevista do governador Cláudio Lembo.
http://conversa-afiada.ig.com.br/materias/397501-398000/397977/397977_1.html
31/10/2006 14:01
Oposição desconversa e revela que não quer diálogoA oposição está desconversando, e tanto FHC como Rodrigo Maia estão enganando a opinião pública. Lula não propôs pacto e nem pediu apoio ao seu programa de governo, mas sim disse que queria conversar com a oposição. Isso não é cooptação e nem negar o papel da oposição.
Sem propostas ou com medo, a oposição responde com evasivas, obviedades e placitudes, como fizeram FHC e Rodrigo Maia, ao dizer que o presidente tem líderes no Congresso que já falam com a oposição, que Lula apresente suas propostas ou as envie para o Congresso. Ou seja, não querem conversar.
Tomem nota: eles vão se atropelados pelos fatos. É só esperar e pagar para ver.
enviada por mino 31/10/2006 22:42
Os escritos n'O Globo
Foragido de uma peça de Moliére, Tartufo, o jornalista Ali Kamel, diretor de jornalismo da TV Globo, escreve hoje na página de Opinião do diário do grupo um artigo em que transparece a resposta à última edição de CartaCapital. Na revista, um editorial que começa por dizer que “milagre não houve, Lula ganhou”, enquanto o título da reportagem de capa afirma que “o povo não crê em bruxas”. Kamel assim intitula seu texto: “Nem Milagres, Nem Bruxarias”. Ao cabo, ministra uma lição de sabedoria. Mesmo os leitores que viveram com paixão a refrega eleitoral, “e onde há fatos viram conspiração; onde há notícias viram distorção; onde há isenção viram parcialidade”, se habilitam agora a entender “que a distorção não estava nos veículos, mas nos próprios olhos”. Iniciemos, portanto, uma procissão na rota do oculista. Claro que Kamel não se refere aos leitores que repudiaram o abaixo-assinado promovido pela Globo entre seus funcionários para responder às denúncias de CartaCapital, larguíssima maioria registrada pelo Observatório da Imprensa. Mas não é fato, definitivamente provado, que o Jornal Nacional adiou a notícia do acidente do avião da Gol para escancarar no vídeo a imagem do dinheiro do dossiê? E não é fato, reconhecido pelo próprio repórter, que o delegado Bruno teve um encontro privilegiado com César Tralli para lhe entregar uma cópia exclusiva? E por aí afora. Assim como, só para rememorar o passado, não é fato que a Globo implorou o golpe de Estado em 1964, para sustar a subversão em marcha, e que ainda estamos no aguardo da própria 42 anos depois?
enviada por mino
31/10/2006 16:40h
MAURO SANTAYANA: "FHC NÃO TEM LIDERANÇA POLÍTICA"O jornalista que foi colaborador do presidente Tancredo Neves, Mauro Santayana, disse em entrevista a Paulo Henrique Amorim nesta terça-feira, dia 31, que o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso “faria um bem enorme ao Brasil se estudasse a história do país e escrevesse sobre isso” (clique aqui para ouvir). “Liderança política ele não tem mais”. disse Santayana.
Mauro Santayana disse que o Brasil é uma República Federativa e deve se acostumar com a idéia de um candidato de fora de São Paulo ser eleito presidente. “Nós estamos há muito tempo com a idéia de que como São Paulo é a força hegemônica do ponto de vista econômico do Brasil, São Paulo também tem que ter a hegemonia política da Nação”, disse Santayana.
Para Mauro Santayana, é preciso acabar com essa hegemonia política de São Paulo para que o Brasil seja um país integrado e com a unidade nacional preservada. Segundo ele, acabar com essa hegemonia é uma questão de democracia.
Santayana os jornais e os jornalistas perderam o sentimento de solidariedade com o povo. “No meu tempo, os jornais eram solidários com o povo, hoje os jornais são solidários com os banqueiros. Vou ser mais duro: são os jornalistas. Poucos jornalistas conseguem manter o sentimento de solidariedade com o povo brasileiro”, disse Santayana.
Veja a íntegra da entrevista com Mauro Santayana.
Paulo Henrique Amorim - Você, como mineiro, e vendo esse resultado da perspectivas de Minas, e tendo como premissa, é claro, a informação de que Aécio Neves ganhou no primeiro turno e é possivelmente candidato à Presidência da República. Qual é o quadro que você imagina, que você vê à sua frente?
Mauro Santayana - É muito difícil fazer um prognóstico com quatro anos de antecedência. O que eu acho é o seguinte: nós precisamos entender, e parece que aqui no Brasil não se entendeu até agora, que nós somos uma República Federativa e que devemos nos acostumar à idéia de que, amanhã, um candidato do Mato Grosso do Sul, ou um governador do Mato Grosso do Sul, ou um governador da Paraíba ou um governador do Sergipe possam ascender à Presidência da República. Um dele pode chegar. É que nós estamos há muito tempo com a idéia de que, como São Paulo é a força hegemônica do ponto de vista econômico do Brasil, que São Paulo também tenha que ter a hegemonia política sobre a nação. Isso aí, eu acho que é preciso acabar com isso para que nós tenhamos realmente um país integrado e com a unidade nacional preservada.
Paulo Henrique Amorim - E qual seria a vantagem de se interromper esse processo hegemônico paulista na política brasileira?
Mauro Santayana - A primeira vantagem é uma questão da democracia. Porque são Paulo é a grande força economia do país, mas isso não significa que deva manter a hegemonia política. Você vê que nos Estados Unidos o candidato alcançou, o candidato de Ohio, o candidato não sei de onde, sempre chega. Não me consta que nenhum Estado tenha mantido durante algum tempo a condução do processo, ao contrário. Eu me lembro de uma coisa do [historiador inglês Lorde] Acton muito interessante, dizendo que o que fortalece o sistema norte-americano é justamente o poder dos governadores de Estado que moderam a tendência unitária ou predominante da costa leste dos Estados Unidos. Então, eu acho que é muito importante ter isso em mente.
Paulo Henrique Amorim - Eu gostaria que você me ajudasse a entender o que você vê de diferente da eleição do presidente Lula em 2006 em relação à eleição de 2002.
Mauro Santayana - A diferença é pequena, mas a grande diferença, a meu ver, é o seguinte: Lula perdeu alguns eleitores nesse processo e ganhou outros com muita consistência. Quais foram os outros que Lula ganhou? Ganhou, para usar a expressão usual, nos grotões. E não ganhou nos grotões porque houvesse uma adesão dos donos dos grotões. Ele ganhou exatamente porque houve uma independência da população dos grotões com relação aos seus donos antigos. Isso é tranqüilo para mim. Eu acho que a eleição do Lula significa muito para o Brasil, menos até pelo o que ele pode fazer administrativamente ou politicamente durante esses próximos quatro anos. Ele pode até perder para a oposição que será feita a ele. Mas a grande vantagem dessas eleições foi que a aglutinação em torno de Lula representa uma consciência de cidadania que não existia até então. Eu acho que o Brasil agora está marchando realmente par ao perigoso jogo democrático, vamos dizer assim. Nós vamos ter realmente uma democracia agora no Brasil Essa é a grande vitória do povo brasileiro com a eleição de Lula. Pode até ser que a corrupção continue, que tudo isso continue, mas o fato mais importante a meu ver é que uma população que não tinha consciência de dignidade, que não tinha consciência de sua cidadania, adquiriu a sua cidadania mediante à dignidade. Essa é a minha impressão.
Paulo Henrique Amorim - O que você acha que se pode esperar do comportamento da oposição brasileira?
Mauro Santayana - Nesses primeiro meses ela está um pouco desorientada. Ela vai ficar mais calma agora nos próximos meses porque eles nem sabem mais ou menos como apanhar os cacos. Mas que essa oposição vai recrudescer, vai. Ela vai recrudescer inclusive porque ela representa interesses muito forte. Porque eu não acredito numa conciliação nacional tal como ela já está sendo empregada. Eu acredito que possa haver um convênio entre os diversos partidos ou dos diversos líderes para colocar um pouco em ordem o funcionamento das instituições. Mas a oposição não vai desistir porque, é claro, os interesses da oposição, que são os interesses das oligarquias, não vão ficar sossegados diante da situação nova. Eles vão tentar recobrar a direção da sociedade brasileira mediante os instrumentos políticos, mediante o Parlamento. Disso, não tenho dúvida.
Paulo Henrique Amorim - E qual o papel do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso nisso?
Mauro Santayana - Eu não gostaria de falar no ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Tenho a impressão de que ele faria um bem enorme ao Brasil se ele se dedicasse a estudar a história do Brasil, os problemas brasileiros, escrever sobre isso. Porque liderança política parece que ele não tem mais. Então, eu não sei, acho que cada um pensa de uma maneira. Eu acho que o presidente tem uma experiência muito grande, um grande intelectual. Ele podia ajudar a pensar o Brasil. Isso, eu tenho a impressão que seria um grande papel que ele desempenharia. Todo mundo conhece seus valores intelectuais, mas liderança política, não só ele como muitos outros, se aposentaram agora.
Paulo Henrique Amorim - Qual será o papel do governador de Minas, Aécio Neves, nesse novo ambiente, sendo ele de um partido de oposição?
Mauro Santayana - Eu tenho a impressão de que... O problema todo é o seguinte: é que Minas sempre teve o papel moderador na política brasileira. Eu acho que o Aécio, como aconteceu com o Tancredo e a gente está vendo que está se repetindo isso, mesmo sem querer Aécio começa a liderar alguns governadores que o buscam, o procuram, que se aconselham com ele. Está se repetindo o que eu vi acontecer com o Tancredo nos anos de 83 e início de 84. Não é que Minas seja mais que os outros, que os mineiros tenham nascido com dons especiais. Mas é que a própria história de formação de Minas, do povo mineiro, é uma história que exigiu o diálogo, a moderação, o exercício da política na sua acepção mais clara, mas limpa e mais nobre. Então, os mineiros são muito desconfiados dos extremos, os mineiros não gostam de extremismos, os mineiros querem conciliar as partes e buscar o caminho do meio. Que, aliás, é o único jeito. Aquela concepção Aristotélica do justo meio: os mineiros têm essa preocupação porque eles sofreram tanto, sobretudo por serem ricos, por terem ouro, por terem tudo isso. Sofreram bastante para aprender que é melhor dialogar do que armar o arcabouço. Só armar o arcabouço quando não tem mais argumento.
Paulo Henrique Amorim - Agora, Mauro, uma última pergunta. Você que é um jornalista que já viu de tudo. Eu te pergunto: essa eleição, aí digo eu, essa eleição colocou em evidência a questão da mídia, o papel da mídia na democracia brasileira. O presidente Lula já disse que vai mudar a relação dele com a mídia. Eu ontem entrevistei o deputado mais votado na história do Brasil, o deputado Ciro Gomes, que me disse que a questão da discussão da democratização da mídia está colocada e ele vai trabalhar nessa questão. E eu lhe pergunto: o que você acha que aconteceu com a mídia? E, por exemplo, eu lhe pergunto como é que a mídia de São Paulo vai absorver – se essa será a situação – uma candidatura à presidência como a de Aécio Neves?
Mauro Santayana - Em primeiro lugar, eu não gostaria de falar sobre a candidatura à presidência de Aécio porque tem muita coisa ainda na frente. Mas o que eu queria dizer sobre a mídia é o seguinte: outro dia eu disse a uns companheiros nossos que me entrevistaram para um programa para a TV do Senado, eu disse que o que aconteceu com a mídia é que a mídia perdeu o sentimento de solidariedade com o povo. No meu tempo os jornais eram solidários com o povo brasileiro. Hoje os jornais são solidários com os banqueiros brasileiros. A verdade é essa. Não são só os jornais não. Eu vou ser mais duro: são os jornalistas. Poucos jornalistas conseguem manter um sentimento de solidariedade com o povo brasileiro. Eu tenho as minhas teorias sobre isso mas nem quero colocá-las porque são muito polêmicas. Eu acho que o governo militar resolveu que o jornalismo estaria reservado, seria uma reserva de mercado para a classe média, não queriam outros sujeitos lá não, não queriam pessoas de extração mais baixa no jornalismo. Então, aí nós temos o seguinte: não há mais solidariedade com o povo. E você nota o seguinte: não há solidariedade dentro dos jornais, os jornalistas hoje vivem brigando uns com os outros. No meu tempo não era assim, no meu tempo nós tínhamos um sentimento de solidariedade e de camaradagem dentro dos jornais que era exemplar. Hoje você não tem mais isso. Se bem que também houvesse muito canalha no meu tempo. Nós tínhamos aí o senhor David Nasser da vida e outros. Mas geralmente, no conjunto da maioria, nós tínhamos o sentimento de solidariedade com o povo. Se nós perdemos o sentimento de solidariedade com o povo, como é que nós vamos ter um sentimento democrático?
http://conversa-afiada.ig.com.br/materias/397501-398000/397890/397890_1.html
31 de outubro de 2006 - 11h43
Bush brinca e pede a Lula 'know-how' para ganhar eleição
Brasília - O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, no telefonema que deu hoje ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva para cumprimentá-lo pela reeleição, disse, brincando: "Olha, você teve uma vitória espetacular. Você tem que me dar um pouquinho do seu 'know-how', porque estou precisando para ganhar, agora (nas eleições parlamentares)." A aceitação de Bush pela população americana está em baixa, de acordo com pesquisas.
O relato sobre esse telefonema de Bush foi feito a jornalistas pelo ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, quando saía do Palácio da Alvorada, onde acompanhou esta e outras conversas de Lula com chefes de Estados estrangeiros que ligaram para cumprimentá-lo.
Bush, no telefonema a Lula, afirmou que é preciso aprimorar o sistema do comércio internacional e fortalecer a democracia. "Aprecio a boa relação que temos tido", disse Bush, que, segundo Amorim, convidou o presidente brasileiro a visitar os Estados Unidos. Lula respondeu que fará essa visita "em breve", de acordo com o chanceler brasileiro. (Leonencio Nossa)
A mídia sob ataques
Personagem involuntário do debate eleitoral, a grande imprensa torna-se alvo de críticas que vão da baixa qualidade à falta de limites legais para atuação
Sylvio Costa
As eleições de 2006 prometem ficar marcadas por um fato que a distingue claramente de pleitos anteriores: a freqüência e a intensidade com que muitos brasileiros questionaram a cobertura que a chamada "grande imprensa" faz da campanha eleitoral. Sem dúvida, o comportamento da mídia em períodos eleitorais já foi alvo antes de polêmica e acusações. Um caso clássico é o da famosa edição do debate entre Lula e Collor, feita pela TV Globo no segundo turno da disputa presidencial de 1989.
Mas, agora, temos pelo menos duas novidades. Em primeiro lugar, a abrangência da crítica, que é contra quase todos os veículos de comunicação. Em segundo, a maneira com que essa crítica ecoa, em grande parte por causa das múltiplas e libertárias possibilidades de expressão permitidas pela internet. O assunto foi objeto, aliás, de extensa reportagem que levamos ao ar no último dia 29 (acesse). No dia 13, o Congresso em Foco voltou ao tema ao noticiar em nota (clique aqui para ler - pode demorar a carregar) um dos frutos desse descontentamento, que parece atingir parcela expressiva da chamada opinião pública: a publicação na rede do "Manifesto por uma mídia democrática e independente".
Também inédita, a iniciativa é mais que um simples manifesto (veja a íntegra). Trata-se de um abaixo-assinado eletrônico subscrito por pessoas que cobram do Ministério Público Eleitoral punição contra as "intervenções da grande mídia no processo eleitoral". Para os signatários do documento, a grande imprensa está descumprindo o artigo 22 da Lei Complementar número 64/1990, que impede a "utilização indevida de veículos ou meios de comunicação social, em benefício de candidato ou de partido político".
O articulador do manifesto
Somente há duas semanas no ar, o manifesto já recebeu até este momento 3.173 assinaturas. Por trás da iniciativa, está o professor Bajonas Teixeira de Brito Júnior, do Departamento de Filosofia da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes). Mestre em Sociologia pelo Instituto Universitário de Pesquisas do Rio de Janeiro (Iuperj), ele é doutor em Filosofia pela Federal do Rio de Janeiro, a UFRJ, instituição em que também fez um pós-doutorado. Publicou os livros Lógica do disparate (2001) e Método e delírio (2003), além de vários textos acadêmicos e filosóficos em revistas especializadas. Bajonas é ainda o coordenador de uma revista eletrônica (http://www.revistahumanas.inf.br/) e mantém na internet um blog.
Embora considere a cobertura da mídia desequilibrada, em benefício de Geraldo Alckmin (PSDB) e em desfavor de Lula (PT), Bajonas está longe de ser um lulista roxo. "Seria um equívoco fazer, ao modo da mídia, a apologia de um candidato", diz ele em entrevista ao repórter Renaro Cardozo, do Congresso em Foco (eis a íntegra). "Deixo os encômios e as apologias para os colunistas. Minha posição procura, antes de tudo, contribuir para dar amplitude ao debate público e democrático, que não se deixe construir por manipulações, mas se ancore em programas e projetos, na igualdade de chances e na exposição equilibrada dos postulantes aos cargos públicos. Qualquer outra posição que não essa conduz ao mesmo partidarismo que recrimino".
Na entrevista, feita por e-mail, ele desfia argumentos absolutamente desconcertantes. Pra começar, explica que sua insatisfação - assim como a de outras pessoas - vai muito além da cobertura eleitoral. Na sua opinião, a qualidade da mídia brasileira é "muito baixa":
"Queremos colunistas e articulistas, mas que estejam à altura do publico leitor e que possam dialogar com esse público em vez de servirem apenas de medium, ou correia de transmissão, de senhores de engenho midiáticos. Uma população livre, democrática, não quer uma mídia baseada no trabalho escravo".
Prossegue o professor: "O manifesto expressa um repúdio muito mais vasto do que hoje podemos avaliar ao que tem sido o comportamento da mídia. Ao que tudo indica, o leitor médio hoje possui uma argúcia maior que o colunista médio. Assim, os ditos 'formadores da opinião pública' necessitam urgentemente de uma formação suplementar. Os seus jogos verbais, as suas considerações 'críticas' e cacoetes intelectuais aparecem como elementares para uma faixa muito ampla de leitores".
Contra o "velho Oeste"
Bajonas conta que os dados do Observatório Brasileiro de Mídia foram fundamentais para o surgimento do manifesto. "Analisando as percentagens, descobrimos que houve na imprensa, na última semana antes das eleições, nada menos que 1.511 % a mais de matérias negativas para um dos candidatos", relata, referindo-se a Lula.
Daí para o lançamento do abaixo-assinado, diz, foi um pulo, já que "pessoas alheias ao mundo das redações - engenheiros, físicos, estudantes, filósofos etc. - tornaram-se de repente colunistas, colunistas que estavam denunciando justamente o colunismo corrente na imprensa".
Há no manifesto, acrescenta ele, "um repúdio muito mais vasto" ao comportamento da mídia. "Apenas dei uma forma a um descontentamento generalizado", escreve o professor. Conforme suas palavras, esse vasto repúdio envolve, em primeiro lugar, "uma realidade nova: essa da internet e dos rápidos, digamos, torvelinhos, que podem evoluir a tornados, e que se formam em situação de alta temperatura".
Inclui, em segundo lugar, o já citado inconformismo com o nível de qualidade oferecido pela imprensa brasileira e, sobretudo, por seus colunistas. Em terceiro, um tema extremamente polêmico, a necessidade de regulamentar o que a mídia pode ou não fazer: "A mídia brasileira é um dos setores menos regulamentados da sociedade. Isto é, uma terra de fronteira sem lei. Um verdadeiro velho Oeste". Por isso, ele defende a criação do Conselho Federal de Jornalismo.
Faz um ano que foi soterrada a primeira tentativa de emplacar a idéia. Proposto pelo governo Lula ao Congresso, um projeto de lei versando sobre a matéria terminou sendo arquivado por solicitação do próprio Executivo, debaixo de uma chuva de críticas dos meios de comunicação. A proposição foi vista como uma manobra para controlar a mídia, num contexto em que a administração petista se encontrava sob ataques em razão dos seus notórios e profundos escorregões éticos.
Bajonas argumenta, porém, que "não pode haver segmento de atividade humana sem lei". Defende, por exemplo, a "cláusula de consciência, isto é, o direito garantido ao jornalista de não realizar matérias que possam ferir seu senso moral ou levá-lo a correr riscos".
Também critica o governo Lula por concentrar seus gastos publicitários na grande imprensa. "É preciso também um investimento forte do governo na mídia alternativa, nos jornais de comunidade, em novos meios e novas experiências de informação", prega o professor. Tudo isso torna a leitura da entrevista obrigatória para quem tem interesse em refletir sobre as complexas e íntimas relações entre mídia e política no Brasil.
Clique aqui para acessar a entrevista completa.
Veja alguns comentários publicados pelos signatários do manifesto.
ATUALIZADA EM:23/10/2006
A entrevista com o professor Bajonas
Autor do manifesto explica como surgiu a iniciativa e quais são seus objetivos e motivações
Renaro Cardozo
Leia, abaixo, a íntegra da entrevista feita por e-mail com o professor Bajonas Teixeira de Brito Júnior, doutor em Filosofia e autor do "Manifesto por uma mídia democrática e independente".
Entre aqui para ver as principais partes da entrevista e saber mais sobre o assunto.
O manifesto foi iniciativa sua ou o senhor apenas deu corpo às idéias de outras pessoas?
A idéia do manifesto surgiu das trocas de e-mails alarmados sobre a parcialidade da mídia brasileira na cobertura jornalística do primeiro turno. Uma troca de e-mails que era, ao mesmo tempo, uma troca de indignações. Assim, de todos os lugares, em listas de e-mails, chegavam depoimentos críticos, que muitas vezes não eram só matérias jornalísticas de mídias alternativas, mas manifestações de eleitores comuns denunciando manipulações da mídia. Ou seja: pessoas alheias ao mundo das redações - engenheiros, físicos, estudantes, filósofos etc. - tornaram-se de repente colunistas. Colunistas que estavam denunciando justamente o colunismo corrente na imprensa.
Com isso, quando chegaram em nossas mãos os dados do Observatório Brasileiro de Mídia, e analisando as percentagens descobrimos que houve na imprensa, na última semana antes das eleições, nada menos que 1.511 % a mais de matérias negativas para um dos candidatos, tivemos uma comprovação objetiva de tudo que já era um sentimento comum. Portanto, nossa posição é que, depois de quase 20 anos de democracia, é uma insanidade da mídia pretender sustentar uma atitude extremamente autoritária em suas estratégias de (des)informação. Essa compreensão, como vimos depois, era compartilhada por muita gente no Brasil e bastou divulgarmos nosso manifesto pela internet em uma pequena lista de e-mails para que, por um efeito de propagação quase virótica, surgisse um rápido apoio de milhares de não-colunistas como nós.
Portanto, visto tudo isso, eu diria que apenas dei uma forma a um descontentamento generalizado. Não há propriamente falando um "autor" do manifesto. Ele responde a uma realidade nova: essa da internet e dos rápidos, digamos, torvelinhos, que podem evoluir a tornados, e que se formam em situação de alta temperatura. Veja o que diz este apoiador: "352. Mauro Bottino - As empresas jornalísticas precisam entender que a internet retirou delas o monopólio da informação, e suas manobras se tornam públicas quase imediatamente. Ou se ajustam ou se tornarão apenas sombra de seu passado."
Não é aceitável sob nenhum aspecto, por exemplo, que uma grande rede de TV, concessão pública, como é a Rede Globo, para pôr em movimento uma farsa montada como um golpe sobre o processo eleitoral, deixe de noticiar o maior acidente aéreo da história brasileira, e isso exatamente num momento em que o estado público de comoção social exigia as informações omitidas.
Quando surgiu o manifesto?
Um colega do Departamento de Comunicação da Ufes, Alexandre Curtiss, propôs em sua lista que se realizasse algo em torno de uma produção de informações alternativa à mídia. No meu centro [da Ufes], conversei com Marta Zorzal, professora de ciência política, e com o colega Antonio Vidal Nunes, também professor de filosofia, sobre a possibilidade de promovermos alguma discussão sobre o tema. Redigido o manifesto, ele recebeu as ponderações críticas dos colegas e de minha mulher, Adalgisa Pinheiro, historiadora. Amigos do Rio e de São Paulo também fizeram sugestões. No sábado, dia 7, no fim da tarde, o manifesto ficou disponível para assinaturas online. Ao fim, uma dezena ou pouco mais de amigos começaram a passar o manifesto em suas listas.
O senhor acredita que o manifesto possa mudar esse quadro de parcialidade em que se encontra a mídia?
Creio que o manifesto expressa um repúdio muito mais vasto do que hoje podemos avaliar ao que tem sido o comportamento da mídia. Ao que tudo indica, o leitor médio hoje possui uma argúcia maior que o colunista médio. Assim, os ditos "formadores da opinião pública" necessitam urgentemente de uma formação suplementar. Os seus jogos verbais, as suas considerações "críticas" e cacoetes intelectuais aparecem como elementares para uma faixa muito ampla de leitores.
Ou seja: sente-se muito fortemente, que boa parte dos comentaristas políticos da grande imprensa, por exemplo, tem baixo interesse por leituras, desconhece a literatura da filosofia política, da ciência política, das humanidades em geral, pouco estudou sobre a história política do país e por aí afora. Essa baixa formação se torna cada vez mais visível para quem consome o produto das mídias.
Por outro lado, a mídia brasileira é um dos setores menos regulamentados da sociedade. Isto é, uma terra de fronteira sem lei. Um verdadeiro velho Oeste. Tim Lopes poderia dizer não à reportagem que acabou lhe custando a vida? Não poderia, como bem destacou o professor da UNB Luiz Martins numa discussão sobre o tema. Porque no Brasil não existe a cláusula de consciência, isto é, o direito garantido ao jornalista de não realizar matérias que possam ferir seu senso moral ou levá-lo a correr riscos. Não pode haver segmento de atividade humana sem lei. Como diziam os gregos, quem vive sem leis são os ciclopes [de acordo com obras épicas da Grécia antiga, ciclopes eram gigantes com apenas um olho na testa, conhecidos por sua extraordinária força física]. É preciso que se constitua o Conselho Federal de Jornalismo; que se estabeleça a figura do ombudsman público no país; que se assegurem os quatro erres: retificação, retratação, resposta e reparação. Não é possível um quarto poder que exista como um fora-da-lei e que, estando totalmente isento à lei, arvore-se em guardião que indica quem deve e quem não deve ser punido pela lei. E o pior: que tenha poder para, como meia dúzia de palavras, mobilizar os tribunais superiores, o Ministério Público etc. Um poder desse gênero é puro despotismo.
O senhor acredita na imparcialidade da mídia?
Creio que a equação é a seguinte: tanto mais a mídia mostre qualidade investigativa e liberdade de pesquisar, maior será o grau de seu comprometimento com a verdade e, portanto, mais dará ao leitor ou consumidor em geral de seus produtos as condições de formação de um juízo amplo sobre a realidade. Aliás, quando compramos jornais e revistas, ou assinamos provedores, estamos fazendo um investimento em nossa compreensão do mundo e em nossa capacidade de emitir opiniões. Ou seja: pagando por um bem. Por isso, vê-se tantos comentários contra os colunistas nas páginas do manifesto. O colunista, por definição, é um sujeito cuja argúcia, liberdade de visão, a capacidade de expressão e compromisso com a busca da verdade deveriam estar entre suas qualidades pessoais. Não é o que vemos. Pela "unanimidade midíatica" - expressão do professor Venício Lima - que se alastrou na grande imprensa brasileira, por exemplo, tem-se a impressão de que o colunista é apenas um leva-e-traz de recados dos donos de jornal e de seus interesses políticos. Nada mais.
Temos uma mídia que custa caro ao consumidor e barato aos fabricantes, porque sua qualidade é muito baixa. Queremos colunistas e articulistas, mas que estejam à altura do publico leitor e que possam dialogar com este público em vez de servirem apenas de "médium", ou correia de transmissão, de senhores de engenho midiáticos. Uma população livre, democrática não quer uma mídia baseada no trabalho escravo. Por isso, é preciso também um investimento forte do governo na mídia alternativa, nos jornais de comunidade, em novos meios e novas experiências de informação. Atualmente, o investimento do governo nas grandes mídias aproxima-se de R$ 1 bilhão. Isso é muito investido em poucos. É melhor diversificar este investimento e, com isso, democratizar as fontes de geração de informação e entretenimento.
O que o senhor acha de já ter conseguido tantos adeptos ao manifesto? O senhor acredita que isso possa significar que a conscientização política dos anos 1980 ainda exista?
Eu não diria que são "adeptos", mas que são (co)elaboradores, na medida em que cada assinatura e cada comentário está reelaborando o manifesto e redefinindo o seu corpo. Ao contrário do período pré-digital, agora os textos e os documentos não só têm uma realização aberta, mas, também, uma autoria múltipla. Do mesmo modo os movimentos tenderão a ter uma coordenação mutante e, como eu já disse para alguns colegas e repito, estou pronto para passar adiante a coordenação do manifesto e voltar-me para o interesse da leitura e da pesquisa, que é o que me atrai. Havendo um candidato, é só me procurar.
Quanto à consciência política, acredito que hoje existe uma forma especial de consciência política que se descola cada vez mais da esfera de influência dos partidos. É um resultado, parece-me, de uma revitalização da sociedade civil com a idéia, que foi introduzida pelos movimentos sociais, especialmente, a partir da democratização da sociedade brasileira, de que qualquer um pode erguer e levar adiante uma bandeira que ache justa, seja ela de natureza política, de informação, ecológica etc. Isso não significa tornar-se um profissional da política, mas apenas atuar como alguém que eventualmente leva adiante uma causa. Não falamos, portanto, como eleitores de A ou B, mas como consumidores de informação que não estão dispostos a pagar caro por um produto de baixíssimo nível.
Cito aqui um exemplo, que motivou um e-mail meu (de 5 de agosto de 2006) para a redação da Folha Online. Em uma matéria que trazia o título "Confrontos entre Israel e Hizbollah no Líbano deixam ao menos 13 mortos", lia-se: "Em Israel, confrontos e foguetes do Hizbollah mataram mais de 70 mortos, sendo mais de 30 civis". O título fala em 13, já o corpo da matéria refere-se a 70 e, por fim, descobrimos que o Hizbollah mata mortos... Enfim, nós pagamos por esse péssimo produto. A minha preocupação com esses produtos de baixa categoria, como você vê, não surgiu nas últimas semanas. Baixa qualidade que, no caso, quer dizer: baixa confiabilidade. É como diz uma das assinantes do manifesto e é repetido em vários depoimentos: "1795. Vanessa Tigre - Não sou Lula, nem sou Alckmin, mas acho que a mídia tem que ser igual para todos os candidatos e, acima de tudo, IMPARCIAL."
A consciência política, em particular esta permitida pela internet, da troca rápida e eficiente de pontos de vistas, comentários e indignações, é antes de tudo a de que estamos à procura de informação, e informação de qualidade. Qualquer um que tenha o hábito de ler matérias nos jornais franceses, nos jornais em língua inglesa, sempre sentirá calafrios ao ler a grande mídia brasileira de hoje.
Qual a sua posição política e quem o senhor apóia?
Meus compromissos éticos políticos são, em primeiro lugar, com a verdade e a transparência. Ou seja, com tudo isso a que a grande mídia, partidarizada e manipuladora, não tem condições de se vincular. Por isso mesmo, acho que seria um equívoco fazer, ao modo da mídia, a apologia de um candidato. Deixo os encômios e as apologias para os colunistas. Minha posição procura, antes de tudo, contribuir para dar amplitude ao debate público e democrático, que não se deixe construir por manipulações, mas se ancore em programas e projetos, na igualdade de chances e na exposição equilibrada dos postulantes aos cargos públicos. Qualquer outra posição que não essa conduz ao mesmo partidarismo que recrimino e contra o qual me insurgi, juntamente com muitos outros internautas, por meio do manifesto.
ATUALIZADA EM:21/10/2006
http://www.congressoemfoco.com.br/Noticia.aspx?id=10924
MAS, E O CESAR MAIA ?
O prefeito do Rio, Cesar Maia que no seu ex-blog, durante as eleições, resolveu dar dicas para a Heloísa Helena, Alckmin e a sua candidata ao governo do Rio, Denise Frossard. Os três perderam feio. Já sabíamos que o César Maia é um péssimo prefeito. Agora sabemos que ele é, também, um péssimo estrategista.
Roubada
Tenho um amigo e colega norteamericano que trabalha comigo no MIT (Massachusetts Institute of Technology) e que duas vezes por ano dá aulas na NYU (New York University ) que me disse que se encontrou em NY com seu amigo pessoal, James Carville e sua mulher Mary Matalin que foram os estrategistas das campanhas do FHC em 94, Clinton e Bush.
Carville contou ao meu amigo que ele foi procurado, em meados deste ano, por políticos brasileiros de oposição, tentando contratá-lo como estrategista da campanha do Alckmin. Levaram para NY vários DVDs com imagens do Lula em várias situações, para que o Carville estudasse e conhecesse melhor o Lula.
Antes mesmo de receber os DVDs o Carville disse: - Conheço muito bem o Sr. Lula. Aliás, o mundo todo conhece muito bem o Sr. Lula. Vocês estão perdendo tempo e dinheiro. Ele é imbatível. Ele é um mito. Ele tem carisma. Não existe estratégia política que consiga vencer um mito e líder carismático. Em 94, o Lula ainda não tinha mostrado o que seria capaz de fazer se um dia fosse Presidente, por isso o FHC venceu. Agora é tarde.
Eu, Stanley, fui procurar saber qual a definição de carisma e cheguei até Sócrates, Platão e Aristóteles. Esses três Filósofos tiveram, em épocas diferentes, a mesma percepção para os principais componentes que tornam uma pessoa carismática: inteligência, simpatia, sentimentos calorosos e, o principal deles: pureza de intenções.
Por outro lado, disse o meu amigo e eu também já desconfiava disso, não interessaria ao Bush que o Lula perdesse as eleições porque ele perderia o seu único interlocutor para a América do Sul e Central, capaz de dialogar e controlar o Evo Morales, Chávez e Fidel.
Coisa que seria quase impossível para o Alckmin ou qualquer outro da oposição e o Carville sabia disso tudo ou deve ter sido alertado pelo próprio Bush.
Stanley.
Homem que comemorava vitória de Lula é morto no CEDa Agência Estado
30/10/2006
16h10-O garçom cearense Alan Jorge de Sousa Ferreira, de 22 anos, morreu no domingo de eleições durante a comemoração, em Fortaleza, pela reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O rapaz estava na Avenida da Universidade - corredor que abriga os comitês dos partidos de esquerda no Ceará -, próximo à sede do PC do B, quando um homem dentro de um Gol disparou três tiros contra o aglomerado de pessoas que festejava na rua a vitória de Lula. O garçom foi atingido no abdômen. Outras duas pessoas saíram feridas.
Ferreira era natural de Morada Nova (CE) e estava morando em Fortaleza há três meses. Até agora, o nome do autor dos disparos ainda não foi divulgado pela Polícia. O caso está sendo apurado pelo 34º Distrito Policial, do Bairro Otávio Bonfim. O delegado Jairo Pequeno disse ter pistas do assassino, mas preferiu não adiantar nada para não atrapalhar as investigações.
http://noticias.correioweb.com.br/materias.php?id=2688669&sub=Política
Chávez faz barulho, mas quem manda na AL é Lula, diz jornal francês
Da BBC Brasil
31/10/2006
08h23 - O Brasil detém a “chave do equilíbrio” regional na América Latina, e por isso a eleição de Lula gerou alívio entre líderes dos países vizinhos, sustenta uma análise publicada pelo jornal francês Le Figaro.
Em artigo intitulado “Na América Latina, Chávez faz barulho mas é Lula quem manda”, a jornalista especializada Lamia Oualalou diz que, apesar das discórdias com os países vizinhos, “de Buenos Aires a La Paz, de Santiago a Havana”, cada líder nacional reconhece o protagonismo do Brasil como porta-voz regional.
“Se a Venezuela de Hugo Chávez e sua guerra contra o “imperialismo americano” monopoliza as manchetes, é em função de Brasília que Washington é obrigada a dosar sua intervenção na América Latina”, ela destaca.
A dependência seria também do presidente boliviano Evo Morales, “que continua a testar a paciência do Brasil” na questão energética, e do argentino Nestor Kirchner, que “em outros tempos teria provocado uma verdadeira crise diplomática” com suas medidas protecionistas no Mercosul.
Para a jornalista, a “condescendência” de Lula se explica porque “o governo (brasileiro) está convencido de que para ombrear as capitais ocidentais, e aspirar a uma cadeira permanente no Conselho de Segurança da ONU, o país deve se tornar porta-voz da América do Sul”.
“Esquerda suave”
A política externa de Lula também ganha espaço no Christian Science Monitor. O diário americano diz que “a reeleição é boa para os laços brasileiros com aliados próximos e distantes”.
“Além de promover aproximação com a China, a Ásia e o Oriente Médio, Lula manteve relações cordiais com o presidente (americano George W.) Bush e os principais líderes europeus, sendo para eles uma ponte na região.”
Segundo o Christian Science Monitor, Lula lidera a “esquerda suave” na América Latina – que incluiria ainda Argentina, Uruguai e Chile –, sem deixar de dar atenção ao líder mais radical do subcontinente, o venezuelano Hugo Chávez.
“Os Estados Unidos vêem Lula como uma pessoa que pode garantir a estabilidade da região, alguém que pode dialogar com Chávez e até contê-lo”, opina um especialista brasileiro ouvido pelo jornal.
“Magia”
O espanhol El País dedica à reeleição um editorial intitulado “A magia de Lula”. “A votação maciça de Lula tem pouco de magia. É resultado de seus programas de luta contra a pobreza”, diz o jornal. Mas o editorial se questiona sobre os rumos do segundo mandato, destacando que o primeiro mandato de Lula manteve o rigor nas contas públicas e a luta contra a inflação.
Neste segundo termo, diz o texto, Lula “pode se permitir mais alegrias para tentar conseguir o que anuncia: que o Brasil deixe de ser uma economia emergente e cumpra as expectativas em torno do país”.
“Começa assim um Lula 2? Não surpreende que suas primeiras declarações tenham servido para – além de desfrutar do “momento mágico” que, ele disse, vive a democracia brasileira – manter sob controle o resto das reformas políticas.”
Ética (Grifo meu: o texto abaixo do New York Times, foi escrito pelo Larry Rohter, aquele jornalista que, tempos atrás, publicou uma matéria no mesmo jornal dizendo que o Lula é alcóolatra. Claro que ele não vai elogiar o Lula).
Em tom menos laudatório, o americano The New York Times questiona “se Lula interpretará que essa vitória lhe absolve dos casos de corrupção”.
“Depois do primeiro turno, ele expressou arrependimento pelo que chamou “erros” do partido – no entanto, mal ele prometeu o fim da má conduta, alguns de seus aliados mais próximos reapareciam envolvidos com o escândalo do dossiê”, diz a matéria.
O jornal coloca esse dilema contextualizando as dificuldades de composição do governo no segundo mandato, já que “uma segunda lua-de-mel” com o eleitor ou com o Congresso “está descartada”.
“Para conseguir aprovação do Legislativo para seus projetos, (Lula) corre o risco de ter de recorrer a negociações eticamente questionáveis que colocaram seu primeiro governo em apuros”, diz o NYT.
http://www.correioweb.com.br/hotsites/eleicoes2006/noticias.htm?ultima=2688770&sub=Pol%c3%adtica
30 de outubro de 2006 - 20h02
PF recua e nega quebra de sigilo telefônico de BerzoiniCuiabá - Três dias depois de confirmar a quebra do sigilo telefônico do deputado Ricardo Berzoini, presidente afastado do PT, a Polícia Federal recuou e divulgou nota hoje assegurando que não pediu acesso aos dados confidenciais do ex-coordenador da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à reeleição. Sob forte pressão do governo, a PF adotou uma nova versão para o caso e passou a sustentar o óbvio: que deputado tem prerrogativa de foro e que não é de sua alçada vasculhar dados confidenciais de parlamentares.
Cabe ao Supremo Tribunal Federal, e apenas à máxima corte, esse tipo de ação. "A PF reafirma que trabalha no estrito cumprimento de sua missão institucional, investigando a todos de acordo com a lei e com a finalidade de assegurar que ninguém tenha suas garantias legais feridas", afirma o texto.
A PF omitiu, porém, que no cruzamento de mais de mil linhas telefônicas fixas e móveis relacionadas à trama do dossiê Vedoin, bateu em pelo menos quatro números de uso e de propriedade de Berzoini. Pode ter sido uma descoberta ocasional, mas ela ocorreu e com autorização judicial que permitiu levantamento do cadastro relativo àquelas linhas. A PF alega agora que foi o próprio Berzoini quem ofereceu seus números telefônicos, quatro ao todo, para incluir na pesquisa. Berzoini teria cedido os números de suas linhas quando prestou depoimento à PF no inquérito do dossiê em 17 de outubro.
Os federais constataram que para os números do presidente afastado do PT teriam sido realizadas chamadas de integrantes da organização formada por quadros históricos do PT envolvidos na trama do dossiê Vedoin. A informação é da PF em Mato Grosso: entre os que ligaram para Berzoini estaria Hamilton Lacerda, ex-coordenador da campanha do senador do PT Aloizio Mercadante ao governo de São Paulo.
Na sexta-feira, às 20h20, a PF divulgou que tinha dados telefônicos do ex-coordenador da campanha de Lula. A informação foi dada em caráter oficial e reiterada 10 minutos depois. No domingo à tarde, a PF confirmou que o cruzamento das linhas identificou números de Berzoini.
DefesaNesta manhã, por quase duas horas, o superintendente regional da PF em Mato Grosso, delegado Daniel Lorenz, recebeu em seu gabinete o advogado Rodrigo Marra, defensor de Berzoini. A conversa transcorreu a portas fechadas. À saída, Marra limitou-se a dizer que a PF iria distribuir uma nota oficial esclarecendo que o sigilo de seu cliente não havia sido aberto. Ele se recusou a responder se Berzoini tem medo de abrir mão do sigilo telefônico.
O advogado não quis se pronunciar também acerca do rastreamento que o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) está promovendo desde 26 de setembro a pedido da PF. A pesquisa tem como alvo 24 pessoas físicas e jurídicas. O primeiro nome da lista é Berzoini. Juízes federais consultados pelo Estado ressaltaram que essa apuração da PF envolvendo o nome do deputado basta para que o inquérito do dossiê seja transferido para o STF. (Fausto Macedo e Sonia Filgueiras)
http://www.ae.com.br/institucional/ultimas/2006/out/30/2793.htm
30/10/2006 18:32
Um almoço para FHCBlog do Mino CartaJoão Dória Júnior, aquele cavalheiro que destrói monumentos e dorme de redinha a lhe enfaixar os cabelos, organizou um almoço homenagem hoje, segunda-feira, para Fernando Henrique Cardoso, em beneficio dos associados da Lide. Trata-se de numeroso grupo de empresários dispostos, se for o caso, a envergarem as roupas de Indiana Jones para festas em Comandatuba.
Me causa arrepios pensar que a Lide reúne 40% do PIB nacional. É o que alega o próprio Dória. E a ele coube apresentar FHC nos salões do Hotel Hyatt, como o presidente que mais contribuiu par a democracia brasileira. Lá pelas tantas, um dos convivas perguntou ao homenageado qual seria o risco de Lula pretender governar somente para os pobres. FHC esclareceu, sem solenidade, que um presidente da República tem de governar também para os ricos. Os aplausos da platéia foram ouvidos em Pindamonhangaba.
Ao enredo: Civita tem tido conflitos recorrentes com os capatazes da revista Veja. Há alguns meses pede moderação em relação ao governo Lula. Reportagens contra o PT e a administração federal teriam sido engavetadas. Nos corredores da empresa, o boss arriscou-se a afirmar que contrataria Dilma Rousseff, ministra da Casa Civil, para administrar a Abril.
No início dos anos 90, a Abril ganhou de graça, e sem concorrência, concessões de MMDS no Rio, São Paulo e sul do País. A freqüência teve pouca utilidade até agora, já que a tevê por assinatura desenvolveu-se de outras formas. A internet sem fio deve, porém, utilizar essa faixa. As perspectivas do novo negócio são animadoras. Ou seja, as concessões que não valiam nada viraram ouro.
Em meados de abril passado, a Casa Civil solicitou que o Ministério das Comunicações fizesse uma consulta à Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). A ministra Dilma queria saber se as concessões dadas há mais de 15 anos estavam de pé ou, em nome da concorrência e da inclusão digital, não seria o caso de promover novas licitações de MMDS. Justamente nas áreas onde a Abril detém virtual monopólio.
Na Anatel, o placar foi 2 a 2. Os conselheiros indicados por FHC rejeitaram a proposta de nova licitação, o que atendia ao interesse da Abril. Os indicados por Lula foram a favor da consulta da Casa Civil. Pelas regras da agência, em caso de empate, vale a decisão anterior. Tudo ficou na mesma. Por enquanto. O governo ainda precisa indicar mais um conselheiro. Nesse caso, uma nova consulta da Casa Civil poderia interferir nos negócios da família Civita.
Diante dessa perspectiva, Civita foi à luta. Esteve reunido com Dilma Rousseff para tratar do assunto. Foi levado ao encontro por Sidnei Basile, Diretor de Relações Institucionais da Abril. Hélio Costa, das Comunicações, esteve duas vezes no prédio da Marginal Pinheiros que abriga o grupo. Enquanto isso, Civita exigia moderação dos subordinados, para não melindrar o governo.
Em tempo: os principais negócios do grupo sul-africano Naspers, que comprou 30% do capital da Abril por 422 milhões de dólares, são tevê por assinatura e, vejam só, internet.
enviada por mino
http://z001.ig.com.br/ig/61/51/937843/blig/blogdomino/2006_10.html#post_18676252
Federação Israelita intima Clodovil Hernandes por racismo
Plantão Publicada em 30/10/2006 às 16h29m
Alessandro Soler - O Globo
RIO - A Federação Israelita do Rio de Janeiro (Fierj) interpela judicialmente nesta tarde o apresentador e deputado federal eleito Clodovil Hernandes (PTC-SP) por suposto crime de racismo contra judeus num programa de uma rádio carioca. Na entrevista, concedida à "Rádio Tupi", Clodovil disse que os judeus "manipularam a história do Holocausto".
- Inacreditável que um cidadão brasileiro pertencente a uma minoria discriminada em nosso país venha a público cometer crime de racismo. A Federação Israelita do Estado do Rio de Janeiro, através de seu diretor jurídico, o estará interpelando judicialmente nas próximas horas - disse Osias Wurman, presidente da Fierj, num comunicado.
Em 2004, Clodovil foi condenado a pagar indenização por dano moral equivalente a 80 salários mínimos - cerca de R$ 20.800, na época - para a vereadora Claudete Alves da Silva Souza (PT), de São Paulo. Claudete entrou com ação ordinária na Justiça porque o estilista e apresentador de TV a chamou de "macaca de tailleur metida a besta", durante entrevista a um jornal paulista. A vereadora é negra.
No dia 17 de março de 2004, Clodovil comentou no programa "A Casa é Sua", da RedeTV, as reclamações do cantor e vereador de São Paulo Aguinaldo Timóteo (PP) sobre a presença de fiscais municipais no centro da cidade, que o impediam de vender seus CDs.
- Tem que vender disco na rua (...) Ele vai fazer o quê? Ele vai fazer o que todo crioulo faz no Brasil? Vai virar ladrão, bandido ou o quê? - disse Clodovil na época.
Por causa das declarações, Claudete entrou com uma representação contra o apresentador, no Ministério Público, por racismo. Clodovil reagiu.
- Aposto que essa vereadora é uma macaca de tailleur metida a besta - disse.
http://oglobo.globo.com/pais/mat/2006/10/30/286462205.asp
CIRO GOMES: FHC PRECISA SER DESMASCARADO
O deputado eleito com a maior votação da história do Brasil, Ciro Gomes (PSB-CE), disse em entrevista a Paulo Henrique Amorim nesta segunda-feira, dia 30, que o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso precisa ser desmascarado. “Esse sujeito circula pelo mundo afora desqualificando o processo político brasileiro”, disse Ciro Gomes.
Ciro Gomes disse também que um dos desafios do segundo mandato do Governo Lula vai ser promover a democratização dos meios de comunicação (aguarde o áudio). “Não temos que ter medo de avançar na questão da democratização dos meios de comunicação do Brasil”, disse Ciro Gomes.
Para Ciro Gomes, o presidente Lula deve ter um contato mais próximo com a imprensa e com os jornalistas. “O presidente Lula, de seu lado, deve falar mais com a sociedade brasileira através da mídia”, defendeu Gomes. Ele disse também que é preciso fortalecer os meios de comunicação alternativos e as cooperativas de jornalistas.
Leia a íntegra da entrevista com Ciro Gomes:
Paulo Henrique Amorim: Deputado, qual é a análise que o senhor extrai do resultado da eleição de ontem, da vitória do presidente Lula e a composição do novo mapa dos governadores em todo o país?
Ciro Gomes: Eu estou ainda bastante emocionado. É uma emoção vibrante que eu sinto em relação ao que fez o povo brasileiro nesse processo eleitoral em todas as dimensões. Quero explicar: a eleição do presidente Lula foi uma decisão lúcida do povo brasileiro porque acredito que, no processo democrático do país, do Brasil moderno, nunca um presidente foi tão agredido, tão atacado, tão insultado em coisas fundamentais como a sua própria honra pessoal, e o povo inteiro assistiu e percebeu o que estava em jogo e garantiu a vitória do Lula. O interesse nacional esteve em discussão, porque, ainda que de forma pouco explícita, havia ali duas concepções de país, a forma com que o Brasil deve ser inserido, e o povo inteiro assistiu, afirmou concretamente que o nacionalismo moderno, o compromisso nacional é o valor que tem que se segmentar no país. Em jogo, uma discussão entre elitismo, uma visão elitista do processo econômico, a visão elitista do processo produtivo, da própria sociedade brasileira e um compromisso popular genuíno. E o povo brasileiro teve clareza em afirmar, de forma esmagadora, esse interesse popular, de maneira que eu acho que quem ganhou foi esse conjunto de valores. Entretanto, o povo brasileiro não deu ao presidente Lula a vitória no primeiro turno. Isso é uma clara missão que tem que ser com muita humildade aprendida e eu creio que está sendo e foi para o presidente Lula e para todos nós que fazemos um arco de forças liberais. O brasileiro não quer que se repitam erros graves que aconteceram, o povo brasileiro precisa que nós construamos um quadro institucional e na questão da ética possa colocar as coisas nos termos corretos porque a ética não pode – e disse isso ao povo brasileiro nas eleições – o argumento oportunista que, não tendo comportamento ético, flagram falhas éticas do adversário e as manipulam inclusive com o esforço coadjuvante de uma certa imprensa que também levou uma lição preciosa do povo brasileiro, ou seja, o povo brasileiro é capaz de, de mesmo para as mediações interrompidas e manipuladas perceber inteligentemente aonde está o equilíbrio, aonde está o rumo correto. Não é só a questão da ética, que tomou relevo oportunista como disse, mas tomou relevo que não pode ser desconsiderado. É também a questão do modelo de concentração de renda, é também um crescimento medíocre que o país está vivendo, um modelo econômico que produziu coisas importantes e vamos continuar, mas é um modelo econômico também que não é satisfatório para as necessidades estratégicas de uma nação brasileira e para os potenciais que a nossa economia tem.
Paulo Henrique Amorim: E o que o senhor diria sobre a política econômica do segundo mandato? Já há, evidentemente, uma grande especulação, uma grande discussão, sobre o que significa a frase do ministro Tarso Genro quando disse: ‘Acabou a era Palocci’. O que significa isso na sua opinião? O que é acabar com a ‘era Palocci’?
Ciro Gomes: Eu acho que nós deveríamos evitar todos os adjetivos que você, Paulo Henrique, tem muita experiência e sabe que as coisas são como são para atender a interesses hegemônicos. E hoje ainda é hegemônico no Brasil, apesar de uma mudança importante, mas ainda é hegemônico no Brasil o modelo do rentismo, em que os banqueiros são os intermediadores de ganhos espetaculares para 50 ou 70 mil brasileiros bem postos com seus saldos financeiros. E o Estado nacional brasileiro ainda é o grande promotor desta perversão que nos faz muito mal, atrapalha quem produz, atrapalha quem trabalha e o estado brasileiro está longe de cumprir as mínimas tarefas de segurança pública, saúde pública, educação pública e as energias do modelo tributário brasileiro perverso. Isto é o concreto, isto é o substantivo. Eu discreto da frase do meu companheiro e amigo Tarso Genro porque acho que o presidente Lula tem que refletir serenamente, mais substantivo e menos objetivo. O que vamos fazer para corrigir o desequilíbrio do câmbio. Mais ação e nada de conversa. O que vamos fazer para corrigir as disfunções da política monetária. Ou seja, como fazer com que o objetivo estratégico do Brasil seja crescer e distribuir renda, sem adjetivo, até porque a base das contas externas, a base fiscal do país, enfim, o controle da inflação, estão postos. Então, não precisa fazer nada espetacular, é preciso ir ajustando, mas ter clareza de que o objetivo estratégico do Brasil não é apenas controlar a inflação. O objetivo estratégico do país deve ser sobremaneira, a qualquer custo, crescer. Crescer com suficiência para cobrir os ganhos de produtividade, que pararam por causa de informalidade brutal e crescer com suficiência para cobrir a chegada dos jovens ao mercado de trabalho.
Paulo Henrique Amorim: Eu gostaria que o senhor aprofundasse, se fosse possível, a questão da mídia e o governo. A questão da mídia no Brasil, na minha modestíssima opinião não é apenas o fato de que a mídia no Brasil é uma mídia de oposição maciçamente, com exceções honrosas, como por exemplo a da Carta Capital, mas é também uma mídia que age no processo político e agiu no processo político. E a mídia, na minha opinião, tem se comportando como uma ameaça ao funcionamento do sistema democrático no Brasil. Como o presidente Lula deve reagir diante desse quadro que se agravou no primeiro mandato dele?
Ciro Gomes: Eu acho que entre outras lições importante que o presidente Lula muita seguramente – eu converso com ele com certa freqüência – é a questão da conciliação do país depois desse processo eleitoral. Não pode ser uma conciliação oportunista e que não faça avançar os bons costumes democráticos que nós estamos vivenciando no país. Um dos pontos dessa conciliação de mérito é tratar essa questão do comportamento democrata de outros setores da nossa mídia. E interferiu certamente com desequilíbrio no processo político-eleitoral, a democracia moderna de massas precisa de uma imprensa plural, se não houver uma imprensa plural há uma distorção grave, perigosa, desqualificadora mesmo do processo democrático. Como eu penso, assim como você disse, eu penso, não estou falando o presidente Lula, jamais que arvoraria nisso, eu penso que o presidente Lula de seu lado deve diretamente conversar com a sociedade brasileira através da mídia. Falar mais com a imprensa, se submeter mais ao crivo, ao escrutínio, à crítica, que se vulgarize, na melhor acepção que esse termo possa ter, a relação do presidente da República, da Presidência da República, com a mídia. Que não seja uma relação puramente espetaculosa, escandalosa, oportunista, inconveniente não aos processos plurais que nós estamos defendendo. De outro lado, nós precisamos ter clareza de que não temos que ter medo que, assim como na economia – menos adjetivo, mais substantivo –, de avançar numa questão substantiva que é a questão da democratização dos meios de comunicação no Brasil. Acho isso com clareza, agora sou mandatário, com um conjunto da sociedade brasileira que se reúne aqui no Ceará, e eu vou participar desse debate. Quando a gente discute democratização dos meios de comunicação, os que têm o monopólio disso vão sempre inventar que isso é autoritário, vão sempre querer desqualificar que isso é controle. Não é. É preciso incentivar dramaticamente os meios de comunicação alternativos, fortalecer cooperativa de jornalistas, financiar e, nisso, conceder canais de televisão, e discutir isso depois das eleições. Na América do Norte não é menos democrática porque as grandes redes de televisão lá são reguladas para não ficar 24 horas no ar. A produção regional no Brasil é uma imposição da questão federativa, da diversidade cultural que está sendo pasteurizada. O vanguardismo cultural precisa ter espaço. Isso tem que ser discutido abertamente, sem preconceito, mas também sem medo. Precisamos conversar com o povo. De boa fé, com clareza, com profundo senso democrático e avançar par ao futuro.
Paulo Henrique Amorim: O que o senhor acha que será o papel do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e como ele vai se inserir nesse debate público do segundo mandato do presidente Lula?
Ciro Gomes: Esse cidadão tem que ser desmascarado. Ele inclusive tem feito coisas absolutamente absurdas, que é circular pelo mundo afora desqualificando o processo político brasileiro. Um homem que dobrou a dívida pública brasileira em oito anos. Que aumentou em 11 pontos percentuais a carga tributária, um homem que privatizou U$S 100 bilhões em oito anos, um homem que destruiu a infra-estrutura do país, um homem que internacionalizou, criando o passivo externo que quebrou o Brasil três vezes, um homem que manipulou o câmbio, inclusive com ingerência do Fundo Monetário Internacional obtida pelo senhor Bill Clinton, e eu conheço detalhes da história, um homem desses tem que ser desmascarado, se recolher ao recato que nunca se recolheu da tradição brasileira do ex-presidente.
http://conversa-afiada.ig.com.br/materias/397501-398000/397680/397680_1.html
30/10/2006 15:26h
O PSDB É SÃO PAULO
Máximas e mínimas 3
Paulo Henrique Amorim
. Por sugestão de um amigo ex-trotskista, calculei quantos deputados de São Paulo comporão a nova bancada do PSDB na Câmara Federal. A bancada do PSDB é de 66 deputados. Desses, 18 foram eleitos em São Paulo.
. Quer dizer, um terço do PSDB é São Paulo.
. Tem alguma coisa errada com o PSDB.
. Ou com o Brasil...
http://conversa-afiada.ig.com.br/materias/397501-398000/397688/397688_1.html
30/10/2006 11:40h
A VITÓRIA DE LULA FOI IDEOLÓGICA
Máximas e mínimas 2
Paulo Henrique Amorim
. A vitória de Lula foi uma vitória ideológica. Assim como muita gente tem medo de usar a palavra “impeachment” quando quer o “impeachment”, muita gente está com medo de usar a palavra “ideologia”, que também começa com “i” e nele se pode botar um pingo.
. Pela primeira vez na historia do ciclo “pós militar”, a ideologia trabalhista venceu a ideologia conservadora de forma clara e, como diz o New York Times, de forma “esmagadora” (como é chic citar o New York Times...).
. Lula chega ao segundo mandato muito mais forte do que chegou ao primeiro.
. E chega com uma vitória claramente pela esquerda: com a opção preferencial pelos pobres.
(Não fosse ele um bom católico).
. No segundo turno, Lula levou a discussão para a esquerda e empunhou uma bandeira típica da esquerda brasileira, do getulismo, do brizolismo: a do combate à privatização.
. Como diria a professora Marilena Chauí, Lula se lembrou que é de esquerda.
. Na batalha universal entre trabalhistas e conservadores – e essa é uma mudança na qualidade da política brasileira – e mudança para melhor – na batalha universal entre direita e esquerda, ganhou a esquerda.
. E FHC, se calçasse as sandálias da humildade, deveria ir pra casa e perguntar: como é que eu faço para o meu “pólo de poder” se aproximar do povo?
. O PSDB se tornou um fenômeno paulista.
. O PSDB de São Paulo está isolado ideologicamente. E geograficamente.
. São Paulo precisa voltar para dentro do Brasil.
. O PSDB não existe no Rio nem no Nordeste.
. O PSDB precisa voltar a entender de Brasil, fora de São Paulo.
. Aécio Neves não é o PSDB de São Paulo. Ele sabe que se cair na armadilha da UDN de São Paulo, não chega a Presidente nunca.
. Yeda Crusius não tem saída: ou ela se entende com o Governo Lula, ou o Rio Grande do Sul não sai da crise econômica. E ela faz um Governo igual ao de Rigotto, que nem foi para o segundo turno.
. Ou o PSDB entende que os freqüentadores da Praça Buenos Aires não são o povo brasileiro ou vai virar o PFDB, como diz o Maurício Dias, e não passa dos 39%.
http://conversa-afiada.ig.com.br/materias/397501-398000/397601/397601_1.html
30/10/2006 09:51h
LULA NÃO DEU ENTREVISTA AO FANTÁSTICOMáximas e mínimas, 1
Paulo Henrique Amorim. Ao proclamar o vencedor, o ministro Marco Aurélio de Mello não disse que Lula ganhou. Mas, sim, que diante dos votos a contar, Alckmin não podia mais ganhar.
. Numa entrevista exibida pela Rede Record, FHC, no dia da eleição, disse que o PSDB tinha se tornado “um pólo de poder”. Sabendo-se que Lula bateu Alckmin pelo mesmo placar com que goleou Serra em 2002, pergunta-se: esse pólo tem poder sobre o quê?
. Dá para nomear o embaixador em Bagdá?
. FHC disse ontem também: “Governabilidade é problema de quem foi eleito” – começou...
. Dos 27 governadores eleitos, 16 apóiam Lula. O “pólo de poder” dirigido por FHC tem 11.
. Na entrevista coletiva, Lula fez questão de agradecer a presença do Governador Marcelo Miranda, do PMDB de Tocantins.
. Quem serão os interlocutores do candidato a Presidente José Serra? O PSDB elegeu os governadores de Minas (que têm os mesmos objetivos que ele), Rio Grande do Sul, Alagoas, Paraíba e de Roraima.
. Quando vai aparecer o primeiro dossiê contra Aécio?
. Onde andará o delegado Bruno?
. Qual será o tratamento que os jornais de São Paulo darão a Aécio?
. Os debates nas emissoras de tevê servem para quê?
. No Rio, ganhou Garotinho e perdeu César Maia.
. A eleição de Lula no segundo turno jogou no lixo as teses racistas do tipo “Lula só ganha no Nordeste”; “Só pobre vota em Lula”; “Negro é que vota em Lula”; “Quem vota em Lula é analfabeto”; “Lula só ganha porque fez o Bolsa Familia”.
. Em 2002, imediatamente após saber que tinha sido eleito, Lula deu uma entrevista a Pedro Bial, no Fantástico. Ontem, a primeira pergunta de uma entrevista coletiva coube ao repórter Celso Teixeira, da TV Record.
. À Globo coube a mais longa pergunta da historia do jornalismo contemporâneo.
. Em 2002, na segunda-feira após a eleição, Lula “co-ancorou” o Jornal Nacional com Fátima Bernardes e William Bonner. E hoje?
. Alckmin diz que não vai contestar a vitória de Lula na Justiça. Contestar como?
. A partir de hoje, segunda, dia 30, começa a tentativa de desestabilização via “risco-país”. Tarso Genro acabou de anunciar o óbvio, aquilo mesmo que Alckmin pregava: ênfase no crescimento e, portanto, fim da “era Palocci”. É por aí, porém, que vai começar a batalha da oposição para desacreditar a política econômica do segundo mandato. Depois do “dólar Lula”, que a Goldman Sachs criou em 2002, começa a nascer o “dólar Genro”. Mesmo depois de Lula dizer na coletiva que a política econômica continuará a ser de “austeridade”.
. Quando se fala em fim das oligarquias no Maranhão e na Bahia seria bom incluir o Ceará.
. O PFL tem um “governador” – o do Distrito Federal, que, antigamente, se chamava de “prefeito”.
. Quando interrompeu o Jornal Nacional de sábado, pouco antes de se conhecer o resultado das ultimas pesquisas, o ministro Marco Aurélio de Mello conclamou o eleitor brasileiro a exercer o supremo direito de uma democracia: votar. Será que o presidente do TSE tornou o voto no Brasil facultativo?
. “Overcoming a series of corruption and political scandals that tarred his image and undermined his credibility, President Luiz Inácio Lula da Silva of Brazil won a landslide re-election victory in a runoff vote on Sunday”. É assim que começa a reportagem do correspondente do New York Times no Brasil, Larry Rohter. Poderia ter dito inclusive “...superando também a acusação de beber demais ...” (Em tempo: “landslide” significa “esmagadora”, “vitória esmagadora” – palavra que não se viu na “imprensa pátria” - como diria o ministro Marco Aurélio de Mello).
. Quando se fala em “dossiê contra os tucanos” seria bom explicar por que é “contra os tucanos”.
. Diz-se que Lula não tem candidato à sucessão, porque não sobrou ninguém no PT. E Jacques Wagner? E Ciro Gomes? E Eduardo Campos?
. Lula teve 58 milhões de votos. É a população da Itália.
http://conversa-afiada.ig.com.br/materias/397501-398000/397567/397567_1.html29/10/2006 20:12h
VOX: 85% DOS BRASILEIROS TORCEM PARA QUE O GOVERNO LULA DÊ CERTOUma pesquisa realizada pelo instituto Vox Populi que será publicada nesta segunda-feira, dia 30, pela revista Carta Capital diz que 85% dos brasileiros torcem para que o governo Lula dê certo. A pesquisa ouviu mais de duas mil pessoas em mais de cem municípios brasileiros, entre os dias 23 e 24 de outubro.
O diretor-adjunto de redação da Carta Capital, Maurício Dias, disse ao Conversa Afiada que, como a pesquisa foi realizada antes da eleição (segundo turno), trata-se de um retrato da expectativa dos brasileiros sobre uma possível vitória de Lula.
Nas Urnas, Lula confirmou as pesquisas e por volta das 19h30 deste domingo, dia 29, o presidente do TSE Marco Aurélio Mello, o declarou reeleito.
http://conversa-afiada.ig.com.br/materias/397501-398000/397536/397536_1.html29/10/2006 22:27h
61 x 39: ENTENDA OS NÚMEROS DA GOLEADAPaulo Henrique AmorimA goleada de Lula se explica da seguinte maneira:
1) Alckmin teve menos votos no segundo turno do que no primeiro: 40 milhões de votos x 37 milhões de votos.
A única vez em que isso aconteceu na política brasileira – ter menos votos no segundo turno – foi com outro tucano, candidato a prefeito de Belo Horizonte, Amílcar Martins;
2) Lula diminuiu a diferença em São Paulo: Lula subiu dez pontos percentuais; Ou seja, a eleição de José Serra no primeiro turno e a entrada de Fernando Henrique na campanha beneficiaram Lula;
3) Alckmin deu o beijo da morte no Rio. No primeiro turno, Lula ganhou de 49% a 28%. No segundo, Lula subiu vinte pontos – passou para 69%. E Alckmin passou de 28% para 30%;
4) Minas. A eleição de Aécio no primeiro turno também beneficiou Lula. No primeiro turno, Lula ganhou de 50% a 40%. No segundo, de 65% a 34%.
5) No Ceará, o presidente do PSDB, Tasso Jereissati, aprofundou a derrota de Alckmin. No primeiro turno, Lula ganhou de 71% a 22%. No segundo, de 83% a 17%;
6) Na Bahia, a eleição de Jacques Wagner no primeiro turno beneficiou Lula. No primeiro turno, Lula ganhou de 66% a 26%. No segundo, de 78% a 21%.
7) No Rio Grande do Sul, Lula diminuiu a diferença pró-Alckmin. No primeiro, Alckmin ganhou de 55% a 33%. No segundo, foi de 55% a 44%. Ou seja, Alckmin não se mexeu, embora Yeda Crusius tenha sido eleita;
8) No centro oeste, Lula virou o jogo. No primeiro turno, Alckmin ganhou de 51% a 38%. No segundo, Lula ganhou de 52% a 47%.
9) No Amazonas, estado do líder do PSDB, Senador Arthur Virgilio, que prometeu dar uma “surra” no Presidente Lula, no primeiro turno Lula ganhou de 78% a 12%. No segundo foi de 86% a 13%. Enquanto isso, Virgilio teve 5,5% dos votos para governador.
10)A vitória de Lula sobre Alckmin – 61% a 39% - foi igual à vitória de Lula sobre Serra, no segundo turno de 2002: 61% a 39%.
http://conversa-afiada.ig.com.br/materias/397501-398000/397539/397539_1.html
29/10/2006 23:42h
MAURÍCIO DIAS: “A DECEPÇÃO NÃO MATOU A ESPERANÇA”O diretor-adjunto de redação da revista Carta Capital, Maurício Dias, disse em entrevista a Paulo Henrique Amorim neste domingo, dia 29, que a vitória de Lula mostra que o eleitor ainda tem esperança que o Governo Lula seja bom. A Carta Capital publica nesta segunda-feira, dia 30, uma pesquisa do instituto Vox Populi que mostra que 85% dos brasileiros querem que o Governo Lula dê certo (leia acima).
Maurício Dias disse que acredita que existe uma oposição que aposta ainda num terceiro turno. Ou seja, uma parte da oposição que vai tentar deslegitimar o Governo Lula. “Esses vão fazer parte do conjunto de 9% da sociedade, que são aqueles que torcem para que o governo não dê certo”, disse Dias.
Para Maurício Dias, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso é o maior representante da direita brasileira. E isso reflete no PFL que é um partido em decadência. “O PSDB é o PFL. O PFL está em franca decadência. O PSDB está ocupando o lugar do PFL, que é um partido que representa uma parcela da sociedade e está sumindo”, explicou Maurício Dias.
Segundo essa pesquisa, a geração de emprego é a prioridade para 46% dos brasileiros. 23% dos entrevistados acham que a saúde pública é a prioridade.
Aguarde a íntegra da entrevista com Maurício Dias.
http://conversa-afiada.ig.com.br/materias/397501-398000/397540/397540_1.html
VIVA LULA
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29 Outubro 2006
Denúncia: Fraude no debate. A Globo mentiuA Rede Globo montou uma farsa no debate eleitoral. Com o intuito de ajudar o candidato Geraldo Alckmin, a Globo levou ao debate várias pessoas que segundo o Ibope eram indecisos. Só que agora, o site de relacionamento Orkut mostra a verdade. Tudo não passou de uma armação da Globo. No debate de ontem, a regra era que os eleitores indecisos formulassem uma pergunta para os candidatos.
Alan Brito de Fortaleza-Ceará, era um dos indecisos. Ele perguntou, o que o futuro presidente faria para a melhoria dos transportes, e deu como exemplo o caso dele, que pegava todo dia três ônibus para chegar a faculdade.
Só que a Globo não esperava que a farsa fosse desmascarada tão rápido. Alan Brito mora na frente da Faculdade que estuda. Não tem como ele pegar três ônibus, contam seus amigos da comunidade do Orkut. A pergunta foi montada para prejudicar o Presidente Lula. Não foi uma pergunta gerada por um indeciso, mas sim pela própria produção do debate. A Globo contrariou as regras que descreveu. E tem mais.
O tal eleitor indeciso faz parte da comunidade contrária a Lula a "Presidente Mulla". No perfil do Alan Brito no Orkut, a maior parte dos seus amigos são eleitores de Geraldo Alckmin. Provavelmente isso explica o fato dos "eleitores indecisos" gaguejarem tanto na hora de ler suas próprias perguntas, como se não tivesse saido de suas próprias cabeças.
A verdade está no próprio profile de Alan Brito.Veja a prova
http://www.orkut.com/Profile.aspx?uid=15015107971567257159Os amigos de Alan estão indignados com a mentira e ainda fundaram uma comunidade no orkut para denunciar o caso.
Veja o link: Comunidade:
http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=22669879
Vejam só essa declaração que o Marco Aurélio Mello deu hoje na hora dele votar. NÃO DÁ PRÁ CONFIAR NELE POR TUDO O QUE ELE TEM DITO E FEITO ULTIMAMENTE. TEMOS QUE FICAR DE OLHO NAS URNAS.
29/10/2006 - 10h59
Sem declarar voto, presidente do TSE diz que votou em quem vai ganhar
PATRÍCIA ZIMMERMANN
da Folha Online, em Brasília
O presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), Marco Aurélio Mello, disse hoje que votou no candidato que "ganhará as eleições". Questionado se essa resposta estava baseada nas pesquisas eleitorais --que indicam a vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT)-- ou se era uma esperança de "virada", ele foi evasivo e não deixou certeza sobre o seu voto.
"Acho que o eleitor não pode se basear nas pesquisas. O eleitor tem de votar de forma conscientizada. Essa idéia do voto útil é um pouco distorcida. Ela é implementada em uma visão míope. O eleitor deve buscar a intenção daquela que entenda que seja o melhor candidato."
Segundo ele, no primeiro turno as pesquisas indicavam "certos resultados que não se confirmaram". "Vamos aguardar."
O presidente do TSE, que vota em uma escola no Lago Sul --bairro nobre de Brasília-- aguardou na fila a sua vez de votar. Na sua frente havia três eleitores. Ele levou dois segundos para votar e distribuiu aos mesários broches da campanha do TSE "Vota Brasil".
Mello reiterou hoje que antes da meia-noite será possível saber quem venceu as eleições presidenciais. A expectativa é que até as 22h terá 90% dos votos totalizados a não ser que as disputam sejam muito acirradas.
http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u85994.shtml
29/10/2006 07:59h
FHC E SERRA UNIDOS CONTRA AÉCIO
Paulo Henrique Amorim
Júpiter se convenceu de que a raça humana se mancomunou numa conspiração diabólica e decidiu que todos os homens morreriam na inundação que ia provocar.
E uma nova raça nasceria, sob seu comando indiscutível. (*)
FHC, ou Júpiter, não tem saída: ele precisa destruir Lula.
Para evitar a comparação que o transformará numa nota de pé de pagina da História brasileira.
FHC não quer entrar para a História como a versão brasileira de Carlos Salinas de Gortari, Alberto Fujimori e Carlos Menem.
Ele quer ser único: FHC. Ou Júpiter.
E FHC não é FHC só ele. É FHC e a mídia brasileira.
Se quiser, FHC sai na mídia brasileira todo dia. Mesmo quando viaja, a mídia brasileira reproduz qualquer coisa que ele diga no exterior.
Por que será que de todos os ex-presidentes, FHC é o único que não se candidatou a mais nada?
Sarney é senador. Itamar Franco foi governador. Collor é senador.
Primeiro, porque ele corre o risco de perder uma eleição. Qualquer uma.
Segundo, porque ele já tem o púlpito.
FHC e a mídia brasileira são uma coisa só.
E como há essa terrível conspiração contra ele – da esmagadora maioria do povo brasileiro – a única saída de FHC é destruir Lula.
Para conseguir isso, ele usará a mídia -- e o PSDB.
Ele já usou o PSDB para executar a estratégia do “sangramento” – aquela que consistia em fazer Lula sangrar, levá-lo exangue à eleição, e FHC, nos braços do povo, voltaria à piscina quente do Alvorada.
FHC e a mídia foram os responsáveis pela radicalização udenista ultra-conservadora – a refundação do Clube da Lanterna -, que, por um triz, não levou ao impeachment; e, na ultima hora, impediu que a eleição se definisse no primeiro turno.
Agora, FHC não pode permitir que o PSDB aceite a derrota fragorosa – caso o Presidente Lula se reeleja com a margem que as pesquisas anunciam.
O PSDB não pode jogar o jogo da oposição civilizada.
Isso significaria curvar-se à hegemonia de Lula e do projeto político trabalhista.
Significaria admitir que, além de tudo, foi uma derrota no campo ideológico.
Aceitar a derrota, jamais.
O PSDB – e a mídia que segue FHC – tem que manter a chama acesa – a lanterna ligada – e dar “a surra” que o Senador Arthur Virgilio prometeu dar no Presidente Lula, antes de amealhar 4% dos votos para Governador no Amazonas.
Aécio Neves e José Serra, teoricamente, querem jogar o jogo da oposição civilizada.
Ambos são candidatos à Presidência. Não devem (teoricamente) querer muita confusão.
Aécio e FHC não se bicam.
Na verdade, a vitória de um é a derrota do outro.
Interessa a Serra fortalecer FHC para enfraquecer Aécio.
Serra joga o jogo do democrata com Lula.
E apunhala Aécio com a mão de FHC.
A partir deste domingo, FHC se alia a Serra.
Quando se ler “Serra”, leia-se “Serra e FHC contra Aécio”.
Quando se ler “FHC”, leia-se “FHC e Serra contra Aécio”.
Até que isso seja do interesse de FHC.
A partir deste domingo, com Serra e FHC, o PSDB de São Paulo sepulta Alckmin, e retoma o controle do partido.
Serra e FHC sempre poderão dizer: “Eu não disse que o Serra era melhor candidato ?”
O PSDB de São Paulo são três: Serra, FHC e a mídia.
Aécio é um só.
A estratégia de FHC é arriscada: pode dividir o PSDB.
Não tem importância. Se preciso for, FHC destrói o PSDB – na esperança de que isso preserve o que considera seu patrimônio político.
Se preciso for, ele deixa Serra pelo caminho.
E Serra e Aécio que se comam um ao outro.
Júpiter provocará a inundação do PSDB para recriar a humanidade – à sua feição.
Porque FHC, se puder, não vai deixar “o homem trabalhar”.
(*) Trata-se de uma simplificação do magistral poema “Lycaon”, em “Metamorphoses”, de Ovídio, Penguin Books, 2004, Inglaterra, Livro I - pág 13, tradução de David Raeburn.
http://conversa-afiada.ig.com.br/materias/397001-397500/397462/397462_1.html
Paraíba
Polícia investiga dinheiro ilegal jogado pela janela
Da Agência Brasil
28/10/2006 - 20h59
Brasília - A Polícia Federal abriu inquérito para apurar a origem e a finalidade dos R$ 304,5 mil em dinheiro que foram apreendidos na noite de sexta-feira pela Justiça Eleitoral de João Pessoa. O dinheiro foi jogado pela janela, em uma tentativa de despistar os fiscais. Pelas características da apreensão, a Justiça Eleitoral acredita que o dinheiro estaria sendo usado ilegalmente para campanha eleitoral por partido político.
A apreensão ocorreu um dia após a Polícia Rodoviária Federal ter apreendido R$ 42.850 e um carro alugado com dois apoiadores do PSDB, partido do atual governador do estado da Paraíba, que concorre à reeleição, Cássio Cunha Lima. Os dois aliados políticos foram presos. O dinheiro estava separado em envelopes com o nome de prefeitos e os valores. O PSDB afirma que não há ilegalidade e que o dinheiro havia sido registrado, portanto a prisão seria arbitrária.
Ontem, segundo relato de Flávio Souto, diretor do Cartório Eleitoral da cidade, os fiscais receberam uma denúncia anônima de uso ilegal de dinheiro de uma locadora de automóveis para fins eleitorais. Os fiscais foram averiguar e encontraram um escritório sem características de uma locadora, inclusive sem veículos. O local, no entanto, não apresentava características de ser um comitê de campanha política.
Olavo, como se apresentou a pessoa que atendeu aos fiscais, permitiu a entrada, mas não a vistoria minuciosa do local, já que os fiscais não tinham mandado de busca e apreensão. Quando iam embora, os fiscais receberam a denúncia de testemunhas que passavam pela calçada de que duas sacolas haviam sido jogadas pela janela naquele momento.
Os fiscais pediram uma escada e apreenderam o material em cima da marquise do prédio: duas caixas de papelão com 40 camisetas amarelas sem logomarcas ou escritos, 100 contas de água, luz e telefone quitadas, um título eleitoral em nome de Erivan (Souto não soube precisar o sobrenome) e R$ 304,5 mil em notas de R$ 50.
“Duas coligações disputam as eleições, uma de cor amarela e outra de cor vermelha. Há forte indício de que seria usado em campanha eleitoral, mas é cedo para afirmar”, diz Souto, que é responsável pela fiscalização da propaganda eleitoral em João Pessoa.
A Polícia Federal da Paraíba abriu inquérito para investigar o caso. O Tribunal Regional Eleitoral (TRE) aguarda o resultado das investigações. Hoje (28), os fiscais voltaram à suposta locadora de veículos, com o mandado de busca e apreensão. Duas pessoas já prestaram depoimento: o servidor público Roberto Pinto, que viu quando as duas caixas foram arremessadas, e os fiscais que estiveram no local.
http://www.correioweb.com.br/hotsites/eleicoes2006/noticias.htm?ultima=2688236
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28/10/2006 - 19h39
Lula venceu o debate na opinião de 49%, diz Datafolha
da Folha Online, em Brasília
Pesquisa Datafolha realizada em parceria com a TV Globo mostra que na opinião de 49% dos eleitores que assistiram ao debate promovido ontem à noite pela TV Globo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) venceu o embate contra Geraldo Alckmin (PSDB). Para outros 35%, Alckmin se saiu melhor.
Dos eleitores entrevistados, 53% disseram ter assistido ao debate --47% não assistiram ao programa. Desse total, 22% disseram não ter visto o programa inteiro e, 31% responderam que viram apenas parte do debate.
Entre os que declararam ter assistido ao debate inteiro, 51% apontaram Lula como o vencedor. Entre os que assistiram apenas parte do programa, o percentual dos que indicaram a vitória do petista é de 47%.
O Datafolha ouviu 5.196 eleitores em 354 municípios do país. A margem de erro da pesquisa é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos. A pesquisa foi realizada hoje.
http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u85974.shtml
28/10/2006
Ultimo Datafolha: vantagem de lula é de 22 pontos
Anote aí para conferir depois: integrante do alto comando de um dos comitês de campanha acaba de informar ao blog o resultado da última pesquisa Datafolha, a ser publicada na edição domingueira da Folha. Computados os votos válidos, Lula beliscou 61%. Alckmin, 39%. Se os números estiverem corretos, Lula chega à beirada da urna com uma dianteira de 22 pontos percentuais. Pode mandar engomar a faixa presidencial.
Escrito por Josias de Souza às 16h50
http://josiasdesouza.folha.blog.uol.com.br/
A última canalhice da Globo
Sobre o golpe que a Globo tentou aplicar no público no debate do dia 27/10/2006: Desmascararam os "indecisos" que estavam na platéia para fazer perguntas aos candidatos.
Todas elaboradas minunciosamente para ajudar o candidato tucano a levantar calúnias contra o presidente Lula.
Já descobriram que o estudante que fizera a questão sobre o transporte mentiu: alegou dificuldades para assistir às aulas devido ao fato de precisar pegar 3 ônibus para chegar à faculdade, mora EM FRENTE à mesma. Seus colegas, indignados revelaram a farsa no orkut e seu profile está lotado de manifestação de repúdio ao seu comportamento.
Nos anos em que fiz faculdade (entre 1993 até 1999, durante muito tempo do mandato de FHC), sabia muito bem da distância entre o Campus, a Praça Universitária, meu local de trabalho e minha casa. Se eu fosse culpar alguém pelo fato de precisar acordar às 4:30 da manhã para percorrer um trajeto longo, no qual precisava pegar 2 ônibus lotados, e depois da aula (sem tempo para almoço) pegar mais 2 ônibus, trabalhar o dia inteiro e ainda me dirigir para a outra faculdade que cursava ao mesmo tempo (mais 1 ônibus que ia e voltava lotado), reclamaria deste transtorno na câmara de vereadores da minha cidade e não em um debate presidenciável na TV.
Por que ele não elaborou um abaixo-assinado com os seus demais colegas de faculdade e o levou ao conhecimento da prefeitura da cidade onde ele mora? Sinal que ele mente ou é muito desinformado. Talvez ele tenha gostado dos trocados que a Globo lhe pagou para mostrar para o Brasil inteiro o tamanho do seu caráter.
Também foi muito estranho aquele rapaz "indeciso" se lamentando porque seu vizinho receberia 13º salário e ele não pelo fato de trabalhar sem carteira assinada. Quem precisa do emprego que tem iria denunciar o próprio patrão por não cumprir adequadamente suas obrigações como empregador registrando seu funcionário AO VIVO E EM CADEIA NACIONAL?
Caso isto realmente o incomodasse ele já teria procurado seu sindicato ou feito uma denúncia junto ao Ministério do Trabalho. Gente que se vendeu barato para conseguir segundos de fama mentindo para o Brasil e mostrando o tamanho de seu caráter.E o que é pior: colaborando para mais um golpezinho rasteiro da Globo.
Texto da Denise Prado Cerqueira Kubota que me foi enviado pelo Murilo Goulart.
Sábado, 28 de outubro de 2006, 14h45 Atualizada às 15h04
PF convocará secretária do PSDB que indicou testemunha
Juliana Michaela
Direto de CuiabáA Polícia Federal vai convocar a secretária-executiva do PSDB de Pouso Alegre (MG), Rosely de Souza Pantaleão, para prestar depoimento em Varginha (MG). Rosely foi quem apresentou como testemunha à PF o falso "laranja" no caso do dossiê contra tucanos, o padeiro Luis Armando Silvestre Ramos, que se fez passar por Aguinaldo Henrique Delino. A informação é do superintendente da Policia Federal de Mato Grosso, Daniel Lorenz.
Rosely será ouvida pela PF de Varginha, onde foi instaurado inquérito contra Ramos por falsidade ideológica e falso testemunho. A PF tem informações de que ela é uma das fundadoras do PSDB de Pouso Alegre e quer saber qual a participação dela nas declarações do padeiro.
Ramos, em seu depoimento à Polícia Federal, na quinta-feira, afirmou ter transportado R$ 250 mil de Pouso Alegre (MG) para São Paulo (SP), a fim de entregar o dinheiro a uma pessoa que identificou como o ex-coordenador de comunicação da campanha de Aloísio Mercadante (PT) ao governo de São Paulo, Hamilton Lacerda. Lacerda foi apontado como o homem que teria levado o R$ 1,75 milhão a petistas que comprariam o suposto dossiê.
A PF de Minas Gerais pediu a prisão preventiva de Ramos pelo falso depoimento. O padeiro, porém, não pode ser preso devido ao período eleitoral. Luis Silvestre Ramos está desaparecido.
Ramos já havia declarado em uma entrevista à televisão local que ajudou a transportar o dinheiro para São Paulo. Ele declarou que seu ex-chefe, o produtor de eventos, Luis Armando Silvestre Ramos (que na verdade era o próprio), com o qual havia trabalhado há mais de um ano, solicitou para usar a sua conta bancária para fazer transferências.
No depoimento, o padeiro teria afirmado que apresentaria futuramente o cartão e os extratos bancários comprovando a movimentação financeira, pois no momento do interrogatório não estava com os documentos. Por volta das 2h de ontem, a PF confirmou que não houve movimentações financeiras no banco no período apontado por ele. Na sexta-feira pela manhã, a PF procurou Ramos, que não foi localizado.
O superintende da PF de MT, Daniel Lorenz disse que Rosely havia procurado a superintendência afirmando ter um vídeo de uma pessoa que declarava ter transportado o dinheiro para Lacerda. O canal de televisão SBT divulgou um vídeo feito por Roseli apresentando entrevista com Ramos onde ele declara que havia realizado o transporte dos valores.
O delegado da Polícia Federal de Mato Grosso Diógenes Curado, responsável pelo caso do dossiê, deve passar o sábado analisando documentos. No domingo, o superintendente da PF no Estado vai conceder uma entrevista coletiva às 14h para fazer um balanço das investigações.
Redação Terra
http://noticias.terra.com.br/eleicoes2006/interna/0,,OI1217359-EI6651,00.htmlSábado, 28 de outubro de 2006, 11h31 Atualizada às 13h17
Lula: PSDB usou "laranja podre" contra o PTSimão Zygband
Direto de São Bernardo do CampoPaulo Whitaker/Reuters
Lula recebe apoio de eleitores no último compromisso de sua agenda eleitoralO candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT) acusou o PSDB de envolvimento com o falso depoimento de Luiz Armando Silvestre Ramos - que havia se apresentado à Polícia Federal como Aguinaldo Henrique Delino. Segundo Lula, o envolvimento da secretária-executiva do PSDB de Pouso Alegre (MG), Rosely de Souza Pantaleão, com o caso mostra o "trabalho sujo" feito pelo partido, em um "ato de desespero".
"Por causa do desespero, o PSDB arranjou uma laranja podre, que fez um trabalho sujo para prejudicar a minha campanha, mas o caso foi desvendado em poucas horas", comentou Lula, durante caminhada em São Bernardo do Campo (SP), neste sábado, véspera das eleições presidenciais.
Para o candidato do PT, "o povo tem consciência do que aconteceu" e sinalizou com a possibilidade de uma armação do PSDB. Lula assegurou que sua campanha "não tem interesse em trabalhar com nenhum tipo de dossiê".
Rosely teria denunciado à PF a existência de um "laranja" e apresentado Ramos à polícia. Em seu falso depoimento, Ramos afirmou ter levado R$ 250 mil para um homem que apontou como Lacerda (Hamilton Lacerda, ex-coordenador da campanha de Aloizio Mercadante). O valor seria parte do R$ 1,7 milhão que seria pago por petistas pelo dossiê que comprovaria o envolvimento dos tucanos José Serra e Geraldo Alckmin com a máfia das ambulâncias. Posteriormente, a PF descobriu que o depoimento era falso.
A Polícia Federal também investiga o envolvimento do PSDB com o caso. Desde ontem Ramos, que teve sua prisão preventiva decretada, está desaparecido.
A secretária-executiva do PSDB, por sua vez, negou conhecer Ramos e descartou interesse político no caso. Segundo Rosely, ela agiu "como cidadã" ao encaminhar o falso "laranja" à PF.
A caminhada de Lula em São Bernardo do Campo, último compromisso de sua campanha neste segundo turno, foi acompanhada pela primeira-dama Marisa, por Marta Suplicy, coordenadora da campanha do petista em São Paulo, e por políticos como Frank Aguiar e Vicentinho.
Redação Terra
http://noticias.terra.com.br/eleicoes2006/interna/0,,OI1217117-EI6652,00.htmlSábado, 28 de outubro de 2006, 05h45 Atualizada às 08h39
Dossiê: PF apura se PSDB agiu em denúncia falsaA Polícia Federal (PF) passou o dia desta sexta-feira investigando se há relação entre Luís Armando Silvestre Ramos, autor de falsa denúncia envolvendo Hamilton Lacerda, ex-coordenador da campanha do senador paulista Aloizio Mercadante (PT), e a jornalista Roseli Pantaleão, secretária-executiva do PSDB na cidade de mineira de Pouso Alegre. Roseli, que nega motivação política no caso e garante desconhecer Ramos, foi quem intermediou o depoimento dele à Polícia Federal.
» Tucana diz que não agiu "politicamente"
De acordo com o jornal O Estado de S.Paulo, a PF suspeita de que o depoimento tenha sido direcionado pela tucana Roseli.
Ramos tinha afirmado, em reportagem exibida por uma TV local e no depoimento prestado à PF na quinta-feira, que ele e seu chefe transportaram R$ 250 mil de Pouso Alegre para a capital paulista, onde teriam entregue os recursos a um homem que apontou como Lacerda. Na ocasião, identificou-se com o nome de outra pessoa - Aguinaldo Henrique Delino.
A entrega teria sido feita no hotel onde os emissários petistas Valdebran Padilha e Gedimar Passos foram flagrados com R$ 1,75 milhão, supostamente para comprar da família Vedoin o dossiê com denúncias contra tucanos. Hamilton Lacerda é apontado pela PF como maior suspeito de ter entregue o dinheiro aos emissários.
Ontem, a PF descobriu que a história foi forjada e Ramos usou nome falso. Nos depoimentos, ele disse ser Aguinaldo e deu seu nome verdadeiro para identificar o suposto chefe. Ontem, a PF pediu a prisão preventiva de Ramos e disse que vai indiciá-lo por falso testemunho.
Ontem, ela rebateu as acusações: "a primeira coisa que quero é deixar claro é que sou da Executiva do PSDB. Não quero usar o fato politicamente, estou agindo apenas como cidadã", defendeu-se.
Redação Terra
http://noticias.terra.com.br/eleicoes2006/interna/0,,OI1216906-EI6652,00.html
28/10/2006 11:00h
Ivo viu a uva.Paulo Henrique Amorim
Cada macaco no seu galho.
Quem come melado se lambuza.
O Presidente do Tribunal Superior Eleitoral, ministro Marco Aurélio de Mello, deu ontem, sexta-feira, dia 27, a 49ª. entrevista do ciclo que precede a eleição do segundo turno
Disse o ministro: “... todos estão submetidos à lei pátria (sic) ...E se houver culpa, aí se terão conseqüências.”
Os repórteres e os editores que fazem manchetes captaram, perfeitamente, o que o Ministro queria dizer: se culpado, o presidente Lula será punido.
Ou seja, o Ministro só faltou dizer o que está na cabeça dele, dos repórteres e dos editores que fazem os títulos: a palavra que começa com “i”, impeachment.
Isso se passou na antevéspera da eleição e foi para os jornais e portais na internet na véspera da eleição, hoje.
E a declaração do Ministro tem o valor hermenêutico de “Ivo viu a uva”, “cada macaco no seu galho” e “quem come melado se lambuza”.
Se for culpado, tem que ser punido conforme a lei.
O presidente Lula, o ex-governador Geraldo Alckmin, o futuro Governador José Serra, que é citado no escândalo dos sanguessugas, sob investigação da Polícia Federal, e a Rosy Pantaleão, tucana de Pouso Alegre.
Ou seja, “escreveu não leu, pau comeu”.
Ninguém está acima da “lei pátria” (sic).
A declaração do Ministro segue um padrão.
Nas 48 entrevistas anteriores (deste ciclo) foi assim. Se, se, se, se o Presidente Lula for condenado sofrerá um impeachment.
E os repórteres e editores que fazem títulos correm: Mello diz que Lula pode perder o mandato. (A palavra que começa com “i” fica “i”mplícita.)
Na véspera do primeiro turno, no ciclo anterior de entrevistas, o Ministro Mello, em sintonia com a divulgação maciça da foto do dinheiro do Delegado Bruno (*), declarou: votem em quem cuida bem do seu dinheiro.
Da mesma maneira que, antes, tinha dito: isso que está aí é pior que Watergate.
(Analogia que demonstra que o Ministro precisa ir ao vídeo clube e pedir o filme “Todos os Homens do Presidente”).
Sobre o impeachment do Presidente Lula: o TSE não é a ultima instancia.
E sobre essa velada ameaça de impeachment, talvez fosse o caso de o Conselho Nacional de Justiça, recém criado – com a oposição do Ministro Mello – estudar o comportamento do Ministro na presidência do TSE.
A proposta não é minha, mas do professor Marcos Nobre, em artigo na Folha de S. Paulo (assinantes clique aqui).
Ainda sobre a entrevista de ontem, a 49ª. O ministro disse que “as mazelas (do financiamento de campanhas) não são mais escamoteadas”.
Pergunta-se: e o que fez o presidente do TSE sobre esse crime? Mandou chamar a Policia? Denunciou ao Procurador Geral da República?
Ou isso fica para a 1ª. entrevista do próximo ciclo ?
Nesse momento, sábado 10H:35M, recomenda-se que os assessores de Geraldo Alckmin e Luis Inácio Lula da Silva que trabalham no TSE fiquem bem atentos.
Para que não se corra o risco de o Ministro Mello se esquecer de proclamar os vencedores da eleição, como quase aconteceu no primeiro turno.
(*) O delegado Bruno vai cobrar das empresas jornalisticas pelo foto que fez ? Ou fica como doação de campanha ?
http://conversa-afiada.ig.com.br/materias/397001-397500/397416/397416_1.html
27/10/2006
Da Tribuna da Imprensa
Vitória contra Lula no tapetão, o sonho da rede Globo
As dúvidas sobre o "terceiro turno"
Em meio à insanidade geral na grande mídia, o colunista Janio de Freitas é um oásis de lucidez. "Nas circunstâncias em que se apresenta, a pretensão de impeachment de Lula, mesmo no decorrer do previsto segundo mandato, disfarça mal a idéia de um golpe branco", afirmou ele ontem, referindo-se à trama em desdobramento, bem evidente nas declarações de tucanos amplificadas na mídia golpista.
E mais: "A idéia de impeachment emergiu, inclusive publicamente, antes de haver qualquer indício de comprometimento direto de Lula ou mesmo indireto, do seu gabinete, na história ainda inconvincente do dossiê. O que Tasso Jereissati, Jorge Bornhausen, Fernando Henrique Cardoso e Geraldo Alckmin apresentam como comprometimento são adulterações de certos fatos ou ficções de sua autoria".
Janio cita frase de Jereissati ("Lula não pode sair incólume dessa fraude"), e observa: "`Não sair incólume' é expressão que não permite duas interpretações. No caso de um candidato à reeleição, é que não possa chegar ao segundo mandato. No caso de presidente eleito ou reeleito, a única maneira de `não sair incólume' é perder a presidência. Pelo que se sabe do caso dossiê, a idéia de impeachment (ou de invalidação da candidatura) fica entre os desatinos."
Tapetão, o sonho da GloboNa mesma "Folha de S. Paulo", o patrão de Janio, Otavio Frias Filho, afinal declara-se conformado. "Lula deverá ser reeleito daqui a três dias", escreveu. O concorrente "Estadão", que teve a seu crédito a franqueza com que declarou abertamente seu apoio ao tucano Alckmin (sem fingir neutralidade, como fizeram os outros), também já tem consciência da derrota.
"Veja" na certa ainda prepara alguma, mas a pesquisa ontem da CNT/Sensus foi um golpe duro: 63,2% dos votos válidos para Lula contra 36,8% para Alckmin - vantagem de 26,4 pontos percentuais. As organizações Globo ainda esperneiam com mervaladas, leitoadas e kameladas. E enquanto esse império Globo persistir, tudo pode acontecer - diferencial Delta, Proconsult, fraude, debate editado, tudo.
A manchete do jornal ontem ("PF descobre em Minas outros laranjas do dossiê") deixa claro que ainda se aposta no terceiro turno (leia-se golpe branco). Merval Pereira sonha com "eventual decisão da Justiça Eleitoral no processo sobre a compra do dossiê" (palavras textuais dele) e Miriam Leitão arrola "maluquices" e "estranhezas" do presidente.
Ela se queixa de que "o Brasil nem nota que os fatos estranhos são estranhos". E cita respostas de Lula na "sabatina" a que nunca devia ter ido, na redação de "O Globo". Dias antes, Leitão contara que o rival dele, atrás nas pesquisas, estivera calmo e tranqüilo, enquanto Lula, líder, parecia apavorado. Mas, que diabo, Alckmin estava em casa, com sua gente; e Lula visitava o comitê eleitoral do inimigo.
http://www.debrasilia.com/noticia_click.php?cod_noticia=6222
‘Aloprada’ tucana montou farsaAlessandra Mello e Patrícia Rennó
Do Estado de Minas28/10/2006
08h59 - É falso o depoimento dado na quinta-feira à Polícia Federal de Varginha (Sul de Minas) por um homem que se identificou como Agnaldo Henrique Delino e afirmou ter entregue R$ 250 mil em dinheiro a Hamilton Lacerda, ex-coordenador de comunicação da campanha de Aloísio Mercadante (PT) ao governo de São Paulo, acusado de ser portador do dinheiro que seria usado pelo PT para comprar um dossiê com denúncias contra os tucanos.
A Polícia Federal investiga a participação do PSDB no episódio já que o vídeo em que Luiz Armando se passa por Agnaldo foi distribuído para a imprensa e entregue à Polícia Federal pela secretaria-executiva do PSDB de Pouso Alegre, Rosely Souza Pantaleão, filiada ao partido desde a sua fundação, e uma das coordenadoras na cidade da campanha de Geraldo Alckmin (PSDB) à Presidência da República. O nome verdadeiro de Agnaldo é Luiz Armando Silvestre Ramos, com passagens pela polícia por acusações de estelionato. No vídeo, ele afirma, com detalhes, que o proprietário da empresa SR Produções e Eventos, Luiz Armando Silvestre, na verdade ele mesmo, fez depósitos de valores altos em dinheiro em sua conta bancária para entregar para Hamilton Lacerda.
Rosely, conhecida como Rosy, enviou por e-mail para a Polícia Federal de Mato Grosso e para vários meios de comunicação do estado o vídeo com o depoimento de Luiz Armando, gravado há cerca de 20 dias pelo um repórter do Jornal do Estado, de Pouso Alegre, mas que não havia sido veiculado antes por causa de dúvidas a respeito de sua veracidade. O diretor do jornal, Sebastião Foch, alega que aguardava a apresentação por Luiz Armando do extrato da conta corrente, onde teria sido depositado parte do dinheiro para dar publicidade ao vídeo.
“Não publicamos o vídeo antes, porque ele sempre prometia entregar o extrato bancário. Começamos a desconfiar que tinha algo errado nesta história”. Apesar de ter dúvidas sobre o depoimento, ele disse que procurou a secretária-executiva do PSDB, “com quem o jornal sempre faz dobradinha” , e mostrou o vídeo a ela, que de imediato se encarregou de divulgá-lo. As informações de que havia dúvidas sobre a veracidade do depoimento não foram divulgadas pelo Jornal do Estado nem pelo site de Rosy Pantaleão.
VerdadeO verdadeiro Agnaldo Henrique Delino mora na cidade de Cachoeira de Minas, no Sul do Estado, e contou que trabalhou com Silvestre e que perdeu os documentos há cinco meses. “Tudo o que ocorreu foi muito grave pelo fato de tentar envolver algumas pessoas em um momento como esse, na véspera de uma eleição presidencial”, comentou o chefe da Polícia Federal do Sul de Minas Willian Nascimento Santos.
De acordo com o delegado da PF, o contrato de trabalho que teria sido apresentado por Agnaldo, com a empresa SR Produções pode ter sido feito por Rosy que se apresentou como jornalista. “A repórter foi a primeira pessoa a dar a notícia a respeito da história. As investigações ainda estão correndo, mas há possibilidades dela ter participado disso.” Rosy alega que não teve nenhum envolvimento, que ficou sabendo do vídeo em uma reunião política sabia do vídeo e somente emprestou o site para que o jornal colocasse o vídeo que mostrava a denúncia do Agnaldo. Segundo Rosy, quem fez a divulgação das imagens para a imprensa foi o repórter. “A minha ligação com o PSDB é somente local e não a nível federal”, desabafou. O repórter e o diretor do jornal negam que tenham divulgado o vídeo, afirmando que o jornal foi procurado por Rosy, que já sabia do vídeo.
http://www.correioweb.com.br/hotsites/eleicoes2006/noticias.htm?ultima=2688147&sub=Pol%c3%adtica
Marco Aurélio Mello - Presidente do TSEPara quem quiser enviar um email para o Presidente do TSE, Marco Aurélio Mello, para tirar qualquer dúvida, aqui vai o endereço da caixa postal:
presidencia@tse.gov.br . Basta clicar no endereço e redigir o email.
Stanley.
Testemunha que acusou Lacerda mentiu sobre próprio nomePlantão Publicada em 27/10/2006 às 19h17m
Reuters/Brasil OnlinePor Áureo Germano
BRASÍLIA (Reuters) - A Polícia Federal pediu nesta sexta-feira à Justiça a prisão preventiva da testemunha que mentiu à PF ao dizer ter levado 250 mil reais a um dos petistas envolvidos na tentativa de compra de um dossiê contra políticos tucanos.
A testemunha disse ter entregue o dinheiro a Hamilton Lacerda, ex-coordenador da campanha do senador Aloizio Mercadante (PT) ao governo de São Paulo.
A assessoria de imprensa da PF disse que a testemunha, que se apresentou como Agnaldo Henrique Delino (e não Agnaldo de Lima, como informado anteriormente), não apenas mentiu sobre a operação como também sobre seu próprio nome.
A testemunha foi identificada posteriormente como Luiz Armando Silvestre Ramos, mesmo nome que ele atribuiu a um suposto empresário que teria passado o dinheiro a ele para ser entregue a Lacerda.
Segundo levantamento da PF, Ramos possui várias passagens pela polícia por estelionato. Na investigação instaurada na PF, ele vai responder por falsidade ideológica, denunciação caluniosa e falso testemunho.
Caso a Justiça aceite o pedido de prisão, ele só poderá ser preso a partir da próxima quarta-feira, devido ao calendário eleitoral que impede prisões exceto por flagrante.
Mais cedo, o superintendente da Polícia Federal em Mato Grosso, delegado Daniel Lorenz, já havia informado que a testemunha mentira sobre o repasse do dinheiro.
``As declarações deles não se mostraram verdadeiras. Não comprovamos as movimentações com documentos'', afirmou o delegado à Reuters, por telefone, nesta sexta-feira.
A testemunha procurou jornais da região de Pouso Alegre em Minas Gerais e gravou entrevistas afirmando que teria levado dinheiro para Lacerda.
Convocado a depor à PF, Ramos foi ouvido em Varginha (MG), onde se apresentou como Agnaldo Henrique Delino. No depoimento, ele disse ter recebido em sua conta uma transferência no valor de 80 mil reais, que teriam sido juntados a outros 170 mil reais.
Todo o dinheiro teria sido, segundo ele, levado para Lacerda em São Paulo. O montante teria sido repassado a ele por seu patrão, que disse se chamar Luiz Silvestre -- utilizando o próprio nome.
Segundo a assessoria de imprensa da PF, Luiz Armando Silvestre Ramos foi levado à mídia por Rosely Souza Pantaleão, que se apresentou como jornalista. As investigações do órgão descobriram que ela é servidora pública em Pouso Alegre e secretária-executiva do PSDB local.
http://oglobo.globo.com/pais/eleicoes2006/mat/2006/10/27/286439648.asp
PSDB de Pouso Alegre se isenta de culpa e responsabiliza filiada
Plantão Publicada em 27/10/2006 às 19h19m
Evandro Eboli - O Globo BRASÍLIA - O diretório municipal do PSDB de Pouso Alegre, no sul de Minas Gerais, divulgou nota em que nega qualquer envolvimento da legenda no episódio em que uma filiada é acusada de enganar a Polícia Federal. Rosely Pantaleão, secretária-executiva do PSDB local, teria sido a responsável pelo depoimento do "laranja" Luiz Armando Silvestre Ramos, que prestou depoimento à PF e disse ter entregue R$ 250 mil para compra do dossiê contra políticos tucanos. Armando se apresentou na PF como Agnaldo Henrique Delino, que seria o nome de seu patrão.
"O diretório municipal do PSDB de Pouso Alegre esclarece que não há qualquer ligação entre o fato envolvendo a sua filiada Rosely Pantaleão e as esferas partidárias, uma vez que se tratou de uma atitude exclusivamente pessoal, fruto de iniciativa própria da cidadã", diz a nota.
O presidente do PSDB de Pouso Alegre, Samir Bechara, afirma na nota que em momento algum o diretório municipal foi comunicado previamente sobre a atitude de Rosely, e que só tomou conhecimento do fato pela imprensa.
"A despeito dessa situação, o partido espera que o ocorrido seja apurado pelas autoridades de maneira a esclarecer todos os fatos", diz o texto assinado por Bechara.
http://oglobo.globo.com/pais/eleicoes2006/mat/2006/10/27/286439661.asp
Laranja do PSDB que deu nome falso para a PF e já foi condenado por estelionatoAcabou de dizer na CBN, agora às 18h45m, que o Agnaldo Henrique Lima, o laranja do PSDB, deu nome falso para a PF e que já foi condenado por estelionato. Veja, abaixo, a entrevista do laranja que tentou complicar a vida do Hamilton Lacerda:
Vejam a parcialidade do blog do Noblat
1 - Quando a PF disse que tudo o que o "laranja" do PSDB disse contra o PT era uma farsa, o Noblat colocou o post abaixo com um título: (clique aqui ou na imagem para ampliar)
27/10/2006 14:19
Las brujasVisite o blog do Mino CartaDia 31 é das bruxas, y que las hay, las hay, como dizem os espanhóis. Quanto a nós, adotamos, com o costumeiro deslumbramento dos colonizados, a festa do Halloween, a bobagem inominável que põe fogo dentro da abóbora, destinada, de verdade, aos doces caseiros ou à companhia da carne seca desfiada. Ainda bem que o comparecimento das bruxas não está pervisto para o dia 29, em política sexta e sábado são, para elas, os dias recomendados. Nesta altura do campeonato, confirmo apenas a primeira parte do ditado espanhol, a qual reza: no creo en brujas. Não é que falte quem pretenda apresentar-se como tal. Por exemplo, a tucana mineira que se dizia jornalista e industriou o falso laranja, instrumento da malograda bruxaria relatada pelos jornalões nativos na manhã da tarde. Relataram, diz Paulo Henrique Amorim, com euforia cívica, que um laranja entregou 250 mil reais a Hamilton Lacerda, ex-assessor da campanha de Aloisio Mercadante ao governo de São Paulo. Parcela do pagamento do famigerado dossiê? A Polícia Federal acaba de prender o laranja, que não é laranja, e este entregou a bruxa mineira. Muito criativa, inventou o enredo todo. A história vai acabar mal para ela e o pau mandado. Prestaram-se à enésima tentativa golpista de inspiração tucana. Figurariam magnificamente na equipe do Cluba da Lanterna, comandado, talvez alguém se lembre, por Carlos Lacerda. O qual é o Alá do tucanato, e FHC é seu profeta.
enviada por mino
27/10/2006 16:48h
FALSA JORNALISTA QUE APRESENTOU FALSO LARANJA É TUCANA
Givanildo Menezes
A mulher que apresentou o falso laranja, Aguinaldo Henrique, à Polícia Federal, é secretária do diretório municipal do PSDB em Pouso Alegre (MG). Essa informação foi confirmada ao Conversa Afiada pelo vereador da cidade Walter Modesto (PSDB).
Rosely Souza Pantaleão é conhecida em Pouso Alegre como Rosy Pantaleão. Segundo uma outra fonte, que pediu para não revelar o nome, Rosy não é jornalista, mas mantém um site de informações na cidade. O site de Rosy Pantaleão é o www.tvuai.com.br.
Até as 16h43 desta sexta-feira, dia 27, o site de Rosy ainda mantinha a informação de que Aguinaldo Henrique era um laranja que levou dinheiro para Hamilton Lacerda (clique aqui).
Ainda segundo esta fonte, Rosy é uma pessoa muito conhecida em Pouso Alegre. Ao contrário do que a imprensa divulgou, ao que se sabe em Pouso Alegre, Rosy Pantaleão não é uma funcionária pública.
Em sua página no site de relacionamentos Orkut, Rosy Pantaleão se intitula jornalista e participa de comunidades relacionadas ao PSDB. Uma delas é a comunidade “PSDB na cabeça”.
http://conversa-afiada.ig.com.br/materias/397001-397500/397322/397322_1.html
27/10/2006 13:53h
Delegado da PF explica como desmontou "farsa"
O superintendente da Polícia Federal em Mato Grosso, Daniel Lorenz, afirmou em entrevista a Paulo Henrique Amorim nesta sexta-feira, dia 27, que o testemunho de Agnaldo Henrique Lima é uma farsa (clique aqui para ouvir). Lima disse à PF ter levado R$ 250 mil para Hamilton Lacerda, então coordenador da campanha do senador Aloizio Mercadante, até o hotel Íbis, em São Paulo. Seria parte do dinheiro para a compra do "Dossiê Serra".
“Já no início da madrugada percebemos que o que ele havia nos contado era uma farsa e hoje pela manhã houve a comprovação de que ele não falava a verdade”, disse Lorenz.
O delegado explicou que Agnaldo foi levado por uma mulher, chamada Rosely Souza Pantaleão, a prestar esse testemunho. Rosely seria ligada a um partido político. “Ela inicialmente se apresentou como uma jornalista. Já sabemos que ela não é jornalista”, afirmou Lorenz.
Leia os principais pontos da entrevista com o delegado Daniel Lorenz:
O delegado concluiu que o depoimento de Agnaldo era falso após comprovar com o gerente do banco dele que não havia operações suspeitas na conta corrente de Agnaldo.
O gerente do Bradesco, sem quebrar o sigilo e sem entrar em detalhes da conta bancária de Agnaldo, disse à PF que não percebeu nenhuma movimentação suspeita e que não era necessário acionar o Coaf. Caiu por terra a versão de Agnaldo.
O delegado Daniel Dayer já abriu um inquérito específico para apurar o falso testemunho de Agnaldo. O crime é previsto no código penal e prevê prisão de um a três anos.
Questionada pela PF, Rosely disse ter avaliado o caso do Agnaldo, que lhe pareceu verossímil, e encaminhou a testemunha à polícia. A situação de Rosely será esclarecida com a investigação no inquérito do delegado Dayer.
Daniel Lorenz disse que não pode afirmar que há uma relação entre Rosely e o PSDB. Mas Lorenz lembrou que a imprensa já comenta que ela seria integrante de um partido político em Pouso Alegre.
http://conversa-afiada.ig.com.br/materias/397001-397500/397257/397257_1.html
Brasília, sexta-feira, 27 de outubro de 2006
Justiça arquiva inquérito contra delegado que vazou fotos de dinheiroDa FolhaNews27/10/2006
16h44-A 9ª Vara Federal Criminal de São Paulo acatou a sugestão do Ministério Público Federal e arquivou o inquérito policial contra o delegado que investigava o "vazamento" das fotos do dinheiro (R$ 1,75 milhão) apreendido pela Polícia Federal com os petistas Gedimar Passos e Valdebran Padilha. O dinheiro seria usado para comprar o dossiê contra políticos tucanos por integrantes do PT.
A imagem do dinheiro apreendido pela PF - que vinha sendo mantidas em sigilo - foram "vazadas" para a imprensa pelo delegado Edmilson Bruno, de São Paulo. A PF abriu inquérito para apurar o "vazamento" e concluiu que houve prática de crime de violação de sigilo profissional. Mas o Ministério Público Federal entendeu não estar configurado crime.
Em nota, o Ministério Público informa que "não surgiu nenhuma prova de que o delegado [...] tenha recebido vantagem indevida pela divulgação das fotos, afastando, assim, a caracterização de crime de corrupção passiva". Além disso, o MPF entendeu que não houve crime de violação de sigilo funcional, "pois as fotos do dinheiro apreendido somente revelam que o dinheiro existe, o que não constitui fato sigiloso".
Em nota, o Ministério Público Federal lembra que "a conduta padrão da Polícia Federal [..] é a divulgação ampla das operações realizadas, das prisões efetuadas e dos materiais apreendidos".
É que o diretor-geral da PF, Paulo Lacerda, assinou uma instrução normativa em 26 de agosto de 2004 que determina que materiais apreendidos sejam exibidos para ilustrar reportagens e evitar estimativas equivocadas. "Em consonância com os princípios, diretrizes e fundamentos jurídicos e regimentais da política de Comunicação Social do DPF, deverão ser adotadas as seguintes condutas na divulgação: A apresentação de material apreendido em operações policiais, visando ilustrar reportagens, evitando-se em tais atribuir-se valores estimativos", diz o inciso VII do artigo 31 da norma.
http://noticias.correioweb.com.br/materias.php?id=2688081&sub=Política Grifo meu: Então, por que não se aplica também ao caso abaixo ?Policiais Federais estouram caixa dois de Osmar e Alckmin no ParanáA Polícia Federal apreendeu na manhã desta terça-feira, no hotel Siena, em Curitiba, bolos de dinheiro (reais e dólares) e uma arma, pertencente a José Carlos Oliveira, que estaria a serviço da campanha do senador Osmar Dias e Geraldo Alckmin.
A Polícia Federal está entregando neste momento o dinheiro e a arma à Justiça Eleitoral.
O homem da mala José Carlos de Oliveira chegou ao Hotel Siena no domingo à tarde.
Portava uma mala pequena e uma mochila e saiu uma única vez do quarto em que se hospedou, na tarde de segunda-feira.
Oliveira deixou o hotel na manhã desta terça-feira. Neste momento, um funcionário do hotel está depondo na Polícia Federal.
Em segredoO caso - configurado como crime eleitoral - foi encaminhado para a 177ª Zona Eleitoral, aos cuidados do juiz Rogério Ribas.
Ele decidiu manter segredo de Justiça para evitar o uso eleitoral do caso e só irá se manifestar depois de concluída a investigação.
Dinheiro do pedágio e base PSDBista de São Paulo
Os bolos de dinheiro apreendidos pela Polícia Federal eram em sua maioria de notas de cinco e dez reais. Inicialmente, acreditou-se que se tratava de dinheiro das empresas de ônibus.
Como na diretoria da Associação Brasileira de Concessionários de Rodovias (ABCR) existe um integrante com o mesmo nome do hóspede do hotel, José Carlos Ferreira de Oliveira Filho, as atenções se voltam para os pedágios.
Oliveira pediu para não arrumarem o quarto.
De acordo com informações de um funcionário do hotel Siena, que pede anonimato, José Carlos Oliveira tem entre 30 e 40 anos e nas primeiras horas da manhã desta terça-feira deixou o hotel.
Segundo o funcionário, Oliveira deixou ordens para que a camareira não arrumasse seu quarto, indicando que voltaria em seguida.
Ainda de acordo com as informações, de domingo até hoje pela manhã, José Carlos Oliveira teria feito várias telefonemas para São Paulo, "Ainda não foi possível verificar para onde ligou várias vezes, mas temos informações que seria para dirigentes do PSDB paulista, podendo até ser para um dos coordenadores de campanha de Alckmin" - Nome guardado em segredo por causa das investigações.
_________________
ADENDO: Escrito no site: * Por determinação da Justiça Eleitoral, todas as informações sobre o caso José Carlos de Oliveira correm sob sigilo de Justiça e, portanto, foram retiradas do horaHNews, a pedido do Ministério Público.
http://www.horahnews.com.br Clericalismo. COMO ATUA A OPUS DEI NO BRASIL
Henrique Júdice Magalhães
A COPTAÇÃO DE NUMERÁRIOS DÁ-SE ENTRE ESTUDANTES DE UNIVERSIDADES E ESCOLAS SECUNDÁRIAS DE ELITE. CENTROS DE ESTUDOS E OBRAS DE CARIDADE SERVEM DE FACHADA. A OPUS DEI TEM FORTE PRESENÇA NA USP, EM ESPECIAL NA FACULDADE DE DIREITO, ONDE PARTE DO CORPO DOCENTE É COMPOSTA POR MEMBROS E SIMPATIZANTES, COMO O NUMERÁRIO INÁCIO POVEDA E O DIRETOR EDUARDO MARCHI. OUTRO EXPOENTE DA ORGANIZAÇÃO NA USP É LUIZ EUGÊNIO GARCEZ LEITE, PROFESSOR DA FACULDADE DE MEDICINA E AUTOR DE PANFLETOS CONTRA A EDUCAÇÃO MISTA. A OBRA ATUA TAMBÉM NA UFRJ, UNICAMP E UNB. (...)
(...)A ORGANIZAÇÃO ATUA TAMBÉM NO MONOPÓIO DA IMPRENSA. CONTROLA O JORNAL EL OBSERVADOR, DE MONTEVIDÉU, E EXERCE INFLUÊNCIA SOBRE ÓRGÃOS TRADICIONAIS DA OLIGARQUIA COMO EL MERCURIO, NO CHILE, LA NACIÓN, NA ARGENTINA E O ESTADO DE SÃO PAULO, NO BRASIL. O ELO COM A IMPRENSA É O CURSO DE PÓS-GRADUAÇÃO EM JORNALISMO DA UNIVERSIDADE DE NAVARRA EM SÃO PAULO, COORDENADO POR CARLOS ALBERTO DI FRANCO, NUMERÁRIO E COMENTARISTA DO ESTADÃO E DA RÁDIO ELDORADO. O SEGUNDO HOMEM DA OPUS DEI NA IMPRENSA BRASILEIRA É O TAMBÉM NUMERÁRIO GUILHERME DORING CUNHA PEREIRA, HERDEIRO DO PRINCIPAL GRUPO DE COMUNICAÇÃO DO PARANÁ(GAZETA DO POVO).
(...) NO BRASIL, AS PRETENSÕES DE CONTROLE SOBRE O JUDICIÁRIO ESBARRAM NO PODER DOS MAÇONS. A OPUS DEI CONTROLA, PORÉM, O TRIBUNAL DE JUSTIÇA DE SÃO PAULO ATRAVÉS DA MANIPULAÇÃO DE PROMOÇÕES. SEGUNDO FONTES DO MEIO JURÍDICO PAULISTA, DE 25 A 40% DOS JUÍZES DE PRIMEIRA INSTÂNCIA NO ESTADO PERTENCEM À ORGANIZAÇÃO – PROPORÇÃO QUE SE REPETE ENTRE OS PROMOTORES. NO TRIBUNAL, A PROPORÇÃO SOBE PARA 50 A 75%. (...)
(...) RECENTEMENTE, O TRIBUNAL, EM JULGAMENTO SECRETO, DECIDIU PELO ARQUIVAMENTO DE DENÚNCIA CONTRA SAULO CASTRO ABREU FILHO, BRAÇO DIREITO DE ALCKMIN, ACUSADO DE ORGANIZAR GRUPOS DE EXTERMÍNIO DESDE A SECRETARIA DE SEGURANÇA, E CONTRA DOIS JUÍZES ACUSADOS DE PARTICIPAÇÃO NA MONTAGEM DESSES GRUPOS. A FUSÃO DOS TRIBUNAIS DE JUSTIÇA E DE ALÇDA??, DETERMINADA PELA EMENDA CONSTITUCIONAL Nº45, FOI UMA MEDIDA DA EQUIPE DO MINISTRO DA JUSTIÇA, MÁCIO THOMAZ BASTOS, PARA REDUZIR O PODER DA OBRA NO JUDICIÁRIO PAULISTA, CUJA ORIENTAÇÃO EXCESSIVAMENTE CONSERVADORA, PRINCIPALMENTE EM QUESTÕES CRIMINAIS E DE FAMÍLIA, É MOTIVO DE ALARME ENTRE PROFISSIONAIS DA ÁREA JURÍDICA. (...)
http://www.anovademocracia.com.br/29/28.htm
27/10/2006 14:02
PFL e PSDB aparecem no meio da história do dossiê Essa história dos dólares do dossiê está ficando muito estranha. apareceram duas pessoas com ligações com o PFL, sob as quais pairam suspeitas de lavagem de dinheiro. Mas falta verificar ainda qual a relação delas com o caso do dossiê.
Hoje, a
Folha diz que Centaurus Turismo e Câmbio – uma das casas pelas quais a PF suspeita terem passado os dólares da negociação do dossiê – tem como sócio Aristoclides Stadler, que é irmão do segundo-suplente do senador Jorge Bornhausen (PFL-SC), Ari Stadler.
Ontem, um nome que tinha saído pela manhã no
Estadão (para assinantes) reapareceu à tarde, no site
Terra, na matéria "Depoimento sobre dossiê envolve dono de pousada em MG". É Gérson Luiz Cotta, ou simplesmente Gérson da Pousada. Dizia o texto do Terra:
"Um dos próximos depoimentos que a Polícia Federal deverá ouvir no caso do dossiê será o do terceiro suposto 'laranja', Gérson Luiz Cotta, dono de uma
pousada em Ouro Preto. Conhecido como Gérson da Pousada, Cotta foi candidato a vereador, em 2003, pela coligação 'Muda, Ouro Preto', formada pelo PTB/PFL/PSB/PSC, mas teve apenas 237 votos. Desde o depoimento de uma de suas funcionárias, ele permanece incomunicável. A informação é de que estaria em viagem".


Cotta aparece no site do
TSE como candidato a vereador pelo PFL em 2004, concorrendo com o número 25.660. Leitores deste blog comentaram que é um "inimigo histórico" do PT em Ouro Preto. Já a Polícia Federal, segundo o Terra, ao falar da pousada, "suspeita que o estabelecimento é utilizado para a prática de lavagem de dinheiro". O site relata que as duas moças que teriam sacado dinheiro numa casa de câmbio "têm parentes em Magé, no Estado do Rio de Janeiro, cidade na qual outra família também teria sido utilizada como 'laranja' para transações comerciais da Vicatur".
No caso de Cotta, pode ser um desses casos indecifráceis de homônimos, já que o Gérson da Pousada, no TSE, é Luiz com "z", e o Gerson da Pousada Ouro Preto, na internet, é Luis com "s". Pode ser também um erro de digitação.
De qualquer maneira, é preciso acompanhar essa história, já que a única coisa certa até agora é a ligação dos dois com o PFL, o que é de se estranhar. Como disse na Folha o advogado da Centauro, Charles Machado, "imagine o irmão de um pefelista trabalhando para o PT", e o mesmo vale para o dono da pousada.
Outro suposto laranja, Agnaldo Henrique de Lima, já foi desmascarado pela Polícia Federal. De acordo com a Reuters, as movimentações financeiras que ele assumiu (disse que recebeu R$ 80 mil em sua conta do empresário Luiz Armando Ramos) não existem.
Lima foi apresentado à imprensa por Rosy Pantaleão. Mas agora à tarde já se pode ler, no
O Globo Online, que além de fundadora e secretária executiva do PSDB em Pouso Alegre (MG), Rosy Pantaleão aparece no expediente da TV UAI Network como diretora de conteúdo e jornalismo da empresa.
Hoje pela manhã, a Polícia Federal disse, de acordo com a
Reutersque é falsa a versão de Agnaldo de que teria sido o "laranja" numa operação de repasse de R$ 250 mil para Hamilton Lacerda, ex-coordenador de comunicação da campanha do senador Aloizio Mercadante ao governo paulista. Na conta de Agnaldo, não havia nenhum depósito de R$ 80 mil. Não conseguiram comprovar as movimentações que ele disse existirem. Era uma farsa.
enviada por Zé Dirceuhttp://z001.ig.com.br/ig/45/51/932723/blig/blogdodirceu/2006_10.html#post_18672869
Grifo meu: Leiam essa matéria de 2003
Banestado: procurador acusa família Bornhausen--------------------------------------------------------------------------------
Por: Jailton de Carvalho, O Globo - em: 16/06/2003
BRASÍLIA. O procurador da República Luiz Francisco de Souza acusou ontem o banco Araucária de lavar US$ 5 bilhões pelo esquema Banestado entre 1996 e 1999. Hoje, Luiz Francisco entrega à Receita Federal cópias de sete mil documentos de transações financeiras do Araucária e do Banestado recolhidos pelo delegado da Polícia Federal Francisco Castilho Neto em Nova York, no início do ano. Técnicos da Polícia Federal consideram que a estimativa do procurador pode estar alta devido à duplicidade nas contas, que incluiriam entrada e saída do dinheiro.
Bornhausen nega vínculo com banco Luiz Francisco disse ainda que a família do presidente do PFL, senador Jorge Bornhausen (SC), é um dos focos da investigação do esquema Banestado por causa de sua ligação com o Araucária. A denúncia, que foi divulgada ontem pelo “Consultor Jurídico”, deixou irritada a família Bornhausen. Por intermédio de seu advogado, Antônio Carlos de Almeida Castro, Bornhausen negou vínculo com o Araucária e disse que vai interpelar o procurador na Justiça.
Irmão do senador confirma remessas Procurado pelo GLOBO, Paulo Bornhausen disse que fez cinco ou seis remessas no valor total de aproximadamente US$ 58 mil para sua conta do BB em Nova York. Segundo ele, as transferências foram feitas entre 1995 e 1997 por meio da casa de câmbio Centauro, de Florianópolis. Paulo Bornhausen disse que o dinheiro foi usado para custear despesas de seu cartão de crédito e que não há nenhuma irregularidade nas transações.
http://www.mauropassos.com.br/index.php?dir=cont&acao=noticias&carrega=200306161634
27/10/2006 13:15h
IMPRENSA COMEU A BARRIGA DO FALSO LARANJA
Paulo Henrique AmorimA notícia do laranja que não era laranja e da jornalista que não era jornalista e dos dois que estavam a serviçlo do PSDB foi divulgada como verdadeira pelos principais orgãos da imprensa do Brasil. Se vê com a reprodução das primeiras páginas de hoje.
Veja abaixo a íntegra do texto da matéria do Jornal Nacional nesta quinta-feira, dia 26/10.
A Polícia Federal identificou em Varginha, Minas Gerais, um homem apontado como responsável por levar reais aos emissários do PT que comprariam o dossiê contra políticos. No Rio, foram indiciados os donos da corretora Vicatur.
A polícia já sabe que o dono de uma casa, na Baixada Fluminense, forneceu CPFs de parentes. Os documentos foram usados na compra dos dólares na corretora Vicatur.
Em depoimento à Polícia Federal, os sócios da Vicatur confessaram ter pago R$ 3 mil a Levy Filho em troca dos CPFs.
A polícia encontrou laranjas do esquema de compra do dossiê, também em Ouro Preto, Minas Gerais. A funcionária de uma pousada, Viviane Gomes da Silva, apareceu como uma das clientes da Vicatur tendo comprado US$ 44 mil. Para a polícia ela disse que nunca viu o dinheiro e que teve o CPF usado. O dono da pousada, Gerson Cota, também está sendo investigado.
No Rio de Janeiro, o delegado responsável pelas investigações, Diógenes Curado, ouviu hoje dois funcionários da Vicatur, de onde saíram os US$ 248 mil do dossiê.
Os sócios da Vicatur foram indiciados por crime contra o sistema financeiro e falsificação de documentos. A corretora deve ser investigada, agora, pela fiscalização do Banco Central.
Falta identificar quem pagou pelos dólares e de onde veio a outra parte do dinheiro: R$ 1,1 milhão.
Hoje a polícia conseguiu uma pista importante: num depoimento em Varginha, Minas Gerais, descobriu que um laranja sacou R$ 250 mil em Pouso Alegre e levou o dinheiro para o hotel Ibis, em São Paulo, onde estavam os emissários do PT prontos para comprar o dossiê.
A polícia acredita que a maior parte dos recursos tenha vindo de caixa dois, dinheiro de campanha do PT, não declarado.
“Eu diria que nós avançamos muito nessa semana, em relação a origem dos dólares, e trabalhamos com boas hipóteses no caso dos reais apreendidos”, disse Daniel Lorenz, superintendente da Polícia Federal de Cuiabá.
http://conversa-afiada.ig.com.br/materias/397001-397500/397246/397246_1.html
Em minha opinião, essa história do dossiê tem a digital do José Serra. Tem o mesmo modus operandi do caso Lunus de 2002 e ele, Serra, e o procurador Mário Lúcio Avelar estavam nos dois casos. Vamos aguardar.
Stanley.
27/10/2006 - 13h14
PF diz que testemunha mentiu sobre origem do dinheiro do dossiê
GABRIELA GUERREIRO
da Folha Online, em Brasília
A Polícia Federal informou nesta sexta-feira que é falso o depoimento do padeiro Aguinaldo Lima, que disse ter entregue R$ 250 mil para a compra do dossiê antitucano a Hamilton Lacerda, ex-coordenador da campanha do senador Aloizio Mercadante (PT-SP) ao governo de São Paulo.
Segundo assessores da PF em Cuiabá, Lima forjou o depoimento aos policiais federais.
A PF investiga se o PSDB está envolvido no falso depoimento de Aguinaldo. Segundo assessores da polícia, Rosely Souza Pantaleão --que é secretária-executiva do PSDB no interior de Minas Gerais-- teria intermediado o contato de Aguinaldo com jornalistas em Minas quando ele se apresentou como testemunha do caso dossiê.
A polícia descobriu a "farsa" ao constatar que os saques apresentados por Aguinaldo não foram efetivados no banco. A PF deve indiciar o padeiro por falso testemunho.
Aguinaldo disse, no depoimento, que transportou R$ 250 mil de Pouso Alegre (MG) para São Paulo (SP) que seria utilizado na compra do dossiê antitucano. O padeiro afirmou que teria recebido o dinheiro do promotor de eventos Luiz Armando Silvestre Ramos, para quem trabalhou há um ano. Ramos teria pedido para usar sua conta bancária para receber uma transferência eletrônica de R$ 80 mil no último dia 10 de setembro. O promotor teria sacado mais R$ 170 mil para a compra do dossiê.
Repercussão
O líder do PSDB no Senado, Arthur Virgílio (AM), disse que se a denúncia for confirmada, a secretária e todos os envolvidos devem ser punidos. "Se tiver alguém do PSDB envolvido nisso, que pague mesmo. Não altera em nada a minha disposição de ver tudo isso esclarecido porque a opinião pública não pode ficar sem respostas", disse.
Virgílio afirmou, no entanto, que não acredita que ela tenha agido a mando do PSDB. "Pelo menos orientação minha ela não teve. E orientação do partido, eu tenho certeza que não [teve]. Não sei de quem se trata e é bom que se investigue."
27/10/2006
Agnaldo Henrique Lima, apresentado ontem como o “laranja” que teria levado R$ 250 mil para o petista Hamilton Lacerda, foi desmascarado pela Polícia Federal nesta sexta. Descobriu-se que ele prestou falso testemunho. Será indiciado por “falsidade ideológica”.
"As declarações deles não se mostraram verdadeiras. Não comprovamos as movimentações com documentos", disse o superintendente da PF em Cuiabá, Daniel Lorenz, segundo relato do repórter
Áureo Germano.
Antes de ser contatado pela PF, o falso “laranja” havia procurado jornais da região de Pouso Alegre, em Minas Gerais. Chegou a gravar entrevistas afirmando que teria levado dinheiro para Lacerda, ex-assessor de Comunicação da campanha de Aloizio Mercadante, candidato derrotado ao governo de São Paulo.
Interrogado, o sujeito disse que recebera um depósito de R$ 80 mil em sua conta bancária. Depois, teria recebido mais 170 mil reais de seu patrão, Luiz Silvestre. Juntou tudo e rumou para São Paulo, para encontrar Hamilton Lacerda.
Instado pela polícia a exibir um simples extrato bancário, Agnaldo Henrique Lima não logrou demonstrar documentalmente que a sua versão era merecedora de crédito. “Não há consistências em suas informações", disse o delegado Lorenz.
Descobriu-se, de resto, a presença de tucana na tuba. A PF informa que o falso denunciante foi levado à mídia de Pouso Alegre por Rosely Souza Pantaleão. Vem a ser secretária-executiva do PSDB local. A moça alega que, assim como a PF, também ela foi enganada por Agnaldo Henrique. Huuuummmm! Então, tá!
Escrito por Josias de Souza às 13h15http://josiasdesouza.folha.blog.uol.com.br/
Tucana que apresentou suposto 'laranja' é diretora de jornalismo de TVPlantão Publicada em 27/10/2006 às 13h11m
O Globo
BRASÍLIA - Além de fundadora e secretária-executiva do PSDB em Pouso Alegre (MG), Rosy Pantaleão, que apresentou à imprensa o produtor cultural Agnaldo Henrique Lima, aparece no expediente da TV UAI Network como diretora de conteúdo e jornalismo da empresa em Pouso Alegre.
Na manhã desta sexta-feira, a Polícia Federal disse que é falsa a versão de Agnaldo de que teria sido o "laranja" numa operação de repasse de dinheiro para Hamilton Lacerda, ex-coordenador de comunicação da campanha do senador Aloizio Mercadante (PT) ao governo paulista.
http://oglobo.globo.com/pais/eleicoes2006/mat/2006/10/27/286432633.asp
(Leiam essa matéria abaixo. A casa da oposição começa a cair: tudo foi armação da secretária-executiva do PSDB de Pouso Alegre-MG)
PF diz que é falsa a versão de suposto 'laranja' mineiro sobre dinheiro do dossiê
Plantão Publicada em 27/10/2006 às 11h57m
Jailton de Carvalho - O GloboBRASÍLIA - A Polícia Federal anunciou na manhã desta sexta-feira que é falsa a versão do produtor cultural Agnaldo Henrique Lima de que teria sido o "laranja" numa operação de repasse de dinheiro para Hamilton Lacerda, ex-coordenador de comunicação da campanha do senador Aloizio Mercadante (PT) ao governo paulista. A PF deverá indiciar Henrique Lima por denunciação caluniosa. A farsa, segundo a PF, teria sido montada com ajuda de Rosely Souza Pantaleão, fundadora e secretária-executiva do PSDB em Pouso Alegre (MG).
Em depoimento na quinta-feira à PF, Agnaldo Henrique Lima disse que foi usado pelo patrão para levar R$ 250 mil a Hamilton Lacerda para compra do dossiê Vedoin contra políticos tucanos. Agnaldo Henrique Lima disse que emprestou a conta para o patrão fazer um depósito e depois dois saques no valor total de R$ 250 mil. Ele disse que teria acompanhado o patrão na viagem em que o dinheiro teria sido entregue a Hamilton Lacerda.
A Polícia Federal achou interessante a história e resolveu aprofundar as investigações. Durante o depoimento, um delegado pediu a Agnaldo Henrique Lima o cartão bancário para tirar o extrato e comprovar a movimentação financeira. Ele disse que não estava com o cartão e que providenciaria logo os extratos, mas não o fez. A PF resolveu então pedir informações ao gerente do banco da conta que teria usada indevidamente pelo patrão. O gerente da agência informou que não existia movimentação expressiva na conta citada. A PF concluiu, a partir daí, que tudo não passou de uma farsa.
Agnaldo Henrique Lima foi apresentado a alguns órgãos de imprensa da região pela tucana Rosely Pantaleão. Os jornalistas teriam feito a entrevista com o produtor e depois o acompanharam até a sede da PF em Varginha, onde daria um depoimento supostamente bombástico sobre a origem do dinheiro que um grupo de petistas usaria para comprar o dossiê contra políticos tucanos.
http://oglobo.globo.com/pais/eleicoes2006/mat/2006/10/27/286431971.asp
27 de outubro de 2006 - 11h59
Dossiê: depoimento sobre R$ 250 mil é uma farsa, alega PF
Brasília - O funcionário de uma empresa de eventos em Varginha (MG), Agnaldo Henrique Lima, mentiu quando disse que levou R$ 250 mil para o então coordenador da campanha do senador Aloizio Mercadante (PT-SP), Hamilton Lacerda, para a compra do dossiê Vedoin contra candidatos tucanos, informou a Polícia Federal.
"A história é inconsistente e não se mostrou verdadeira", disse o superintendente da PF em Cuiabá, Daniel Lorenz. Segundo ele, a farsa foi descoberta depois que a PF foi ao banco e constatou que não havia os saques alegados por Agnaldo. Ele será indiciado por falso testemunho. A PF investiga se há interesse eleitoral por trás do depoimento. (Vannildo Mendes)
http://www.agenciaestado.com.br/institucional/ultimas/2006/out/27/1399.htm
Brasília, sexta-feira, 27 de outubro de 2006
Dossiê: Depoimento sobre R$ 250 mil é uma falso, diz PF
Da Agência Estado
27/10/2006
12h11-O ex-produtor de eventos Agnaldo Henrique Lima
mentiu quando disse que levou R$ 250 mil para o então coordenador da campanha do senador Aloizio Mercadante (PT-SP), Hamilton Lacerda, para a compra do dossiê Vedoin contra candidatos tucanos, informou a Polícia Federal.
“A história é inconsistente e não se mostrou verdadeira”, disse o superintendente da PF em Cuiabá, Daniel Lorenz.
Segundo ele, a farsa foi descoberta depois que a PF foi ao banco e constatou que não havia os saques alegados por Agnaldo. Ele será indiciado por falso testemunho. A PF investiga se há interesse eleitoral por trás do depoimento.http://noticias.correioweb.com.br/materias.php?id=2688041&sub=Política
27/10/2006 às 10:08
Cássio 45Uma mala com R$ 100 mil de aliados do candidato ao governo da Paraíba, Cássio Cunha Lima, que disputa a reeleição, foi apreendida pela Polícia Federal ontem. Como Cássio é do PSDB, a imprensa nacional não deu muito destaque ao caso, mas é tão escabroso quanto a mala dos petistas.
Da Redação
http://www.olhardireto.com.br/colunas/coluna.asp?cod=3553De onde veio o dinheiro?A Polícia Rodoviária Federal apreendeu ontem à noite, na Paraíba, uma mala com dinheiro que seria distribuído pelo diretor do Departamento Administrativo e Financeiro da Secretaria do Controle da Despesa Pública do governo estadual, Gláucio Arnaud de Medeiros, a prefeitos, vereadores e líderes políticos do interior da Paraíba, aliados do governador Cássio Cunha Lima (PSDB), que é candidato à reeleição.Na mala, a PRF encontrou cerca de R$100 mil em espécie. O dinheiro foi apreendido na cidade de Bayeux, na Grande João Pessoa, num Celta dirigido por Raimundo da Silva, que se identificou como funcionário da secretaria. Na mala, segundo a PRF, havia dez envelopes com dinheiro. Cada envelope era destinado a um líder político. Dentro dos envelopes havia dois pacotes de dinheiro. Um era destinado ao prefeito. O outro era destinado aos vereadores, cujos nomes estavam escritos em uma folha de caderno.
Dentro de cada envelope também havia um CD com a inscrição "Cássio 45", que se caracteriza como propaganda do governador, segundo o patrulheiro Agnaldo Lopes, que comandou a apreensão. O policial abriu apenas o envelope endereçado a Adalcindo José de Freitas, ex-prefeito de São Sebastião do Umbuzeiro. Dentro do envelope de Adalcindo, estavam 120 cédulas de R$50 (R$6 mil no total). Do total, R$4 mil seriam destinados a Adalcindo. Outros R$2 mil seriam entregues a seis vereadores e líderes.
Os outros envelopes estavam endereçados a Lucivaldo Vaz Henrique (ex-prefeito de Zabelê), Fred Menezes (ex-vereador de Monteiro e diretor de Operações do jornal "A União"), Marcel Nunes (prefeito de Prata), Djaci Aleixo dos Santos, conhecido como Chuta (ex-vereador de Monteiro), Ivanildo Mendes de Sousa, conhecido como Galego da Granja (comerciante em Monteiro), Robério Vasconcelos (prefeito de Zabelê), Paulo Sérgio (suplente de vereador em Monteiro), Aristeu Chaves (ex-superintendente da Polícia Civil na região do Cariri e prefeito do município de Camalaú). Os nomes em outros dois envelopes não foram identificados. Lucivaldo, Paulo Sérgio e Adalcindo são líderes políticos da região do Cariri ligados ao ex-deputado e hoje secretário-executivo adjunto da Secretaria Estadual do Controle da Despesa Pública.
- A informação dizia que era uma grande quantia em dinheiro, para a compra de votos. Aparentemente se confirma - disse o inspetor Nunes.
Blog Os Amigos do Presidente Lula
Policiais Federais estouram caixa dois de Osmar e Alckmin no Paraná
A Polícia Federal apreendeu na manhã desta terça-feira, no hotel Siena, em Curitiba, bolos de dinheiro (reais e dólares) e uma arma, pertencente a José Carlos Oliveira, que estaria a serviço da campanha do senador Osmar Dias e Geraldo Alckmin.
A Polícia Federal está entregando neste momento o dinheiro e a arma à Justiça Eleitoral.
O homem da mala José Carlos de Oliveira chegou ao Hotel Siena no domingo à tarde.
Portava uma mala pequena e uma mochila e saiu uma única vez do quarto em que se hospedou, na tarde de segunda-feira.
Oliveira deixou o hotel na manhã desta terça-feira. Neste momento, um funcionário do hotel está depondo na Polícia Federal.
Em segredo
O caso - configurado como crime eleitoral - foi encaminhado para a 177ª Zona Eleitoral, aos cuidados do juiz Rogério Ribas.
Ele decidiu manter segredo de Justiça para evitar o uso eleitoral do caso e só irá se manifestar depois de concluída a investigação.
Dinheiro do pedágio e base PSDBista de São Paulo
Os bolos de dinheiro apreendidos pela Polícia Federal eram em sua maioria de notas de cinco e dez reais. Inicialmente, acreditou-se que se tratava de dinheiro das empresas de ônibus.
Como na diretoria da Associação Brasileira de Concessionários de Rodovias (ABCR) existe um integrante com o mesmo nome do hóspede do hotel, José Carlos Ferreira de Oliveira Filho, as atenções se voltam para os pedágios.
Oliveira pediu para não arrumarem o quarto.
De acordo com informações de um funcionário do hotel Siena, que pede anonimato, José Carlos Oliveira tem entre 30 e 40 anos e nas primeiras horas da manhã desta terça-feira deixou o hotel.
Segundo o funcionário, Oliveira deixou ordens para que a camareira não arrumasse seu quarto, indicando que voltaria em seguida.
Ainda de acordo com as informações, de domingo até hoje pela manhã, José Carlos Oliveira teria feito várias telefonemas para São Paulo, "Ainda não foi possível verificar para onde ligou várias vezes, mas temos informações que seria para dirigentes do PSDB paulista, podendo até ser para um dos coordenadores de campanha de Alckmin" - Nome guardado em segredo por causa das investigações.
_________________
ADENDO: Escrito no site: * Por determinação da Justiça Eleitoral, todas as informações sobre o caso José Carlos de Oliveira correm sob sigilo de Justiça e, portanto, foram retiradas do horaHNews, a pedido do Ministério Público.
http://www.horahnews.com.br
Ai temO patrão das duas moças que serviram de laranja para compra dos dolares, emprestando o CPF, é dono de pousada em Ouro Preto-MG, filiado ao PFL e inimigo historico do PT de Ouro Preto-MG.
Ai tem!...
O tal Gérson Luiz Cotta foi candidato à vereador pelo PFL sob o número 25660 na coligação "Muda, Ouro Preto" e teve 237 votos:
25660 - GÉRSON DA POUSADA GÉRSON LUIZ COTTA MUDA, OURO PRETO PTB / PFL / PSB / PSC 237http://www.bonde.com.br/eleicoes...ao/MG/49212.htm
Quinta, 26 de outubro de 2006, 15h07
Depoimento sobre dossiê envolve dono de pousada em MG
Ney Rubens
Direto de Belo Horizonte
Um dos próximos depoimentos que a Polícia Federal deverá ouvir no caso do dossiê será o do terceiro suposto "laranja", Gérson Luiz Cotta, dono de uma pousada em Ouro Preto. Conhecido como Gérson da Pousada, Cotta foi candidato a vereador, em 2003, pela coligação "Muda, Ouro Preto", formada pelo PTB/PFL/PSB/PSC, mas teve apenas 237 votos. Desde o depoimento de uma de suas funcionárias, ele permanece incomunicável. A informação é de que estaria em viagem.
O nome de Cotta surgiu depois de depoimento de uma das integrantes da família supostamente usada como "laranja" para a compra dos dólares que seria utilizado por petistas para adquirir o dossiê contra tucanos. Viviane e a irmã Lidiane, que também é suspeita de ter movimentado os dólares do dossiê, trabalham na pousada Ouro Preto, de propriedade de Cotta.
Na pousada, que fica no bairro Antônio Dias, a atendente de nome Tereza confirmou que Gérson Cotta é o proprietário, mas informou que ele está viajando. O telefone celular dele também não atende. A PF suspeita que o estabelecimento é utilizado para a prática de lavagem de dinheiro.
Em nome de Viviane e da irmã dela, Lidiane Gomes da Silva, há operações nos valores acima de 40 mil dólares. Elas ganham apenas R$ 420 mensais. Na pousada, a informação é de que as duas funcionárias estão afastadas. A atendente não quis revelar o motivo. Viviane e Lidiane têm parentes em Magé, no estado do Rio de Janeiro, cidade na qual outra família também teria sido utilizada como "laranja" para transações comerciais da Vicatur.
Nesta quarta-feira, Viviane admitiu, em depoimento à PF, que emprestou o CPF para que outros parentes comprassem US$ 44,3 mil na agência Vicatur, de Nova Iguaçu, no Rio de Janeiro. Viviane Gomes da Silva foi ouvida pela PF em Ouro Preto, a 100 km de Belo Horizonte. Ela disse que recebeu uma comissão para atuar como "laranja".
Redação Terra
http://noticias.terra.com.br/eleicoes2006/interna/0,,OI1213826-EI6651,00.html
26/10/2006 ¦ 11:40
Sensus dá 26 pontos de vantagem a Lula
Da 87ª Pesquisa CNT/Sensus que ouviu 2 mil pessoas em 195 municípios no período de 23 a 25 de outubro de 2006 e que acaba de ser divulgada em Brasília:
Lula - 63,2% (do total de votos válidos)
Alckmin - 36,8%
Vantagem de Lula: 26,4%
Enviada por: Ricardo Noblat
http://noblat1.estadao.com.br/noblat/visualizarConteudo.do?metodo=exibirPosts&data=26/10/2006#post27505
"PSDB E MÍDIA" PODEM FRAUDAR AS ELEIÇÕES
Há 4 dias das eleições, e considerando-se o desespero dos GOLPISTAS de $inhá mídia, do PSDB e do PFL, além da nada isenta participação do ministro marco aurélio de mello (que anda meio sumidinho, o que, dizem, é sinônimo de criança aprontando alguma), é bom prestar MUITA atenção nos vídeos abaixo.
Neste primeiro, uma matéria denunciando que, SIM, é possível a manipulação das urnas eletrônicas, como bem mostra um caso ocorrido recentemente em Guarulhos, interior do estado de São Paulo.
Rede Globo de Televisão - eterna máfia midiática
Assista aos vídeos:
BBC -
Muito alem do Cidadao KANE (1993) - parte 1 -Clique AQUI
BBC -
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BBC -
Muito alem do Cidadao KANE (1993) - parte 4 -Clique AQUI
Neste segundo, um trecho do raríssimo documentário produzido pela BBC inglesa, "Muito Além do Cidadão Kane", denunciando as muitas mentiras e manipulações com as quais roberto marinho, não necessariamente nesta ordem, consolidou seu império midiático, beatificou patifes e arruinou pessoas que, de alguma forma, pudessem ameaçar o seu "direito" a brincar de Deus. No trecho, depoimentos e entrevistas que revelam de forma estarrecedora como se deu a criminosa (porque GOLPISTA) edição do debate que, em 1989, arruinou a eleição de Lula, levando collor ao phoder. Dura, aproximadamente, 20 minutos, mas vá por mim: vale a pena ver (e rever) cada segundo. Espalhe, por favor, os linques destes vídeos (ou, se achar mais fácil, recomende este blogue, citando o título da postagem) para todos os seus contatos - afinal, em se repetindo qualquer um destes CRIMES - ou, horror, ambos -, será preciso um movimento popular enorme, além de muito bem disposto, em resistência à efetivação - toc, toc, toc!!! - do GOLPE, pois não? Fonte: blog Anti-Golpe.
Assista outros vídeos (imperdível):
Muito além do
Cidadão KANE - participação
Leonel Brizola e
Chico Buarque -
AQUI.
As relações entre
Marinho com
ACM e
Tacredo Neves -
AQUI.
http://desabafobrasil.blogspot.com/
25/10/2006 19:33h
MINO CARTA: “TRAMÓIA DA MÍDIA FOI DESMASCARADA”O diretor de redação da revista
Carta Capital, Mino Carta disse em entrevista a Paulo Henrique Amorim nesta quarta-feira, dia 25, que um dos motivos de Lula “disparar” nas pesquisas é que “a tramóia da mídia foi desmascarada” (
clique aqui para ouvir). “A tramóia da mídia, a tentativa da mídia de criar problemas no primeiro turno acabou desmascarada. Isso também contribuiu”, disse Carta.
A revista Carta Capital vai ter uma edição extra nesta quinta-feira, dia 23. A edição traz a última pesquisa Vox Populi antes da eleição que mostra Lula com 22 pontos à frente de Alckmin.
Para Mino Carta, outro motivo que explica o distanciamento de Lula para Alckmin é o desempenho dos candidatos nos debates. “Alckmin parece um mauricinho, lembra Buster Keaton em suas melhores apresentações”, disse Mino Carta (clique aqui para saber quem foi Buster Keaton).
Mino Carta adiantou também que a edição extra da Carta Capital traz um debate entre o repórter da revista Raimundo Pereira e o procurador da República do Ministério Público de Mato Grosso, Mário Lúcio Avelar. Carta lembrou que Avelar é o procurador do caso Lunus (clique aqui).
Segundo Mino Carta, o debate entre Pereira e Avelar é “desopilante do fígado”. “Eu diria, como outrora, quando os caras agarravam o lóbulo do ouvido e diziam que é da ‘pontinha’. Eu diria que é da pontinha”, disse Mino Carta.
Em sua carta de editor da Carta Capital que chega às bancas nesta quinta-feira, Mino Carta evoca os momentos em que esteve com Raimundo Pereira. Ele lembra primeiro a reportagem sobre a tortura (1969) na revista Veja. Depois, Carta lembra de um debate sobre mídia no teatro Ruth Escobar (1976), quando um jovem Luis Nassif interpelou asperamente Ruy Mesquita.
Leia a íntegra da entrevista de Mino Carta:
Paulo Henrique Amorim: Mino, qual é o teu título na revista, é editor-chefe?
Mino Carta: Ah, não. Editor-chefe é uma coisa de americano. Aliás, me revolta. Ainda vou escrever um post sobre isso, sou diretor de Redação. Existem redatores-chefes, secretários de Redação, redatores, repórteres.
Paulo Henrique Amorim: Esse não é o nosso tema!
Mino Carta: Editor-chefe nos Estados Unidos é o mandão supremo. E vamos parar de falar editor-chefe quando queremos dizer redator-chefe. Porque senão confunde e me enche o saco.
Paulo Henrique Amorim: E você é diretor de redação.
Mino Carta: Isso. Em inglês chamam de management editor. Se quisermos chamar de management editor, já que o Brasil copia os Estados Unidos em tudo e por tudo como uma caricatura, então digamos management editor para o redator-chefe. Não é o meu caso. I am the editor. Ponto. Editor in chief é o manda-chuva supremo. Basta, com esse jornalismo de merda.
Paulo Henrique Amorim: Vamos gravar, Mino?
Mino Carta: Vamos.
Paulo Henrique Amorim: Eu vou conversar agora com o Mino Carta, que é diretor de redação da revista Carta Capital. Como vai Mino, tudo bem?
Mino Carta: Vai muito bem, muito bem.
Paulo Henrique Amorim: Mino, você lança amanhã, a partir das bancas de São Paulo, uma edição extra da revista Carta Capital. Não é isso?
Mino Carta: Sim, sim, exatamente.
Paulo Henrique Amorim: Uma edição, portanto, antes da eleição.
Mino Carta: Isso.
Paulo Henrique Amorim: E quais são as atrações dessa edição extra, se podemos antecipar desde hoje, agora.
Mino Carta: Primeiro, a última pesquisa, antes do pleito, da Vox Populi. Inclusive municiada por um brilhante artigo do Marcos Coimbra.
Paulo Henrique Amorim: Muito bem, e você pode nos dizer o que diz essa pesquisa em seus números gerais?
Mino Carta: Olha, em seus números gerais, acho, porque ainda não tive em meu poder os números definitivos, mas ao que tudo indica, 22 pontos acima para o Lula.
Paulo Henrique Amorim: Lula com 22 pontos de diferença.
Mino Carta: É, de diferença.
Paulo Henrique Amorim: E esse artigo do Marcos Coimbra é sobre que tema?
Mino Carta: É sobre toda, a análise dessa pesquisa evidentemente, desse avanço espantoso.
Paulo Henrique Amorim: Você já pode dizer como se explica esse avanço no segundo turno, do Lula?
Mino Carta: Eu posso dizer que... temos aí vários elementos. Eu não sou o Marcos Coimbra, eu quero deixar bem claro.
Paulo Henrique Amorim: Eu sei! Eu quero saber a sua opinião.
Mino Carta: A minha opinião é a seguinte: eu acho que, primeiro, os debates foram enfadonhos. O primeiro não, porque era o primeiro. Mas os demais se repetiram. Além de usar gravata amarela, o candidato Alckmin é muito mauricinho, né, muito lustroso. Não convence. O Lula, naturalmente, tem o apoio de quem se identifica nele. Acho que muita gente que no primeiro turno votou em Heloísa Helena, em Cristovam Buarque etc e tal optou por Lula praticamente porque achou que, afinal, era o melhor candidato entre os dois que se apresentam. Existem outras inúmeras razões. A tramóia da mídia, a tentativa desesperada da mídia de criar problemas...
Paulo Henrique Amorim: No primeiro turno.
Mino Carta: No primeiro turno, acaba sendo desmascarada, né. Então, isso contribuiu, eu acho que contribuiu bastante. Eu acho que convinha uma reflexão mais séria à mídia nativa.
Paulo Henrique Amorim: Você acha que a oposição menosprezou a capacidade do Lula de se safar do debate na televisão.
Mino Carta: Não... Eu acho que talvez sim. Eles sempre acham que o Lula vai tropeçar na sintaxe, essas coisas. Mas eu acho que, no fundo, eles começaram a ficar apavorados depois do primeiro debate. Tentaram vender a idéia de que o Alckmin tinha ganhado o primeiro debate, e olha, fui um dos poucos que disse: “não, o Lula ganhou já o primeiro debate”. O Lula sabe rir. Ele ri, ele sorri. O outro não, é uma pedra. Me lembra muito Buster Keaton nas suas melhores interpretações. E ele fala, fala, repete as mesmas coisas, fala de uma forma empolada, né. Agora, nessa próxima edição tem também um debate do Raimundo, o que posso dizer sobre isso sobre o famoso procurador Avelar.
Paulo Henrique Amorim: Ah, é? O Raimundo Rodrigues Pereira fala numa reportagem sobre o Avelar?
Mino Carta: É, uma reportagem-debate.
Paulo Henrique Amorim: Como assim?
Mino Carta: Um debate, ele contra o Avelar. É muito interessante. Lembramos que o Avelar é o homem do caso Lunus, né?
Paulo Henrique Amorim: Sim. Caso Lunus e agora do caso Íbis.
Mino Carta: Sim, claro.
Paulo Henrique Amorim: E o que você poderia nos dizer para nos preparar sobre esta reportagem-debate do Raimundo?
Mino Carta: Vai ser “desopinante”, “desopinante” do fígado, como se dizia em outros tempos. Quando um dos caras agarrava um lóbulo do ouvido e dizia “é da pontinha”...
Paulo Henrique Amorim: Mino, e qual é o tema da sua carta do editor?
Mino Carta: Eu evoco as vezes em que estive com o Raimundo, a começar pela reportagem sobre a tortura, de 1969, na revista Veja, que se seguia à escolha feita nos altos escalões militares, seguida pela aprovação do Congresso. Aquela pantomima que chamavam eleição. Já estávamos nessa. Conto a história daquela memorável reportagem. Depois falo de um debate no teatro Ruth Escobar que foi proibido inicialmente e acabou indo ao ar, muito interessante, sobre mídia, em 76. Havia inclusive na platéia um jovem Luis Nassif, que interpelou asperamente Ruy Mesquita. E depois ele chegou aos dias de hoje.
Paulo Henrique Amorim: E de certa maneira ele enfrenta e ganha do assim chamado Ali Kamel, o chamado Ratzinger da Globo?
Mino Carta: Certamente.
Paulo Henrique Amorim: Ou ex-Ratzinger, não se sabe...
Mino Carta: Não se sabe como vai acabar, se vão lhe comer o crânio, como fez o conde Golino na prisão de Pisa.
Paulo Henrique Amorim: Você se refere certamente à Divina Comédia.
Mino Carta: Eu soube que você escreve sobre a Ilíada.
Paulo Henrique Amorim: Não, mas este não é o assunto (risos). Então quer dizer que a edição chega amanhã às bancas?
Mino Carta: Isso.
Paulo Henrique Amorim: E você fará uma edição após a eleição?
Mino Carta: Faremos uma espécie de resumo das reportagens anteriores e estamos apresentando as reações da imprensa, inclusive dos que nos ofendem. Não sei por que nos ofendem, não precisa ofender. Diga que você tem outra opinião, tudo bem. Nós não queremos somente dar uma opinião, queremos informar corretamente, só isso. Nós partimos de um princípio: eu, você, Raimundo. Não estamos tomando partido de ninguém, de quem quer que seja. Jornalismo se pratica assim. E eles não sabem. O jornalismo nesse país é ridículo.
Paulo Henrique Amorim: Você fará outra edição da Carta Capital logo após a eleição ou não?
Mino Carta: Não, esse é um extra. O próximo sai na segunda-feira, porque não podemos sair na sexta, dizendo o quê?
Paulo Henrique Amorim: E você não tem ainda o título da capa?
Mino Carta: Ah, sim.
Paulo Henrique Amorim: Sim?
Mino Carta: Sim, não tenho.
Paulo Henrique Amorim: Porque você sabe que agora o Fernando Henrique introduziu essa questão, né? Quando ele fala “não” ele diz “sim”, porque depois do “não” vem a virgula.
Mino Carta: Sim, é como a Sibilla de Cuma, né? Quando ele dizia “ibis, redibis, non morieris (o peribis) in bello”. E aí o cara morria e ele dizia não, não, peraí, eu não disse “ibis, redibis, non morieris (o peribis) in bello”. Eu disse “ibis, redibis non, morieris (o peribis) in bello”.
Paulo Henrique Amorim: É isso, agora entendi o Fernando Henrique (risos).
Mino Carta: Viu, você não lê os meus “posts”. Aliás, você não sabe como me alegra escrever um “post”... essa palavra me deixa com arrepios na coluna...
Paulo Henrique Amorim: Tá bom, Mino.... (risos)
Clique aqui para ler o “post” do Mino sobre a Sibilla.
Leia também:
Blog do Mino
http://conversa-afiada.ig.com.br/materias/396501-397000/396940/396940_1.html
(Manterei esse post no topo do blog porque a Veja está atacando o filho do Lula. Os demais posts entrarão logo abaixo deste)
Afanazio Jazadi-PFL-SP, aliado do PSDB, detona Alckmin: diz que um irmão do Alckmin que era assaltante de banco, foi morto em rebelião em SP e que a Lú Alckmin foi casada com um traficante de drogas, que também foi morto em SP
Cansei, vou votar no Alckmin.
Cansei de ir ao supermercado cheio de gente fazendo compras porque os alimentos estão baratos, porque o salário aumentou, porque o poder aquisitivo aumentou, porque tanta gente está empregada.
Cansei dos shoppings com gente se espremendo, agora todo mundo pode comprar e se divertir. Cansei das ofertas de crédito bancário, de cartão de crédito, de empréstimo consignado com juros baratos para todo mundo - isso antes era privilégio, agora perdeu a graça.
Cansei desse governo que distribui dinheiro dos impostos para milhões de famílias sem renda, só para combater a fome e reduzir a miséria - esse dinheiro poderia ser usado para ajudar os empresários endividados.
Cansei do PROUNI, que colocou na universidade jovens da classe pobre, misturando-os com os filhos das pessoas ricas. Cansei desse programa Luz para Todos: gente que nunca teve nada agora pode ver TV, usar ferro elétrico, geladeira, abrir um negócio.
Cansei desse governo que criou milhões de empregos, está acabando com a informalidade e prejudicando os empresários, que têm de arcar com tributos trabalhistas.
Cansei desse governo que desvalorizou meus dólares sem sustos, sem inflação, sem pacotes econômicos. Cansei, vou votar no Alckmin porque quero de volta as emoções fortes do governo de FHC, quero investir no dólar em disparada e aproveitar a inflação. Cansei dessa baboseira politicamente correta, quero pagar salários menores, quero que os supermercados e os shoppings fiquem mais vazios.
Cansei, vou votar no Alckmin porque ele diz que vai "flexibilizar" as leis trabalhistas, e assim não vou precisar pagar 13º, FGTS e nem dar férias. Tenho muita fé no que Alckmin diz: se esses benefícios são de lei, com Alckmin a gente sempre vai poder dar um jeitinho, e com menos empregos o trabalhador vai ter de aceitar qualquer coisa, vai se pôr no seu lugar.
Cansei de ver a PF trabalhando livremente. Cansei de ver um Governo ser investigado, prefiro como antes as CPIs abafadas e nós sem sabermos de nada...
Stanley
25/10/2006 às 10:56
Aviões
A Polícia Federal investiga a utilização de aviões de pequeno porte no escândalo do dossiê. Além da suspeita de que um deles teria sido alugado para transportar o dinheiro arrecadado por petistas na Baixada Fluminense para a compra do dossiê contra tucanos do Rio de Janeiro para São Paulo, os responsáveis pelo inquérito também apuram uma informação de que o empreiteiro Abel Pereira, amigo e ex-assessor do tucano Barjas Negri, sucessor de José Serra no Ministério da Saúde, estaria providenciando o aluguel de um avião também em Campo de Marte para trazer a Cuiabá o dinheiro que seria usado para “comprar” o silêncio de Luiz Antônio Trevisan Vedoin, um dos chefes da máfia das ambulâncias.
Da Redação
http://www.olhardireto.com.br/colunas/coluna.asp?cod=3500
TUCANO RESPONDE A 82 AÇÕES POR IMPROBIDADE ADMINISTRATIVATucano indicado para presidir conselho da Fundação Mário Covas, é acusado de causar R$ 685,7 milhões em prejuízos ao governo paulista. Faltando três dias para o segundo turno, a gestão do candidato Geraldo Alckmin (PSDB) no governo de São Paulo sofreu vários ataques no terreno ético. No berço moral do PSDB e dos ideais de seu maior líder, a Fundação Mário Covas, que mantém em seus quadros tucanos de alta plumagem, encontra abrigo Goro Hama, tesoureiro de várias campanhas do PSDB, ex-secretário do partido em São Paulo e ex-presidente da Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU). No site da fundação, Goro Hama é apresentado como o presidente do Conselho Consultivo da entidade, criada em abril de 2001 com doações de R$ 3,5 milhões.
Goro responde na Justiça a 82 ações por improbidade administrativa pela sua gestão na CDHU, impetradas pelo Ministério Público Estadual (MPE) e a outros nove inquéritos policiais em andamento, segundo a assessoria de comunicação do MPE paulista. Ele é acusado pela Promotoria de Justiça da Cidadania do MPE de causar prejuízos de R$ 685,7 milhões aos cofres do governo paulista.
25 Oct 2006 by Roberto Kuppê
Gravação sugere que delegado viu montagem de parede de dinheiro: "Eles colocaram todo o dinheiro, só o dinheiro e pronto"

A foto, de uma
parede de dinheiro, é estrela dos comerciais de campanha de
Geraldo Alckmin.
Dinheiro preso com petistas, diz o texto.
O comercial repete o bordão:
DE ONDE VEIO O DINHEIRO?
Pergunta à qual eu acrescento esta: estas fotos são resultado de cenografia?
O delegado
Edmilson Bruno, da Polícia Federal, pode ter usado seus dotes de cenógrafo para preparar o material que vazou a jornalistas na sexta-feira, dia 29 de setembro, a dois dias do primeiro turno da eleição.
Os reais contidos no malote foram apreendidos pelo próprio delegado, num hotel de São Paulo, com dois homens acusados de negociar, em nome do Partido dos Trabalhadores, a compra de um dossiê que poderia implicar candidatos do PSDB com a máfia das ambulâncias.
As fotos do dinheiro, feitas durante perícia da Polícia Federal, na quinta-feira, por volta das cinco da tarde, foram entregues em um CD a quatro jornalistas antes do meio dia da sexta-feira.
O encontro entre o delegado Edmilson e os quatro repórteres foi gravado por ao menos dois deles.
Transcrições de trechos da gravação foram divulgadas pela primeira vez neste site no dia 2 de outubro, a partir de anotações que fiz enquanto ouvia a fita no gravador emprestado por um colega.
Ouvi a fita diante da casa de José Serra, enquanto esperávamos a saída do candidato a governador para votar.
Na mesma ocasião, pelo menos mais uma colega ouviu a gravação.
As anotações que fiz batem com o conteúdo da fita, cujo teor foi divulgado no dia 18 de outubro.
No início da conversa, o delegado quer provar que as fotos que está entregando são mesmo as do dinheiro apreendido com petistas.
DELEGADO: PRA PROVAR QUE O DINHEIRO É...Ó...ELE...Ó(...) DINHEIRO SEM SABER DAONDE É. E A CINTA, ESSA CINTA [DE PRENDER O DINHEIRO] É DA CAIXA, NÃO É MAIS A CINTA DO PAB [POSTO DE ATENDIMENTO BANCÁRIO]. E AQUI PROVA QUE É UM MILHÃO, CENTO E SESSENTA E OITO, Ó, CAIXA ECONÔMICA FEDERAL.
REPÓRTER: O QUE É ISSO?
DELEGADO: ISSO AQUI Ó... O DINHEIRO...Ó... QUE TÁ NA CUSTÓDIA DA CAIXA ECONÔMICA, Ó... E DA PROTEGE... QUE ESTÁ AQUI À DISPOSIÇÃO DA POLÍCIA FEDERAL... CAIXA ECONÔMICA FEDERAL... CUSTÓDIA Ó... FONTE: CUSTÓDIA... É O DINHEIRO.
REPÓRTER: UM MILHÃO...
DELEGADO:... CENTO E SESSENTA E OITO... QUE É O DINHEIRO DA...DO...
REPÓRTERES AO MESMO TEMPO: É O REAL... O REAL
DELEGADO: SÃO OS REAIS. ENTÃO AQUI... VOCES TIRAM AQUI... TIRA O NOME DA PROTEGE.
REPÓRTERES AO MESMO TEMPO: TÁ...
DELEGADO: PRA NÃO SABER QUE TÁ NA PROTEGE...
REPÓRTER: TÁ...
DELEGADO: VOCES FAZEM UMA EDIÇÃO. EU TENHO OUTROS DOCUMENTOS QUE FALA ASSIM: PAB [POSTO DE ATENDIMENTO BANCÁRIO] POLÍCIA FEDERAL. SE VOCES QUISEREM EU TRAGO PRA VOCES. ISSO AQUI, Ó, CAIXA ECONÔMICA FEDERAL E TEM UM QUE TÁ ESCRITO PAB [POSTO DE ATENDIMENTO BANCÁRIO] POLÍCIA FEDERAL, QUE É DE TREZENTOS EM TREZENTOS MIL OS DEPÓSITOS. AÍ EU FIZ JUNTAR NUM MALOTE SÓ E TEM A FOTO DESSE MALOTE... ENTÃO ISSO PROVA QUE É O DINHEIRO, TÓ.
Será que entendi direito?
Uma vez apreendido, o dinheiro foi depositado, em lotes de 300 mil reais cada, em nome do delegado Edmilson Bruno.
AÍ EU FIZ JUNTAR NUM MALOTE SÓ E TEM A FOTO DESSE MALOTE, afirma o delegado na gravação.
Ele juntou o dinheiro para fazer volume?
Na versão apresentada por Edmilson Bruno, um dia depois do vazamento das fotos, ele disse que se apresentou indevidamente aos peritos como delegado do caso.
Edmilson disse ter decidido contar a verdade para não prejudicar os peritos.
AÍ EU FIZ JUNTAR NUM MALOTE SÓ E TEM A FOTO DESSE MALOTE, disse Edmilson Bruno.
Quem juntou? Os funcionários da Protege? Os peritos da Polícia Federal?

Olhe mais uma vez para a foto acima. Por que o corte dela, rente à esquerda, elimina parte do malote?
Teria sido usado o programa de edição Photoshop?
Pelo menos foi o que sugeriu Edmilson Bruno no diálogo gravado com os repórteres.
Embora falasse a três repórteres de jornal e a um de rádio, o delegado estava com a cabeça nos noticiários de tevê:
Delegado Bruno: - Quando vocês passarem na TV... ó, tira o nome da Protege, tira essa data aqui, ó.
Voz masculina de repórter: - Tá, 28 do 9.
Voz feminina de repórter: - Tira a data...
Delegado Bruno: - Não, a data até pode deixar.
Voz feminina de repórter: - É...
Delegado Bruno: - Quer pôr a Protege, quer pôr a Protege?
Voz feminina de repórter:- Por que tirar a Protege?
Voz masculina de repórter: - Deixa... Foda-se...
Delegado Bruno: - Porque na realidade foi furtado e a Protege tem um monte de imagem, depois se isso aí vazar, pelo amor de Deus. E no Banco Central, falou assim: "essa aqui é a foto da Globo", que eles colocaram todo o dinheiro, só o dinheiro e pronto. Aí tem um envelope... escrito Banco Central, e todos os dados do dinheiro, dos dólares e meu nome embaixo. Agora, vocês têm que fazer um photoshop, porque tem fotos que aparece...
Voz masculina de repórter: - As pessoas do Banco Central...
Delegado Bruno: - Não, não... da Protege... do lado, contando o dinheiro, porque eu fui dentro...
Voz masculina de repórter: - Ah...
Voz feminina de repórter: - É só isso mesmo, doutor? Porque a gente já vai correndo para lá...

Esta foi a foto vazada pelo delegado Edmilson Bruno.

Esta é a foto que aparece na campanha eleitoral de Alckmin.

E estas são fotos reproduzidas nas capas de jornais na véspera do primeiro turno da eleição.
Socorro, o espírito conspiratório tomou conta do meu corpo...
Será que eu entendi direito?
Teria a cena acima, de uma verdadeira parede de dinheiro, sido montada para estrelar nos noticiários de televisão e na campanha eleitoral?
É o que deduzo a partir desta fala do delegado aos jornalistas que recebiam as fotos em um CD:
"E no Banco Central falou assim: essa aqui é a foto da Globo, que eles colocaram todo o dinheiro, só o dinheiro e pronto".
[Antes que se fale em mais uma conspiração da Rede Globo, é bom notar que a fala é do delegado e quem disse isso provavelmente queria caprichar para a emissora de maior audiência. Aguardem, que não demora e vão dizer que a Globo derrubou o avião da Gol]
Quem são ELES a que se refere o delegado?
Seriam os funcionários da Protege, que estavam ao lado contando dinheiro?
Os mesmos que o delegado pediu para eliminar das fotos usando o programa Photoshop?
Se foram os peritos, qual é o uso investigativo que esse tipo de foto pode ter para a perícia?
O delegado Bruno agia por vingança? Ou por motivos eleitorais...
Vale sempre repetir: de onde veio o dinheiro?
E onde estão as fotos do dinheiro SEM EDIÇÃO?
[atualizado em 22 de outubro de 2006]
E sabem em quem, eventualmente, o policial poderia jogar a culpa pelo sumiço das fotos? Saiba clicando em:
http://viomundo.globo.com/site.php?nome=PorBaixoPano&edicao=360
http://viomundo.globo.com/site.php?nome=PorBaixoPano&edicao=359
25/10/2006 14:11h
"NÓS, CONTRA KAMEL"
Reproduzimos abaixo a reportagem de Raimundo Pereira e Antônio Carlos Queiroz que é simultanemente publicada no site http://www.oficinainforma.com.br/. Trata-se de uma "edição especial" da publicação "Retrato do Brasil / Reportagem".
Clique aqui para ver fotos da reportagem.
NÓS, CONTRA KAMEL
Ingrata sorte! Somos obrigados a desafiar o campeão da mídia!
Antônio Carlos Queiroz e Raimundo Rodrigues Pereira
A história da formidável peleja entre os “nanicos” Antônio Carlos Queiroz e Raimundo Rodrigues Pereira contra Ali Kamel, diretor-executivo de jornalismo da Central Globo de jornalismo, gigante da mídia brasileira.
Ali Kamel é um gigante da mídia. Diretor-executivo de jornalismo da Central Globo de Jornalismo, como assina suas declarações, ele comanda, por exemplo, o Jornal Nacional, que seis dias por semana, no começo da noite, diz para dezenas de milhões de brasileiros o que se passou aqui e no mundo.
Além desse extraordinário poder, Kamel é homem de sensibilidade sem par. Veja-se: no dia 29 de setembro, vésperas do primeiro turno da eleição presidencial, ele decidiu que não se faria menção no JN ao acidente do avião da Gol que matou 154 pessoas porque. como disse, em matéria paga publicada na revista CartaCapital: “Um telejornal como o Jornal Nacional, recordista absoluto de audiência, constrói sua reputação assim: com notícias corretas, sem espalhar o pânico no País. Pôr no ar que um avião de passageiros da Gol ‘pode’ estar desaparecido, sem dizer qual o vôo e qual a rota é simplesmente levar o pânico para milhares de casas Brasil afora. Não fizemos isso. Não faremos isso”.
É, ainda, um jornalista como não há igual: neutro, imparcial, como revela no mesmo texto citado: “Não sou movido por paixões políticas e o meu compromisso é apenas com a minha profissão: relatar os fatos com correção e imparcialidade, não importando se beneficiam esta ou aquela corrente política”.
(Aliás, diga-se de passagem: Kamel teve de pagar a publicação de seu texto porque Mino Carta, o malvado diretor de CartaCapítal, não quis publicar na íntegra sua resposta, encaminhada na forma de uma missiva de modestos 13.953 caracteres, na CartaCapital, onde publicamos artigo que ofendeu o gigante!) Mesmo assim, o destino cruel, a natureza incontrolável que nos empurra para batalhas impossíveis, nos leva, Antônio e Raimundo – gente que se pode, sem desdém, colocar no rol da chamada “imprensa nanica”, a desafiar Kamel.
Do Olimpo onde vos situais, perdoai-nos, mas respondei, gigante do poder e das virtudes: a poderosa organização da família Marinho, a quem servis, é capaz de fazer uma revisão do seu procedimento na cobertura do chamado dossiê dos petistas divulgado no primeiro turno da eleição presidencial? Nós vamos fazer uma revisão do que fizemos.
Nos comentários à carta de Kamel, publicada no Observatório de Imprensa, a grande maioria dos internautas foi favorável ao nosso ponto de vista, segundo o qual a TV Globo agiu de modo faccioso nessa cobertura. A seguir publicamos uma pauta com os dois pontos centrais do que poderia ser uma revisão do tratamento que a grande imprensa deu ao episódio. Com isso, esperamos também oferecer ajuda aos internautas para que continuem pressionando o gigante Kamel a fazer a sua própria revisão.
1. O “ESCÂNDALO DO DOSSIÊ PETISTA” DEVERIA SER VISTO COMO “UMA GUERRA DE DOSSIÊS”, PORQUE TAMBÉM ENVOLVE OS TUCANOS
Na sua resposta à primeira matéria que publicamos em CartaCapital (“Fatos ocultos”, artigo de capa da edição de 18 de outubro), Ali Kamel diz que não respondeu inicialmente e de modo específico a nenhuma das questões que apresentamos a ele antes de publicar o texto simplesmenteporque todas as nossas premissas eram falsas. Kamel está errado. Nossa primeira premissa, por exemplo, era e continua sendo: o escândalo que acabou contribuindo para empurrar as eleições para o segundo turno foi denunciado pelo jornalismo das grandes empresas de modo unilateral.
Foi dado um tratamento a uma das pontas da história, a que envolvia “a banda sindical petista”, como dissemos, que foi amplamente denunciada; e, outro, à ponta que envolvia os tucanos, que não foi investigada. Havia, no entanto, efetivamente, uma disputa por dossiês, que é comum em todas as campanhas eleitorais, na precária política brasileira.
Dissemos no primeiro texto de CartaCapital: “É absolutamente razoável supor que Serra e
Negri”, os ex-ministros da Saúde de Fernando Henrique Cardoso cujos nomes apareceram no noticiário sobre a chamada máfia dos sanguessugas, que é de onde sai o escândalo dos dossiês, “sejam pessoas acima de qualquer suspeita”.
Dissemos a seguir: “É também justo ficar indignado com o baixo nível da política que se fundamenta no esforço de provar que o candidato adversário ou é ladrão ou está ligado a ladrões”. Mas concluímos: “por que achar que os petistas são os piores de todos os políticos, a priori, sem investigar o outro lado?”
Não fizemos essa pergunta por retórica. Sabíamos, concretamente, que havia descontentamento na própria Globo pelo comportamento unilateral da direção da empresa na cobertura dos fatos. Com base num levantamento minucioso desse descontentamento fizemos 10 perguntas a Kamel, afinal publicadas no texto de CartaCapital citado e às quais ele respondeu com uma nota evasiva. Nela diz, em síntese, que o presidente Lula considerou a cobertura da Globo isenta.
Na sua resposta posterior enviada ao Observatório da Imprensa e depois publicada como matéria paga em CartaCapital, Kamel volta a fugir da questão: diz que é contraditório termos perguntado porque a Globo não investigou a ponta dos tucanos do mesmo modo como investigou a ponta dos petistas no escândalo e termos dito também que foram engavetadas matérias que investigavam essa ponta peessedebista. Parece contraditório mas não é: nós não defendemos o tipo de investigação que a Globo fez de um lado, nem queríamos que ela fizesse o mesmo do outro lado; o que dissemos é que a Globo não investigou um dos lados com empenho; e engavetou uma ou duas matérias que, a despeito disso, foram feitas sobre o assunto.
A questão seria irrelevante se a ponta tucana da história de fato não existisse. Mas essa conclusão não se deve tomar como pressuposto. Ouvimos, pouco antes do fechamento deste artigo, que o alto comando tucano em São Paulo telefonou mais de uma vez para liderança do PT paulista buscando um acordo na guerra de dossiês que efetivamente existia antes do 15 de setembro, data em que são presos, no Hotel Íbis Congonhas, em São Paulo, com R$ 1,7 milhão, Valdebram Padilha e Gedimar Passos, intermediários petistas na compra do suposto dossiê sobre os tucanos. Ouvimos também, da deputada Vanessa Graziotin (PCdoB-AM) parlamentar da CPI que investiga a história, que o deputado Fernando Gabeira (PV-RJ), também da comissão, fez um pedido seletivo de documentos à Justiça de Mato Grosso.
E, assim, a própria CPI do Congresso não tem todas as informações da Justiça. E estaria deixando de investigar e absolvendo os tucanos por antecipação, porque se concentra em investigar os petistas, em relação aos quais existem inúmeros indícios e documentos, levantados pela imprensa e pela polícia. Mas não vai com o mesmo empenho em busca dos tucanos, embora esteja mais do que provado que o escândalo da compra superfaturada de ambulâncias é antigo e a maioria dos casos é dos governos do PSDB.
E o outro lado? No segundo artigo para Carta Capital (“Contribuições ao dossiê da mídia”, 25 de outubro) mostramos que, no banco de dados da Polícia Federal – que investigava, até o fechamento deste texto, basicamente o lado petista do escândalo – já estavam listadas 46.755 pessoas, 43.778 contas bancárias, 17.245 telefonemas, 6.137 contratos em dólares e 158.094 transações financeiras. É óbvio que, se a imprensa continuar investigando o escândalo nessa mesma linha, sempre terá mais assunto. “Secretário de Lula ligou para ‘articulador’ do dossiê”, foi a manchete da Folha de S. Paulo de 21 de outubro, referindo-se a dois telefonemas entre Gilberto Carvalho, secretário particular do presidente Lula e Jorge Lorenzetti, que é tido como “o articulador nacional da compra do dossiê” – o dossiê petista, é claro.
Mas, e o outro lado? E os milhares de pessoas, contas bancárias, telefonemas, contratos e transações que podem ser investigados se se começar a perseguir com a mesma fúria o pobre do empresário Abel Pereira que é tido como o elo entre a máfia dos sanguessugas e Barjas Negri, o ex-ministro da Saúde tucano e ex-secretário geral de José Serra no mesmo ministério? Repita-se: não estamos dizendo que a imprensa das grandes empresas faça com o PSDB a mesma estupidez que está fazendo com o PT – jogando nomes na rua, difamando pessoas, sem um cuidado maior. O que dizemos é que ela age com dois pesos e duas medidas.
Finalmente, ainda sobre a origem do escândalo, se deveria investigar os exatos mandados judiciais do